Arauto do Segundo Convite Volume 1 – Junho de 2019

Artigo 1 - Junho de 2019 - Um Segredo que Todos Precisam Saber (Escrito por Maurício Berger)

Artigo 2 - Junho de 2019 - Outro Segredo está Sendo Revelado nestes Últimos Dias (Escrito por Maurício Berger)

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Volume 1, Artigo 1 - Junho de 2019 - (Escrito por Maurício Berger)


Um Segredo que Todos Precisam Saber

1 O que é um segredo? — SEGREDO é a forma de se manter uma informação valiosa em sigilo absoluto, oculta ou selada, sem permitir que se torne público, até que se permita revelar. No Novo Testamento da Bíblia Sagrada, encontramos inúmeras vezes a palavra grega my·sté·ri·on traduzida por “segredo sagrado”.

2 No Dicionário Expositivo de Palavras do Velho e do Novo Testamento, de Vine’s (em Inglês), encontramos a seguinte explicação: “No [Novo Testamento] my·sté·ri·on denota, não o misterioso, mas aquilo que, estando fora do âmbito da compreensão natural desassistida, somente pode tornar-se conhecido pela revelação divina, e é dado a conhecer dum modo e num tempo designados por Deus, e somente àqueles que são iluminados pelo Seu Espírito.” — 1981, Vol. 3, p. 97.

3 Segundo o texto de Provérbios 25:2, “a glória de Deus está em manter seus assuntos confidenciais em secreto, ou selados”. — Já no texto de Romanos 16:25-26, somos informados dos métodos que Deus usa para dar a conhecer seus segredos que por tempos de longa duração tem sido guardado em silêncio até o momento de serem abertos ao entendimento dos filhos dos homens.

4 Assim, como Supremo Governante e Criador, Jeová, sem dúvida, mantém muitas coisas em segredo até que o tempo predeterminado por Ele chegue para revelá-los à humanidade por meio de Seus servos, os profetas (Amós 3:7). Entre seus segredos está aquele que está oculto nas revelações de João, que o Senhor Jesus Cristo propôs revelar somente na dispensação da plenitude dos tempos, e que nos permitirá obter a correta compreensão do surgimento do Livro de Mórmon no século XIX e do Livro Selado (...), o qual temos disponível entre nós uma pequena parte neste momento da história da restauração, expondo ainda mais a incomensurável sabedoria de Deus em manter seus assuntos ocultos, a fim de revelá-los em momentos oportunos da dispensação do evangelho em que vivemos agora.

O que simboliza o pequeno Livro aberto descrito no texto de Apocalipse 10:2?

5 Lemos, no livro de Apocalipse 10:7, que “Nos dias em que o Sétimo Anjo tocar a sua trombeta, então terá sido levado a término o Mistério de Deus segundo as boas novas do Evangelho que ele declarou aos seus próprios servos os profetas”.

6 Na própria contemplação de João do “Anjo Forte”, no relato do capítulo 10, versículo 3, anterior ao versículo 7, João é interrompido por este mensageiro celestial com “Clamor e alta voz, semelhante a um leão quando ruge. E quando clamou, ‘Sete Trovões’ proferiram suas vozes”.

7 Sendo que ainda lemos no versículo 4: “Ao falarem os Sete Trovões”, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do Céu dizer: ‘sela as coisas faladas pelos Sete Trovões, e não as divulgue’ (Apocalipse 10: 4). Em relação aos sete anjos no contexto do capítulo 1, versículo 20 de Apocalipse, Joseph Smith Jr. ensinou que a palavra “anjos” descrita como que estando na mão direita de Cristo, na verdade se refere a mensageiros humanos, preordenados a nascer na Terra “a fim de ensinarem seus mandamentos aos filhos dos homens para que estes também pudessem entrar no seu descanso” 1, mas que fora igualmente alterada em seu contexto, assim como se deu com outros textos das escrituras com o passar do tempo, logo nos primórdios da igreja católica. De modo que Joseph, ao corrigir a Bíblia com o poder e Dom de Deus, alterou a palavra “anjos”, para enfim comportar novamente a palavra “servos”. — Alma 13: 6

8 Estes sete servos, porém, cujas designações e chamados na Terra representam os ‘Sete Trovões’ descritos no livro de Apocalipse, conforme temos nos ensinamentos de Joseph Smith, correspondem aos sete profetas, que não somente presidiram suas próprias dispensações, mas deram início a elas, cada qual em seu respectivo tempo, que por Deus fora predeterminado, trazendo consigo novas verdades e importantes boas novas ao povo de sua época, bem como novas leis e mandamentos no que diz respeito às ordenanças do evangelho eterno do Cordeiro de Deus.

9 Tudo isso nos traz de volta ao texto de Apocalipse 10: 4 sobre as palavras dos "Sete Trovões" que agora entendemos serem sete profetas, legisladores das leis e ordenanças do evangelho eterno de Deus em suas próprias dispensações. Entre as palavras desses profetas; João, o Apóstolo, que está escrevendo o livro de Apocalipse, é ordenado a SELAR e guardá-las para o tempo do fim, quando Cristo vier ao Seu Templo e lá abrir os sete selos restantes nas placas de Mórmon, conforme profetizado no texto de Apocalipse 10: 1-5.

10 Dentre as palavras desses sete profetas, logicamente podemos concluir que, por causa deste livro selado que temos em mãos, uma delas corresponde a uma mensagem do próprio Moisés. E não pensem que estou falando deste “Livro Selado de Moisés” que temos agora. Definitivamente não! Antes, eu estou falando da parte em que Morôni diz: “28 Mas dentre todo registro de Moisés, meu pai Mórmon, compilou apenas um resumo, deixando de lado as profecias e ressaltando para um sábio propósito futuro, as questões relacionadas ao sacerdócio de Melquisedeque entre o povo do convênio, desde o princípio até o final de todos os tempos preconcebidos, porquanto o conteúdo restante deste livro de Moisés, estará nas placas que serão reveladas somente quando Cristo vier ao Seu Templo nos últimos dias”. — D&C 38:22; D&C 42:35-36; D&C 65:5-6; D&C 133:1-25; Malaquias 3:1


11 Dos sete selos que não serão abertos por ninguém além do próprio Cristo (Apocalipse 5:4-5), é claro para nossa compreensão atual que haverá em seu contexto os registros de sete grandes profetas, e um desses registros, como lemos nas palavras de Morôni, é indubitavelmente as profecias retidas do grande Moisés, o que corrobora o entendimento de que Moisés é um dos sete trovões descritos na revelação de João e que suas palavras no livro selado que agora temos correspondem a um terço de uma verdade importante a ser revelada nos últimos dias, e está ao lado dos registros de outros profetas sob os sete selos que serão abertos por Cristo, como podemos ler nas Palavras de Morôni, versículo 37, do Livro Selado.

12 Por sua vez, temos esta terça parte das revelações de João a ser revelada em breve, uma vez que estas constam nas 42 placas cujos selos foram rompidos em março de 2018, frente às testemunhas. O que nos permite entender, mediante leitura de Éter 4:15-18, que o restante dessas 42 placas, contendo um terço das revelações de João, só irá surgir após o povo do convênio rasgar esse véu de incredulidade que os leva a permanecer nesse terrível estado de iniquidade e dureza de coração e cegueira de mente (isso só será possível através dos Núcleos de Estudos da Parcela Selada). Certamente, foi por esse motivo, que Deus, em sua vasta sabedoria, trouxe esta pequena parte que temos hoje como sendo o “Livro Selado (...)”, para nos libertar de nossas tradições e cegueira de mente, alma e coração.

13 Ou seja, João fora impedido de divulgar em seus dias essa mensagem altamente simbólica, assim como a mim fora dado ordem de não traduzir esta terça parte das Revelações de João nos dias atuais; pois seus símbolos representam segredos de Deus, a serem divulgados somente em um período futuro, dias esses, em que o desenrolar da profecia referente ao livro selado das revelações de João, tal como transcrito em Éter 4:15–16, no Livro de Mórmon, estará em harmonia com as palavras de Jesus descritas nesse contexto, em relação a um povo que invoca ao Pai em Seu nome, tendo um coração quebrantado (arrependido) e um espírito contrito. — Lendo no Livro Selado as palavras de Morôni, versículo 18 compreenderemos melhor essa questão.


14 Repetindo de forma clara e resumida o que acabei de relatar, o versículo 37 das palavras de Morôni, no que diz respeito ao Livro Selado (...), afirma que um terço das revelações de João consta neste conjunto de 42 placas, cujos selos foram rompidos diante das testemunhas que vieram dos EUA ao Brasil, em março de 2018, deve ser revelado assim que o povo exercer fé nesta primeira parte do Livro Selado (...) que nos foi dada em 06 de abril de 2019, conforme podemos ler e compreender no versículo 42 das palavras de Moroni, onde afirma de forma clara e inequívoca que “...estas poucas coisas que serão extraídas do primeiro conjunto selado, ‘antes de ser todo livro conjuntado’ em um período posterior de tempo, já serão suficientes, para despertar a fé nos seguidores de Cristo...”. Sendo que é coerente presumir que o restante da mensagem de João no que diz respeito as palavras dos “sete trovões”, assim como se dá com as profecias de Moisés, será revelado somente quando Cristo vier ao Seu Templo.

15 No ínterim, depois de terem soado a voz dos Sete Trovões, Jesus prediz para João a época em que este livro selado seria revelado aos filhos dos homens; pois, enquanto ele transcreve a revelação do Apocalipse, o Anjo lhe fala novamente, afirmando que será numa época em que “Não haverá mais demora”. — Apocalipse 10: 5, 6

16 Sendo que a palavra grega traduzida nesta escritura por “Demora” é Khró-nos, de onde se originou a palavra “cronologia”, e literalmente seu significado está associado a “Tempo”, de forma que algumas versões da Bíblia vertem este contexto para a frase, “não haverá mais tempo”.

17 Outrossim, a palavra Khró-nos usada por João na sequência do contexto que estamos estudando (Apocalipse 10:6), é empregada por ele sem o artigo definido; de modo que não significa “O Tempo”, mas “Um Tempo”, ou melhor formulando, “Um Período de Tempo”, ou seja, “Uma Dispensação”.

18 Frente a isso, fica fácil retificar esta declaração em Apocalipse 10:6, a qual deve ser lida na íntegra: “Não haverá mais dispensação” — Outrossim, ele está mencionando “a última dispensação”, período esse, em que vivemos agora. Ou seja, não haverá após isso outra oportunidade de arrependimento, assim como tem havido com o passar das eras de uma dispensação, pois esta é a última convocação.

19 Neste contexto profético de Apocalipse, enquanto João aguarda o toque da sétima trombeta, o qual levará a término o “Segredo de Deus”; o apóstolo João recebe uma tarefa adicional ao que havia visto referente ao “Livro Selado”, mencionado em sua revelação, de forma prefigurada como sendo a parcela selada das placas de Mórmon, predito na profecia de “2º Néfi 27: 21 – 26”. — Vamos ler.

20 “E a voz que ouvi sair do céu falou novamente comigo: ‘Vai e toma o “Rolo Aberto” que está na mão do Anjo, o qual está em pé sobre o mar e sobre a terra. Toma e come-o, e ele fará o teu ventre amargo, mas na tua boca será doce como o mel’. E tomando o ‘Rolo Pequeno’ da mão do Anjo; comi, e de fato era doce como mel na minha boca, mas quando o comi, meu ventre ficou amargo”. — Apocalipse 10:8-10

21 E disse-me o Anjo: “Tens de profetizar ‘outra vez’ com respeito a povos, e nações, e línguas, e reis”. — Apocalipse 10:11

22 O que se passa com João é um tanto similar ao que se deu com o profeta Ezequiel durante seu exílio na terra de Babilônia. A ele também se mandou que comesse um rolo que era doce na boca; mas quando lhe encheu o estômago, “tornou-se o responsável

23 De forma similar, o “Pequeno Rolo Aberto” que o glorificado Jesus dá na visão de João é o “Livro de Mórmon”“Pequeno”, porque, tal como podemos constatar em “3 Néfi 26: 8 – 10”, corresponde a menor parte do conjunto de placas que compõe o Livro de Mórmon em sua inteireza. — Leiamos.

24 Além de pequeno, o rolo dado a João também é prefigurado pela palavra “Aberto”; isso se dá, porque o mesmo representa a parte que não fora selada das placas de Mórmon, ou seja, o próprio Livro de Mórmon entregue aos filhos dos homens em meados do século XIX, não necessitando que esta primeira parte da tradução das placas feitas por Joseph Smith Jr. permanecesse fechado aos olhos do mundo, assim como se dá com o texto já revelado da parcela selada traduzida desse conjunto de antigas escrituras, mas que ainda permanece selado ao entendimento daqueles que não tem o desejo de saber a verdade dessas coisas reveladas a nós pelo poder e dom de Deus nesses últimos dias.

25 Por sua vez, o Livro de Mórmon é similar à mensagem de Ezequiel ao povo da Terra, pois haveria de servir “outra vez” de boas novas com respeito a “Povos, e Nações, e Línguas, e Reis”. — Apocalipse 10:8 – 11

26 Comer este “Pequeno Rolo”, portanto, representa ser doce ao paladar espiritual, pois as palavras do “Livro de Mórmon”, de fato, procedem de fonte Divina.

27 Contudo, vemos na sequência do relato de João que ao digerilo ele torna-se amargo no ventre de quem o consome, porque assim como se deu nos dias de Ezequiel, o “Livro de Mórmon”, prefigurado qual “Rolo Pequeno” nesse contexto descrito por João, não traz consigo somente bênçãos e privilégios a todos que se deleitam em suas palavras, antes, sua mensagem torna responsável a todos que nele creem, de guardar de forma incondicional os mandamentos e as ordenanças de Deus da forma como consta registrado em suas páginas.

28 Caso contrário, o relato de Apocalipse está a dizer de forma simbólica que se houver entre aqueles que se utilizam desse antigo registro para justificar os alicerces em que baseiam a sua fé, apenas um resquício de heresia frente aos seus ensinamentos, já é o suficiente para reverter o que outrora era doce em algo amargo a estes que o propagam deliberadamente segundo os seus próprios preceitos e não mais de acordo com a vontade de Deus.

29 Assim, aquilo que João vê e relata no Livro de Apocalipse, prefigura os “Primórdios da Restauração”; quando, em 1830, os pioneiros passam a divulgar à humanidade o conteúdo deste “Pequeno Rolo Aberto”. Ou seja, uma pequena mensagem que deveria ser propagada abertamente aos povos da Terra, em preparação a uma grande verdade que ainda estaria por vir com o surgimento do registro selado das placas de Mórmon, tal como consta no texto de “3 Néfi 26: 9 –10”.

30 Igual ao que vira João, os pioneiros tinham de pregar a “Povos, e Nações, e línguas e a Reis”; trazendo consigo uma mensagem doce, ou amarga para uma civilização infiel — a humanidade.

31 De fato, se não despertarmos agora, qual povo de Sião nestes últimos dias, para o que nos revelam as escrituras das quais derivam a nossa fé, e não vivenciarmos os verdadeiros estatutos do Livro de Mórmon e das revelações de Doutrina e Convênios, dados nos primórdios da restauração ao profeta Joseph Smith Jr. até a última revelação recebida por seu filho, Joseph III; então, permaneceremos sob a condenação proferida sobre os filhos de Sião, descrita em “D&C 84: 52-61” — Leiamos.

32 Frente a isso, a própria Igreja não será digna como povo, tal como profetizado em 3 Néfi 26: 8-10 de recebermos esta “Outra parte que fora Selada do Livro de Mórmon provinda do restante das 42 placas na qual se encontra um terço das Revelações de João ainda por vir” e com isso, somente a um remanescente grupo de membros da Igreja, tal como prediz a profecia de “Apocalipse 12:17”, que não endurecer seus corações quanto a essas coisas, tal como vemos no Livro de “Alma 12: 9-11”, poderão receber a parte maior deste livro que temos como sendo o Livro de Mórmon.

33 Por fim, não podemos supor que Deus, ao abrir uma dispensação, tencione apenas a evolução de conhecimento puramente religioso entre nossos semelhantes; uma vez que eu, juntamente com as três testemunhas que viram Morôni, constatamos que os mensageiros que nos visitaram são detentores de elevada tecnologia, a qual está sendo estendida aos filhos dos homens com o passar das eras a possibilidade de atingir tal grau de evolução e com isso, julgamos que será utilizado algum tipo de tecnologia e nanotecnologia avançada, para que possamos efetuar no grande milênio a obra de reestruturação molecular de todos os nossos antepassados já falecidos, juntando informação do nosso genoma humano e interligando-os às informações genealógicas que hoje estão sendo coletadas com precisão por nossos irmão LDS, a fim de ressuscitá-los em meio aos nossos ofícios nos templos da restauração, conjuntando ciência com o poder do Sacerdócio procedente da Ordem do Filho Unigênito do Pai, ou mesmo em relação àqueles que sobreviverão ao grande e atemorizante dia de Jeová, mas que necessitarão de uma reconstituição de órgãos, medulas, ou mesmo a recomposição de membros e outras tantas operações que serão efetuadas com a finalidade de tornarem perfeitos os filhos dos homens no período denominado de grande milênio. Se trata, portanto, de uma soma de todos os nossos campos acadêmicos, exercidos em conexão com nosso conhecimento e autoridade espiritual.

34 Este tópico, no entanto, será considerado no próximo artigo, cujo tema explicará quem são nossos ajudantes neste trabalho e cuja promessa feita por Morôni transcenderá em tamanho e força o trabalho de restauração que conhecemos hoje na atualidade.

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Volume 1, Artigo 2 - Junho de 2019 - (Escrito por Maurício Berger)


Outro Segredo está Sendo Revelado nestes Últimos Dias

Quem são os Vigilantes e seus carros de fogo, que foram designados desde o início dos tempos para serem arautos de Deus no que diz respeito aos assuntos da Terra? – Leiamos o livro selado de Moisés 4:28; 5:17

1 Falando em nosso linguajar moderno, o texto bíblico de 2 Reis 6:8-24 conta-nos a seguinte história: “Havia um homem chamado Ben-Hadade, o qual era o rei da Síria, uma nação semita que existia nos dias do antigo Israel, que estava intimamente familiarizada com as guerras e que, por inúmeras vezes, tentou atacar a nação eleita de Deus. Mas Eliseu, o homem descrito como profeta, sempre avisava com antecedência ao rei de Israel como, onde e quando o rei da Síria pretendia atacar. Por isso, Ben-Hadade nunca obteve êxito em suas campanhas militares contra esta nação.

2 Obstinado, porém, em querer derrotar Israel, Ben-Hadade, depois de muitas investidas sem sucesso, resolveu mandar um grande exército até a cidade de Dotã, onde morava Eliseu, com o objetivo de o aprisionar, para que ele não mais avisasse antecipadamente ao rei de Israel cada movimento Sírio, precavendo a nação de uma iminente destruição.

3 Logo após o exército da Síria chegar a Dotã e, na calada da noite, armar seu acampamento de guerra, eis que ao amanhecer, na parte em que o sol despontava no horizonte, Geazi, o servo do profeta, viu que a cidade estava cercada por um vasto e atemorizante exército Sírio e imediatamente informou seu mestre dizendo: Eliseu, meu senhor, acorde apressadamente e veja, estamos cercados por cavalos e carros de guerra de toda sorte e de soldados e armas de guerra de toda espécie. E agora, meu senhor, o que vamos fazer?

4 E Eliseu disse: Não temas; porque os que estão conosco são mais numerosos do que os que estão com eles.

Sim, tão surpreendente e assustador como poderia ter sido para Gehazi ver a cidade cercada por um poderoso exército inimigo, para o profeta de Deus que podia ver a organização celestial ao seu redor, não havia motivo para ele temer, então ele disse : não se preocupe Geazi, há mais pessoas do nosso lado do que do lado inimigo.

5 Geazi, então, replicou dizendo: como assim, meu senhor? Não vejo ninguém em prontidão ao nosso redor!

Geazi então respondeu: "também devo informar ao meu senhor que não há ninguém em serviço ao nosso lado".

Então o profeta orou a Deus, pedindo-lhe que abrisse os olhos do seu servo Geazi, para que ele pudesse ver a ajuda que Jeová lhes enviara sobre as montanhas. O relato bíblico diz: "Jeová imediatamente abriu os olhos de seu ajudante", de modo que ele viu elevar-se acima das montanhas da região; algo que ele não pôde compreender em seus dias, mas, as descreveu nas páginas da história de Israel como sendo "um exército de incontáveis carruagens de fogo vindas do céu ". Como poderia Eliseu ter tanta confiança?

Para entender de onde veio a confiança de Eliseu, vamos nos debruçar sobre a leitura de 2 Reis 2: 1-15 que se relaciona com o passado de Eliseu.

6No contexto que acabamos de ler, temos um breve vislumbre do que aconteceu para que Eliseu pudesse ter tanta confiança, ao ponto de dizer a seu secretário:

— Não se preocupe, tem mais gente do nosso lado do que do lado deles.

7 Eliseu, não somente estava andando juntamente com o profeta Elias na sublime ocasião de seu arrebatamento, mas estava ao mesmo tempo conversando seriamente com ele enquanto andavam, ao ponto de Eliseu pedir para o Elias que, se fosse possível, ele pudesse ficar com seu espírito de profeta assim que fosse tomado por Deus. Fato esse, que revela que Eliseu já sabia que Elias não mais permaneceria entre os homens na terra. Enquanto isso, ao andarem e falarem a respeito do que haveria de acontecer, o então vigente profeta, Elias, lhe disse que se fosse permitido por Deus que seu ajudante Eliseu visse a organização de Deus quando estes viessem buscá-lo, que não somente uma porção de seu espírito lhe seria concedido, mas duas porções do dom que subsistia sobre Elias, repousariam sobre Eliseu. Neste momento, enquanto ainda falavam, eis que uma carruagem de fogo, descrita como que tendo cavalos de fogo, passou a fazer uma separação entre os dois; e Elias foi tomado aos céus dentro de um redemoinho, enquanto o manto de autoridade profética de Elias rasgou-se em dois pedaços e repousou sobre os ombros de Eliseu, indicando a ele que Deus o estava chamando ao posto de profeta no lugar de Elias, porém, com uma porção dupla do seu espírito.

8 Em razão disso, Eliseu nunca esqueceu o que vira naquela ocasião. De fato, qualquer um de nós ficaria impressionado ao ver uma carruagem de fogo cruzar os céus, mesmo que isso ocorresse hoje, em nossos dias; visto que nos é corriqueiro ver reluzentes aviões a jato cruzarem os céus bem diante de nossos olhos, mas que em nada se iguala ao indescritível veículo celestial dos anjos sentinelas que Eliseu viu arrebatar seu amigo naquela tão sublime ocasião, onde relatou haver mais de uma carruagem de fogo porquanto exclamou: “Eis os Carros de Israel e seus cavaleiros”.

9 Isso provou a Eliseu, cujo registro também nos assegura que Jeová, o Deus de Israel, tem uma organização real e disposta a nos ajudar sempre que necessário. E, embora seja invisível a percepção humana, a menos que Deus abra os nossos olhos para os ver, ainda assim, sabemos por causa da unção que nos foi dada lá no princípio (1 João 2: 7-8; 27-28), quando nossos espíritos estavam juntos com Cristo nos céus, antes mesmo da fundação do mundo (Efésios 1:3-4), que temos gravado em nossos sentidos espirituais uma prova clara de que Deus tem uma organização celestial ativa entre os filhos dos homens, com a finalidade de garantir que na parte final de todos os tempos (dispensações), sua vontade seja feita na Terra, assim como é feita nos céus. – Mateus 6: 10

10 Quando Joseph Smith Jr. recebeu as placas de Mórmon por meio de um anjo do céu, Jeová reativara novamente, após séculos de apostasia, a parte terrestre de sua organização de humanos autorizados por Ele na Terra a usar novamente o Sacerdócio de Seu Filho Unigênito entre seus semelhantes para obtenção de suas bênçãos e o suporte de sua organização celestial para que sua obra de evolução avance neste planeta até que seus habitantes atinjam o grau de conhecimento intelectual suficientemente razoável para compreenderem com perspicácia quem são as famílias que habitam os céus (Efésios 3: 15) e que estão dispostas a ajudar seus irmãos terrenos neste planeta finito, porquanto Jesus prometeu preparar-nos uma outra morada. – João 14:2-3

12 Não podemos, por um só instante, afirmar que a restauração do evangelho de Cristo que principiou a ser reintroduzida com a abertura desta última dispensação no século XIX seja somente de âmbito religioso, quando os céus novamente se abriram, derramando luz de conhecimento sobre os filhos dos homens, após séculos de escuridão causada pelas eras da inquisição católica, a qual proibia, não somente a expansão do pensamento humano em relação ao conhecimento espiritual, mas levava igualmente para fogueira, homens de destaque científico, como Nicolau Copérnico, cuja teoria do Heliocentrismo colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando naquela época a então vigente teoria religiosa no que diz respeito ao Geocentrismo, que considerava a Terra como o centro do universo. Portanto, foi considerado uma heresia nos meandros do século XVI, quando o cardeal São Roberto Belarmino presidiu o tribunal que proibiu a teoria copernicana, que é considerada pela academia científica de hoje, como uma das mais importantes argumentações acadêmicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna.

13 O mesmo ocorreu com inumeráveis cientistas de renome com o passar das eras. Mas não pense que é muito diferente nos dias atuais, quando a religião globalizada se une em um esforço contínuo para inibir os avanços da ciência no que diz respeito às pesquisas de células-tronco.

14 Segundo a Pontifícia Academia Pro Vita, braço operacional do Vaticano para assuntos bioéticos, esses cientistas estão indo longe demais e atravessando uma perigosa fronteira: aquela que divide a vida e a morte de um organismo.

O uso de células-tronco de embriões - com maior versatilidade se comparadas com as extraídas de um tecido adulto - para encontrar curas de doenças como o mal de Parkinson e Alzheimer não encontra respaldo entre as autoridades eclesiásticas. "Os meios não justificam o fim e nem tudo tecnicamente possível pode ser eticamente admissível. Este é um não aos valores humanos", diz o monsenhor Jacques Suaudeau, membro do comitê científico da Academia Pro Vita da Igreja Católica no Vaticano. – Edição da revista Galileu – outubro/2005.

15 Não há dúvida alguma, que há um campo enorme a ser explorado pela ciência medicinal e que mal começamos a engatinhar, tais como reprodução de órgãos vitais criados artificialmente em laboratórios para substituir aqueles órgãos degenerativos em pacientes sem esperança alguma e outros tantos, que não caberiam aqui, caso fôssemos listar nesse compêndio, mas que são alvos de rejeição aos líderes religiosos da atualidade. Será que não é neste momento da história que deixaremos de engatinhar nesse quesito e tão logo nos poremos de pé frente a um conhecimento que passou a ser derramado sem medidas a partir de 2007?

16 Sem dúvida alguma, Joseph Smith Jr., assim como Eliseu no antigo Israel, foi um, dentre os inúmeros profetas, que viu muitas coisas que o convenceram da grande estrutura organizacional que há entre os servos de Deus que visitam os homens na Terra. E foi em sua primeira visão, em meados do século XIX, que os céus se abriram novamente, após uma longa noite de escuridão intelectual e espiritual, que por mais de um milênio, cobriram a Terra, dando início à introdução da dispensação da plenitude dos tempos, quando movido por seus sentimentos, decidiu perguntar a Deus qual das igrejas existentes na época era a verdadeira, ou se todas, igualmente, serviam a Deus.

17 Foi nessa ocasião que Joseph, um rapaz de apenas 14 anos, ficou sabendo que nenhuma das religiões existentes na Terra serviam aos propósitos Divinos. Mas esse momento tão sublime da história da religião Mórmon, não somente deu início a uma compreensão mais plena do evangelho de Jesus Cristo na Terra, no quesito religioso, pois assim que Joseph viu estes dois seres que lhe apareceram enquanto ele orava em um bosque perto de sua casa, cuja aparência e glória desafiam qualquer descrição, os céus novamente foram abertos e a luz de conhecimentos científico, matemático, arquitetônico, cirúrgico e outros foram amplamente derramados sobre toda a humanidade, a ponto de termos a partir desta primeira visão, ocorrida na primavera de 1820, as invenções mais fantásticas, jamais imaginadas antes.

18 Dentre as quais, a primeira fotografia tirada no ano de 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce;

19 A lâmpada elétrica, por Thomas Edison, após muitas tentativas, em 1890 e após provar no Tribunal a autoria de sua invenção, uma vez que outros cientistas da época também estavam desenvolvendo a mesma criação (o que prova ainda mais que a luz deste conhecimento foi derramada sem medidas sobre vários pensadores da época) e tão logo, o mundo todo passou conhecer essa maravilha chamada lâmpada elétrica, agora com ampla projeção em todos os quadrantes da Terra. Quem hoje, pode viver sem isso?

20 Outra demonstração de que a luz do conhecimento científico havia sido derramado, em meados do século XIX, sobre cientistas, matemáticos, arquitetos e outros, é a invenção do telefone, a qual geralmente tem sido atribuída a Alexander Graham Bell. Entretanto, como reconheceu o Congresso dos Estados Unidos, através da resolução 269, de 15 de junho de 2002; o aparelho foi definitivamente inventado por volta de 1860 pelo italiano Antonio Meucci, que o chamou de "telégrafo falante". A primeira demonstração dessa invenção de Meucci teve repercussão em 1860, cuja descrição pública está registrada em um jornal de língua italiana de Nova Iorque.

21 Outra evidência de conhecimento derramado sem medidas no século XIX é a tecnologia de transmissão de som por ondas de rádio, que foi desenvolvida pelo italiano Guglielmo Marconi no fim do século XIX, mas a Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu a Nikola Tesla o mérito da criação do rádio.

Na mesma época, em 1893, no Brasil, o padre Roberto Landell de Moura também buscava resultados semelhantes, em experiências feitas em Porto Alegre, no bairro Medianeira, onde ficava sua paróquia. Ele fez as primeiras transmissões de rádio no mundo, entre a Medianeira e o morro Santa Teresa.

22 Dentre as muitas invenções que ganharam destaque no século XIX, nenhuma foi mais ousada do que o homem realizar o seu inquieto sonho de voar.

Muitas lendas, crenças e mitos da antiguidade possuem fatos relacionados com o voo, como a lenda grega de Ícaro.

23 Temos registros de tentativas e anos de pesquisas por muitas pessoas ávidas do tão sonhado objeto que os faria voar. Contudo, somente no século XIX o conhecimento aerodinâmico foi amplamente derramado dos céus, a principiar por John Joseph Montgomery que tornou-se a primeira pessoa a fazer um voo controlado em uma máquina mais pesada do que o ar, em um planador.

24 Logo, outros aviadores fizeram voos semelhantes naquela mesma época, dentre os quais se encontram Otto Lilienthal, Percy Pilcher e Octave Chanute; contudo o crédito de voar em um aeroplano controlado pela primeira vez é dado a Clément Ader; cujos voos, foram efetuados em 9 de outubro de 1890. No entanto, são ignorados pelo resto do mundo por terem sido realizados em segredo militar e só revelados muitos anos depois. Somente depois destes, é que aparecem na história os irmãos Wilbur e Orville Wright a quem o crédito à invenção do avião é dado na atualidade e também ao Brasileiro Alberto Santos Dumont, que no começo do século XX realizou o primeiro voo numa máquina mais pesada do que o ar, capaz de gerar a potência e sustentação necessária por si mesmo. Indiferente de quem tenha sido o primeiro a voar, estas invenções que projetam na atualidade milhares de aeronaves sobrevoando os céus da Terra com inúmeros passageiros de um canto ao outro do planeta, só foram concluídos, após a primeira visão ter ocorrido e uma porção inigualável de luz ter sido derramada dos céus sobre esses ilustres visionários do século XIX.

25 Estas são apenas algumas das invenções que mudaram o comportamento humano e transcenderam nosso sistema industrializado como se fosse um salto gigantesco aos séculos anteriores, que por coincidência ou não, só passaram a existir após os céus serem abertos, e Joseph Smith Jr. ter tido a primeira visão, quando se introduziu entre os filhos dos homens o que esses visitantes celestes chamaram de dispensação da plenitude dos tempos.

26 Além dessas, podemos listar neste tópico algumas outras invenções que foram criadas no século XIX que impulsionaram a nossa evolução humana na Terra. Dentre elas, o eletroímã; a caneta com tinta; o cortador de gramas; a célula combustível; o analgésico; o programa computacional que deu origem aos nossos computadores modernos (através de cartões perfurados); a máquina de escrever; a seringa hipodérmica; a bateria recarregável; a fotografia colorida; a pilha; o gerador elétrico; o microfone; o ferro elétrico de passar roupas; o filme fotográfico; a furadeira elétrica; o secador de cabelos e inúmeros outros que se fôssemos enumerar aqui, teríamos que escrever um livro com uma centena de páginas.

27 O que podemos aprender disso tudo? — Que o Livro Selado de Moisés 4:34 fala de uma classe de anjos, os sentinelas, cujo desígnio de alguns, em um passado remoto da história humana na Terra, era ensinar aos filhos dos homens o devido conhecimento para moldar o ferro e trabalhar suas misturas. Ensinar as propriedades das ervas e seus efeitos curativos.

28 Portanto, não podemos desmerecer este momento sublime da história, no qual novamente um anjo trouxe mais conhecimento de nossas origens e entregou a um homem no Brasil, cujo nome é Maurício Berger, o qual não mediu esforços para mostrar àqueles que seriam testemunhas dos artefatos trazidos por esses seres celestiais que de fato eram reais.

29 Mesmo em meio a muitas acusações de fraude, fotos montadas e histórias distorcidas na internet, que passaram a falar mal desse homem, após chamar ao Brasil Joseph Fredrick Smith; bisneto de Joseph Smith Jr., o fundador do Mormonismo, e junto com ele irmão Moore, este homem do Brasil, ainda assim, mandou Joseph e irmão Moore selecionar outros seis homens para virem comprovar a veracidade dos artefatos dando a eles alguns meses para se prepararem com toda e qualquer tecnologia ou informação que pudessem comprovar a autenticidade dos artefatos em posse de Maurício, ou sua falsidade caso fosse uma invenção enganosa . Quem em sã consciência faria isso se de fato não tivesse a plena convicção de que se tratava de artefatos genuínos em meio a uma tecnologia moderna que se disponibiliza hoje, capaz de comprovar qualquer indício de falsificação?

30 O mundo Mórmon, neste estágio em que Joseph e Bob selecionavam as outras 6 testemunhas, já estava mergulhado na incerteza e na dúvida, pois muitas acusações de cunho fraudatório circulavam nas redes sociais.

31 O que ocorreu foi que estes seis homens, juntamente com Joseph e Bob, americanos que não conheciam Maurício, e estando todos determinados a comprovar para si mesmos e para seus conhecidos no Missouri e no mundo, se isso se tratava de uma fraude ou não. Portanto, realizaram inúmeros testes e, acima de tudo, experimentaram a força do Espírito Santo de Deus lhes confirmando a veracidade dos fatos em si. O que os manteve firmes em seus testemunhos, pois logo após seu retorno aos EUA, muito esforço se fez para desacreditar os artefatos.

32 Segue abaixo o canal online, cujo testemunho desses eventos estão disponíveis, é só pesquisar no “YouTube” as seguintes palavras: "Sealed Portion of the Book of Mormon - Eight Witnesses - Brazil Plates - Audio in English" e assistir ao testemunho de cada um deles individualmente.

33 É fato que o Livro Selado menciona que uma parte desses anjos deixou sua posição original, e que muitas vezes se fizeram de mensageiros dos céus para enganar os filhos dos homens, mas em tudo temos de reconhecer, de acordo com as escrituras, que Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre (2 Néfi 27:23) e, por essa razão, Sua obra angelical jamais deixou ou deixará de existir entre os homens na Terra. Em razão disso, compreendemos que um anjo fora comissionado por Deus a cruzar o céu novamente, trazendo consigo o evangelho eterno debaixo dos braços (Apocalipse 14:6). Se não fosse assim, então não teríamos o Livro de Mórmon, por cujas mãos de um anjo, Joseph Smith recebeu as placas de ouro.

34 Antes disso, porém, temos de reconhecer que a Bíblia passou pelo mesmo processo. O livro de Daniel, por exemplo, é um dentre os 66 livros que compõem a Bíblia Sagrada. Contudo, Daniel relata que, em mais de uma ocasião, ele foi visitado por um anjo vigilante (Daniel 4:20). Se ele presumisse ser um dos anjos malignos, assim como atestam algumas religiões que se um anjo viesse deixar outro evangelho, então seja anátema; quando na verdade, não se trata de outro evangelho, mas de um complemento do Evangelho Eterno desde o princípio dos tempos, assim como outros livros que surgiram depois do livro de Daniel, que hoje complementam a Bíblia, enquanto o livro de Deuteronômio afirmava que mais nada deveria ser acrescentado aos registros sagrados da nação de Israel (Deuteronômio 4:2; 13:1), contudo muito fora acrescentado às escrituras hebraicas do Antigo Testamento e após isso, mais acréscimos foram feitos com as escrituras do Novo Testamento, o que é justificável à vista de Deus mediante o texto de Eclesiastes 3:14-15. Esses seriam, então, anátemas aos olhos de Deus?

35 Além do mais, Joseph disse que esta seria a dispensação das dispensações, então não podemos presumir que esta obra seja apenas um resgate da autêntica religião Mórmon, assim como era nos dias de Joseph, mas um apêndice dela e um acréscimo de luz sobre o futuro da humanidade. Em relação a isso, quero dizer o mesmo que Joseph: “Tenciono ser um dos instrumentos no estabelecimento do reino de Daniel, pela palavra do Senhor, e pretendo estabelecer um alicerce que revolucionará o mundo inteiro”. A questão é saber por que Joseph mencionou o termo “Reino de Daniel”? Pelo simples fato de que a profecia descrita em Daniel 12:4 menciona o tempo do fim, quando então, o livro selado seria aberto e o “Conhecimento se Multiplicaria” ou, conforme verte em algumas versões da Bíblia, a “Ciência se Multiplicará”. — História da Igreja LDS volume 6 pp. 364-365. 

36 E isto falo em todos os campos de conhecimento humano, que tão logo se multiplicará em razão da vinda de Morôni novamente no que diz respeito a parcela selada das placas de Mórmon. É aqui que o Templo de Sião ganha significado, pois nele haveremos de aprender dos melhores livros, a somar luz com luz e a sair revestidos de conhecimento (D&C 88:40, 118; 109:7, 14). Esta é a proposta dos anjos que me visitaram ao longo dos últimos dez anos: que seja instituída uma igreja sem paredes, a qual se inicia, ainda que de forma limitada, com reuniões on-line e ao vivo, mas que, em um futuro próximo, conforme me foi mostrado em uma visão, os membros que compõem esta igreja sem paredes, estarão se reunindo em um contexto virtual, no qual poderemos adorar a Deus em templos projetados mediante uma tecnologia que está prestes a surgir, onde uma pessoa, ainda que esteja sentada no sofá de sua sala de estar, estará em sintonia real, como que estando presente com outros milhares de membros do mundo todo; que será desenvolvida para se estabelecer o Reino de Deus e a unidade de todas as pessoas que o compõem na Terra.

37 O objetivo principal dos Núcleos de Estudo do Livro Selado (...) é estabelecer, portanto, estruturas físicas, nas quais serão ensinados os melhores livros, cujo corpo de ensino extraído desses livros, comportará todas as áreas de conhecimento que nos possibilitem evoluir.

38 Você lembra das invenções do século XIX? A maioria delas foi criada por cientistas amadores que nunca cursaram uma faculdade, mas que eram iluminados pela luz provinda dos céus. Você sabe quem criou a televisão? Foi Philo Farnsworth, um membro da igreja mórmon, dentro de sua garagem e com poucos recursos financeiros. Como Philo não tinha dinheiro para investir e tendo a sua patente não renovada na década de 40, a RCA conseguiu ter acesso livre aos registros de Philo, e dessa forma, após a criação da NBC, a patente da primeira televisão é atribuída a Vladimir Zworykin. Agora, imagina se daqui a alguns anos a instituição que professamos ser um instrumento para a evolução humana na Terra, tiver a capacidade de financiar ideias como as de Philo, isso não impulsionaria o nosso desenvolvimento evolutivo e espiritual de uma forma como nunca vista antes?

39 Saibam, portanto, que estes anjos, embora nos conduzam ao conhecimento dos fatos, não procedem daquela casta rebelde que ensinou as armas no passado.

40 O texto de Gálatas 1:8 está a identificar que, se a mensagem for contrária à dos profetas anteriores, então este anjo seria um dos anjos amaldiçoados. Ou seja, as boas novas trazidas por esses seres celestiais, que corroboram com o contexto anterior das escrituras deixadas pelos profetas do passado, não correspondem a um “OUTRO EVANGELHO”, mas apenas a uma sequência do mesmo Evangelho Eterno que vem sendo dado aos filhos dos homens no escoar de diversas dispensações desde os primórdios de todos os tempos. — Eclesiastes 3:14-15

41 O que confirma a veracidade do Livro de Mórmon e do Livro Selado (...) é o fato de que além de Daniel, há inúmeros profetas que obtiveram visitas no passado remoto, similares as de Joseph Smith e de Maurício Berger que concordam com os mesmos métodos usados por Deus para esclarecer o seu evangelho por meio de anjos.

42 Em meados do século XIX, Joseph Smith expressou ter visto Luzes e personagens cuja aparência e glória desafiam qualquer descrição. Em relação ao relato em que as três testemunhas de Joseph veem o anjo Morôni, está registrado o seguinte: “Poucos dias depois, o Profeta e os três homens foram a um bosque próximo da casa da família Whitmer, em Fayette, Nova York, e começaram a orar pedindo que esse grande privilégio lhes fosse concedido. Martin se afastou do grupo, sentindo-se indigno. O Profeta escreveu o que aconteceu então: ‘(…)Tínhamos orado por alguns minutos, quando vimos então uma luz acima de nós,no ar, extremamente brilhante; e eis que o anjo [Morôni] apareceu diante de nós. Trazia nas mãos as placas a respeito das quais estivéramos orando para que aqueles homens vissem. Ele virou as páginas, uma por uma, para que eles as vissem e discernissem claramente as inscrições que nelas havia’... Joseph então foi procurar Martin, ... Eles oraram juntos e tiveram a mesma visão e ouviram a mesma voz.”

43 Os relatos de Maurício Berger no que diz respeito às suas visões nos dias atuais, são um tanto similares as visões de Joseph, porém com mais clareza de entendimento em relação ao que Joseph e outros profetas do passado não eram capazes de compreender, assim como são relatadas as rodas dentro de rodas na descrição do profeta Ezequiel, mas que são veículos compreensíveis ao nosso entendimento moderno se visto nas fotos que Maurício e seus três companheiros têm desses objetos de luzes extremamente brilhantes, os quais transportavam estes seres todas as vezes que eles vieram dos céus. — Ezequiel 1:4-5,16,22 e 24; 10:1-2; 11:1)

44 Outro relato do passado que agora fica claro frente ao nosso entendimento moderno, no que diz respeito à capacidade tecnológica desses seres, é a história que decorreu em 1832, quando Truman O. Angell, um dos supervisores da construção do templo de Kirtland, e outros três homens testificaram que a planta do templo lhes apareceu ao longe, no terreno em que seria construído o templo. Porquanto oravam para que o Senhor lhes revelasse o projeto de construção. E nisto, eles puderam ver seu exterior, tão logo a visão desceu sobre eles, e vislumbraram em detalhes seu interior. “Mais tarde, enquanto falava no templo concluído, Frederick G. Williams disse que o salão em que estavam reunidos coincidia nos mínimos detalhes com a visão que lhes fora dada”. — Manual História da Igreja na Plenitude dos Tempos 341 – 343; pag. 162 – 163.

Aos olhos modernos, não seria isso um holograma?

O que aprendemos com isso?

45 Que não estamos sozinhos nesta obra. Que junto com esse pequeno grupo de homens e mulheres que se levanta agora no Brasil, no Missouri, e no mundo como alunos dos Núcleos de Estudo da Parcela Selada, há miríades e miríades de anjos em prontidão (D&C 86:5 LDS) para fazer com que esta obra de Deus aconteça assim como aconteceu nos primórdios da restauração, porém, de acordo com a promessa do anjo Morôni, três vezes maior.

46 Irmãos e irmã, amigos e amigas simpatizantes desta obra que se inicia entre nós, não se permitam afligir seus corações em razão de nossa humilde condição comparada a grandeza das igrejas da restauração que nos cercam. O Senhor profetizou que seriamos como uma choupana em meio a uma horta de pepinos cercados por grandes e suntuosos templos, mas que ao seu devido tempo, o pequeno tornar-se-á uma nação forte (Isaias 1:8; 60:22). Portanto, não vos aflija o coração por fazer parte agora de algo tão pequeno e, aparentemente insignificante neste momento na história da restauração, porquanto a organização celestial de Jeová nos assegura que mais são os que estão conosco, do que com eles.

47 Eles, os anjos de Deus, sempre quiseram que nós humanos soubéssemos disso – que eles estão entre nós e que aqueles que compreenderem a mensagem desse segundo convite prefiguram a separação do trigo e do Joio – Quem não vai querer participar de tão nobre causa?

E você, de que lado pretende estar?

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