Arauto do Segundo Convite Volume 3 – Agosto de 2019

Artigo 1 - Agosto de 2019 - Respostas a críticas comuns da obra, (Escrito por João Vendimiatti  e Sergio De Moura)

Artigo 2 - Agosto de 2019 - Posso Leí ser Eliasibe? (Escrito por Ian Cackler)

Artigo 3 - Agosto de 2019 - Sião - A pura do Coração, (Escrito por João Vitor Ventura Dos Santos)

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Volume 3, Artigo 1 - Agosto de 2019 - (Escrito por João Vendimiatti  e Sergio De Moura)


Respostas a críticas comuns da obra

1) A foto de Rafael

A foto de um anjo que circula na internet não foi disponibilizada por esse grupo. Ela foi tirada em 2007 por um celular já antigo na época de baixa resolução. Uma vez que não foi disponibilizada pelo grupo e por se tratar de um Mensageiro, deixaremos a cargo das pessoas aceitarem ou rejeitarem a foto. Ela nunca foi usada como fator para dar credibilidade para a Obra que se iniciou no Brasil. Assim como os objetos sagrados, uma vez que eles não foram levados a um laboratório, museu ou universidade para que fossem testados e autenticados. Nem mesmo Joseph o fez. Os testes realizados foram feitos pelas testemunhas que vieram dos EUA ou do Brasil para que testificassem ao mundo a veracidade dos objetos. Cabe ao mundo acreditar ou não nos depoimentos deles.

Ao verificar às criticas sobre a foto de Rafael, fomos comparar com a foto original e podemos atestar que ela foi modificada.

2) Análise física das placas:

a) Alegação dos anéis originais serem formato em D e as fotos que circulam na internet não possuem o formato de D.

Essa alegação não prospera. Primeiramente, cabe ressaltar que existe apenas um único relato sobre os anéis das placas serem em formato de “D”, ela é feita por Hyrum Smith dizendo que facilitava a abertura e leitura. Porém nunca foi mencionado por Joseph Smith tal característica, além, o formato em D como demonstrado em fotos que circulam a internet, de forma alguma facilitaria a abertura e manuseio das placas.

Lavando em consideração a veracidade dessa descrição, o formato em D não sugere que as placas possuíam um avantajado anel como D, uma vez que foram descritos por David Whitmer, uma das três testemunhas, foi citado por um jornal de 1831 em Palmyra dizendo que as placas eram "a espessura da placa de estanho; a parte de trás estava presa com três pequenos anéis ... passando por cada folha em sucessão". (Abner Cole, "Bíblia de Ouro, nº 6," O [Palmyra] Refletor II (16) (19 de março de 1831).

Outra questão é que as fotos mostram que o “Formato D” não necessariamente sugere uma letra em D, mas um formato em anel que tenha 4 lados distintos, como vemos aqui um “mosquetão”:

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Vemos aqui o anel das placas:

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Como é possível verificar, os anéis possuem formato D de 4 lados, e uma base, tal semelhança do mosquetão.

Formato D seria a melhor maneira de descrever o formato dos anéis uma vez que não são completamente redondos em formato “O”.

 

b) As dimensões das placas:

Em 1859 Martin Harris disse que as placas teriam 18 cm de largura, por 20 cm de comprimento e eram de espessura de placas de estanho. Quando empilhadas em cima uma da outra, tinham 10 cm de espessura (grossura).

Joseph Smith Senior, cada folha teria 1,27 cm de espessura enquanto a mãe de Joseph, que disse ter manuseado as placas, é citada que teriam 20 cm de comprimento, e 15 cm de largura, todos conectados por UM ANEL que passa no final de cada placa.

O próprio Joseph Smith só forneceu sua própria descrição das placas apenas em 1842, quando disse em uma carta, que cada placa tinha “15cm de Largura, 20 cm de comprimento, não tão espessa quanto uma lata comum”, todas unidas em um único volume, como as folhas de um livro, com 3 anéis atravessando o todo. O volume era algo próximo a 15 cm de espessura.

A questão é que críticos usam essa suposta discrepância de 1,5 cm para criticar a parcela selada incrivelmente quando há uma discrepância das testemunhas de 1827 com diferença de 2 polegadas (5cm) entre um relato e outro.

Assim vemos que a descrição dada era aproximada, uma vez que são divergentes entre si, provavelmente sendo medidas sem um material de precisão.

Outro ponto a ser considerado, é justamente que o ganho 1,5 cm se dá ao fato das testemunhas terem feito a medição após a retirada das bandas (cintos) que prendiam toda a parcela selada como um único bloco de tijolo.

Quando Maurício removeu as bandas, ocasionou uma espécie de expansão ou inchaço nas placas, o que fez com que elas aumentassem a espessura do volume. Eram justamente as bandas que auxiliavam os selos a manterem o pacote unido e compacto.

Com a retirada das bandas, houve esse afrouxamento das placas o que fez que o livro ganhasse volume.

 

c) Fotos dos caracteres e a alegação dos caracteres terem sido feitos à máquina.

Quanto à alegação que os caracteres foram feitos por maquinário, isso não prospera. Para tal alegação foi usado fotos da ultima parte do Livro. Ele possui uma gravação diferente do restante das placas. Como é possível ver nas imagens abaixo retiradas de meus arquivos pessoais. O primeiro conjunto (de onde foi retirado o Livro de Mórmon) possui ranhuras diferentes do segundo conjunto (de onde foi traduzido a primeira parte da Parcela Selada). O restante do Livro Selado permanece selado e podendo ser usado outra forma de entalhe.

Como é possível ver nas fotos, não há qualquer marca de imperfeições ou marcações de ferramentas elétricas.

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Essa foto acima pertence ao Livro de Mórmon, pode ser verificado que os caracteres são diferentes do que foi apresentado pelo “observador” e copiado por outros sites.

Já a parcela selada possui uma escrita diferente, como é possível ver na foto abaixo:

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No lado esquerdo é possível ver os furos onde os selos transpassaram as placas. É possível ver que a parcela selada não tem o mesmo fundo preto nos caracteres que possui o livro de mórmon.

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Vemos nessa parte das placas, ela possui um desenho entalhado que é completamente diferente das demais, sendo esta placa uma parte da capa do próximo conjunto selado.

Assim, fica evidente que nas placas, mais de uma forma de entalhar os caracteres foram usados. Algo que não teria cabimento de se fazer com maquinas.

 

3) Anjos usando telefones, aparelhos tecnológicos

Alguns críticos tem usado algumas frases de pessoas ligadas à obra ou informações esparsas que um dos três nefitas teria telefonado para Jader. Sendo algo absurdo um anjo usando tecnologia.

Primeiro, que para qualquer pessoa que acredite no Livro de Mórmon como a Palavra de Deus, o uso de tecnologia pelos seres celestiais não é nenhuma novidade. As passagens que descrevem a Liahona, sem dúvida alguma descrevem um aparelho tecnológico e não uma magia:

1 Néfi 16:10

10 E aconteceu que meu pai se levantou pela manhã e, saindo à porta da tenda, notou, com grande espanto, que havia no chão uma esfera esmeradamente trabalhada; e era feita de latão puro. E no seu interior havia duas agulhas; e uma delas indicava-nos o caminho a seguir no deserto.

 

Alma 37:38-39

38 E agora, meu filho, tenho algo a dizer a respeito daquilo que nossos pais chamam de esfera ou guia — ou que nossos pais chamaram de Liahona, que é, por interpretação, uma bússola; e o Senhor preparou-a.

39 E eis que nenhum homem poderia fazer uma obra tão esmerada. E eis que foi preparada para mostrar a nossos pais o caminho que deveriam seguir no deserto.

 

Uso de tecnologia por seres celestiais e o uso de tecnologia dada pelos seres celestiais está presente nas escrituras e na história da restauração. Não deveria ser algo que surpreendesse qualquer um que se diz Santo dos Últimos Dias.

Vemos que tal equipamento era um produto projetado e desenvolvido por uma inteligência e era algo tecnológico.

É possível visualizar o uso de tecnologia em diversos momentos das escrituras, a descrição de Ezequiel sobre as carruagens de Deus, a Liahona, as pedras videntes que faziam aparecer uma espécie de “pergaminho” para Joseph Smith. Percebemos assim que não há uma limitação em seres celestiais usarem tecnologia para realizar a obra aqui na Terra.

 

4) Pedro e os 3 nefitas

Algumas alegações e histórias dispersas estão causando confusão. Talvez seja problema na comunicação com diferentes idiomas ou na tradução de textos, não sabemos. Maurício recebeu instruções de diferentes seres celestiais em diferentes momentos.

Uma vez no alto do Morro Agudo, acompanhado de Jader, foi visitado por Pedro, Tiago e João, os três apóstolos de Jesus Cristo, os quais por um tempo passou orientações e treinamentos.

Outra situação foi em determinado momento quando em seu apartamento 3 homens surgiram à sua porta, passando pela portaria e portões fechados sem que a residência fosse notificada. Maurício ao abrir a porta e constatar os 3, chamou em tom inquisitivo “Pedro?”, acreditando que pudesse ser os mesmos mensageiros que estiveram no Morro Agudo naquela noite. Ao que o mensageiro respondeu que não, mas estavam sob direção deles naquele momento.

Nessa reunião, havia mais de 15 pessoas em sua residência, reunidos para uma reunião sacramental. Todos compreenderam se tratar dos 3 nefitas, embora suas roupas e aparências eram de homens modernos.

Ao apresentar sua mensagem, os três foram embora, porém em um livro que Maurício ganhou deles, um deles desenhou um símbolo, o qual o Maurício veio a entender mais tarde quando traduzindo o Livro Selado, que o símbolo correspondia ao nome “Jonas”.

Inclusive o nome dos Três Nefitas é mencionado no Livro Selado (...) como sendo Néfi, seu irmão Timóteo e Jonas, filho de Nefi. Informação que não constava no Livro de Mórmon.

 

5) Discrepâncias sobre a Espada de Labão

Muita especulação se criou sobre a Espada de Labão e comparações toscas surgiram na internet. Tanto nos EUA quanto no Brasil foram usados alguns argumentos para tentar refutar a Espada de Labão, mas como iremos ver, nenhum dos argumentos conseguem prosperar.

No site do irmão Russel Anderson, ele esclarece com maestria ponto a ponto essa questão:

Site Russell Anderson: salemthoughts.com

 

6) Uso de Acetona e danificação da espada

Um dos sites críticos aponta um vídeo alegando que Bob Moore diz que Maurício (ou alguém) usou acetona para limpar a espada e ao fazê-lo fez a espada se deteriorar.

Isso é absurdo. A Espada realmente foi danificada devido à sua idade quando Maurício tentou limpa-la com uma máquina de polir. Ela foi o primeiro item a ser levado embora pelos mensageiros celestiais. Mas com certeza não foi devido à acetona.

 

7) Descrição do Urim e Tumim Diferente com a história de Joseph

Alguns críticos tem usado como argumento de suas críticas, a diferença entre a tradução descrita por Joseph Smith e a utilizada por Maurício Berger, uma vez que Joseph não precisava das placas para traduzir. Primeiro, cabe ressaltar que de fato os métodos foram diferentes.

Joseph utilizou mais de um método para a tradução conforme as testemunhas oculares. Primeiramente ele usava os “Intérpretes Nefitas” ou também chamados de “Pedras Videntes”. Ele as usava presas a um arco de metal. Até Martin Harris perder as 116 páginas e o Senhor retirar de Joseph os instrumentos. David Whitmer disse:

"Ele utilizou uma pedra chamada ‘Pedra Vidente’, após ‘Os Intérpretes Nefitas’ terem sido retirados dele por causa de transgressão. Os ‘Intérpretes Nefitas’ foram retirados dele após ele permitir a Martin Harris que levasse as 116 páginas do manuscrito, mas foi permitido a ele que prosseguisse através do uso de uma "Pedra Vidente" que ele possuía, o qual ele colocava dentro de um chapéu e após isso colocava seu rosto dentro do chapéu, o qual ele declarou que o caractere original aparecia sobre um pergaminho e abaixo, a tradução em Inglês." (David Whitmer, quoted by Zenas H. Gurley, cited in Richard van Wagoner and Steven Walker, “Joseph Smith: ‘The Gift of Seeing’,” Dialogue 15/2 (Summer 1982), 54)

Também há menção que as Pedras Videntes (ou intérpretes nefitas) eram desconfortáveis para Joseph e ele preferia usar a “Pedra do Vidente” para realizar a tradução, a qual ele utilizava dentro de um chapéu para bloquear a luz.

O Livro de Mórmon como uma revelação de Deus, possui alguma vantagem sobre a antiga escritura: Ele não foi tingido pela sabedoria do homem, aqui e ali uma palavra itálico para fornecer uma compreensão do texto, ele foi traduzido pelo Dom e Poder de Deus, por um homem inculto, através da ajuda de um par de intérpretes, ou Spectacles (talvez conhecido nos tempos antigos como Teraphim, ou Urim e Tumim) (...) (W.W Phelps, The Book of Mormon, de Evining and the Morning Star 1:58)

“Parece também que as Pedras Videntes eram por vezes chamadas de Urim e Tumim, indicando que o nome poderia ser designado para qualquer instrumento usado para o propósito de tradução” (Stephen D. Ricks, The Translation and Publication of The Book of Mórmon, featured pappers, Maxwell Institute, Provo UT)

“Como um castigo para este descuido [a perda das 116 páginas], o Urim e Tumim foi retirado de Smith. Após se humilhar, ele novamente encontrou favor com o Senhor e foi apresentado a ele uma pedra na cor chocolate, forma oval, do tamanho de um ovo, mas mais plana, que foi prometido que corresponderia à mesma finalidade. Com esta pedra todo o presente livro foi traduzido. [Note-se que a cronologia da aquisição de Joseph da pedra é aqui um pouco confuso. A utilização da pedra, no entanto, está claramente indicado]. The Historical Record. Devoted Exclusively to Historical, Biographical, Chronological and Statistical Matters (LDS Church Archives), 632. (tradução livre)

Isso mostra que mesmo para as testemunhas oculares, líderes e participantes da época, os termos “intérpretes”, “Pedras Videntes”, “Pedra do Vidente” e “Urim e Tumim” muitas vezes eram confundidas entre si, se transformando algum tempo depois em um único termo “Urim e Tumim”.

Então a alegação de que Joseph não precisaria das placas para realizar a tradução é parcialmente verdadeira, mas também parcialmente falsa. Os relatos de Joseph não necessitando olhar nas placas são consistentes com o método que Joseph utilizava a Pedra do Vidente dentro de seu chapéu, sem cortina, o que foi realizado após a perda dos Intérpretes Nefitas ou Pedras Videntes. Sendo que após Joseph se humilhar com o Senhor foi autorizado que ele voltasse a traduzir, mas dessa vez utilizando apenas a “Pedra Chocolate” ou “Pedra do Vidente”, procedimento que perdurou até o final do processo de tradução vez que as Pedras Videntes não foram mais devolvidas a ele.    Assim vemos que o processo de tradução utilizado por Joseph contou com diversos instrumentos e procedimentos diferentes ao longo da tradução.

Por outro lado, Maurício utilizou apenas um procedimento, o uso das “Pedras Videntes” ou “Intérpretes Nefitas”, onde o uso das placas era necessário para visualização dos caracteres para que a tradução pudesse ser realizada.

Assim, a alegação de que o procedimento aparentemente diferente usado por Maurício em comparação a Joseph seria uma razão de descrédito ao Maurício, é improcedente.

 

8)  Profecia de Éter

Algumas pessoas tem questionado que o tempo para a chegada da parcela selada teria que corresponder à Éter 4:6-7.

Tal questão é respondida logo no prefácio do Livro Selado pelo próprio Maurício Berger:

“Além disso, no início, quando as placas foram anunciadas pelo irmão Joseph Fredrick Smith, muitos ficaram surpresos com a afirmação do tradutor de que a parte selada seria dividida em duas partes. Parecia contradizer tudo o que os santos dos últimos dias já haviam compreendido sobre essa questão, e muitos ridicularizaram suas reivindicações. As escrituras citam pelo menos duas passagens que mencionam a porção selada das placas do Livro de Mórmon e que, junto com a alegação de que a parte selada será aberta em dois períodos de tempos diferentes um do outro.

1 - A primeiro refere-se a um povo rebelde e obstinado que honra o Senhor com os lábios, mas que afastou o coração Dele por causa dos preceitos do homem. [2 Néfi 27:21-26]

1a - E que essas pessoas rebeldes e obstinadas serão o povo de Sião nos últimos dias, porquanto eles se gabam de que tudo está bem em Sião e negam essas novas escrituras. [2 Néfi 28:25-31]

1b- Também, refere-se ao homem que deve ler a parte selada como aquele que entregará suas palavras a um povo rebelde e obstinado. [2 Néfi 27:24-25]

1c - E, é a esse povo rebelde e obstinado que Deus pretende lembrá-lo "pela segunda vez" dos convênios que fez com seu povo na abertura da plenitude dos tempos nos primeiros dias da restauração. [2 Néfi 29:1]

1d - Depois de traduzir a parte que lhe diz respeito, o tradutor da parte selada "selará as placas novamente ao Senhor". [2 Néfi 30:31]

2- A segunda parte, por outro lado, refere-se a um tempo futuro em que o povo do convênio é puro de coração e exercita a mesma fé que o irmão de Jarede. [Éter 4:5-6]

2b- A segunda parte também se refere ao próprio Jesus Cristo como aquele que deve revelar as coisas que o irmão de Jarede viu, a um povo puro na parte final da plenitude dos tempos [Eter 4:7].

O livro Selado (...), surge, portanto, nestes últimos dias de acordo com as profecias reveladas, tanto na Bíblia, como no Livro de Mórmon.

Mauricio Artur Berger”

Assim, fica claro que há períodos diferentes de tempo que a parcela selada seria dada ao povo. Um para um povo que precisava ser purificado e outro para um povo que já estaria purificado.

 

9) Sobre conter elementos da falsificação de Mark Hoffman.

A falsificação de Mark Hoffman utilizou uma parte baseada em caracteres verdadeiros e parte de sua própria invenção.

Uma análise detalhada foi realizada por Ian Cackler e disponibilizada no Link abaixo, demonstrando fotos e documentos históricos que partes do falsificação de Hoffman eram baseados em documentos verdadeiros remanescentes e, não apenas isso, que de fato deveriam ser encontradas nas placas originais, como de fato as são. Segue o estudo preciso e detalhado:

http://salemthoughts.com/Topics/Ian-PlatesAndCharacters.pdf

 

10) Que o Movimento apoia ou nega a poligamia

Grupos que não acreditam na poligamia como ordem divina, alegam que Maurício apoia a ideia da poligamia praticada nos primórdios da restauração. Grupos que acreditam na poligamia praticada nos primórdios da restauração alegam que Maurício rejeita a poligamia praticada, que isso seria uma questão de não aceitar a história.

Maurício nunca confirmou ou negou até a presenta data, a poligamia histórica dos primeiros anos da restauração. Quando ou se ele se manifestar sobre o tema, será colocado aqui.

Porém o movimento não impede a liberdade das pessoas em acreditar ou não em visões doutrinárias ou crenças divergentes sobre os fatos históricos.

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Volume 3, Artigo 2 - Agosto de 2019 - (Escrito por Ian Cackler)


Posso Leí ser Eliasibe?

1 Que informações adicionais o Livro Selado (...) nos dá a respeito de Leí e há contradições com a Bíblia ou o Livro de Mórmon?  Leí é mencionado nas Palavras de Morôni 7-9, 29-31 como sendo Elasah, o filho de Safã, que veio de uma família de escribas.  Este mesmo Elasá é referenciado em Jeremias 29:3.

2 O Livro de Mórmon começa com um relato de Leí durante o primeiro ano do reinado do rei Zedequias, durante uma época em que o Senhor enviava profetas para advertir o povo a arrepender-se.

3 O Livro de Mórmon descreve um evento que ocorreu durante esse período: “apareceu uma coluna de fogo que permaneceu sobre uma rocha, diante dele [Lehi].”  (RLDS 1 Néfi 1:5/ LDS 1 Néfi 1:6).  Isso corresponde às Palavras de Morôni 9 do Livro Selado, “o Senhor lhe apareceu em uma coluna de fogo e depois desse evento ocorrido nunca mais foi chamado por seu nome de nascença, Elasá, mas passou a ser conhecido pelo nome que Deus lhe chamou, Leí…”

4 Depois desse evento, o Livro de Mórmon continua a descrever uma visão que Leí teve:  “E estando desta maneira dominado pelo Espírito, foi arrebatado em uma visão, ... e o primeiro [Anjo] veio e colocou-se diante de meu pai; e deu-lhe um livro e ordenou-lhe que o lesse.  E aconteceu que, enquanto lia, ele ficou cheio do Espírito do Senhor.  E ele leu, dizendo: Ai, ai de Jerusalém, pois vi tuas abominações! Sim, e meu pai leu muitas coisas concernentes a Jerusalém — que ela seria destruída, assim como seus habitantes; muitos morreriam pela espada e muitos seriam levados cativos para a Babilônia.”  (RLDS 1 Néfi 1:7-12/ LDS 1 Néfi 1:8-13)

5 Depois disso, Leí foi e avisou o povo de Jerusalém, “e testificava que as coisas que vira e ouvira, e também as coisas que havia lido no livro manifestavam claramente a vinda de um Messias, e também a redenção do mundo.”  (RLDS 1 Néfi 1:20/ LDS 1 Néfi 1:19)

6Alguém já fez a pergunta: que livro foi esse que Lehi foi mostrou?  Este livro aparentemente predisse a destruição de Jerusalém e a vinda de Cristo.

7 O Livro Selado nos dá a resposta: “Se deu então, quando Leí foi comissionado, que estando ele dominado pelo Espírito do Senhor, lhe foi mostrado o livro selado de Moisés, o qual teria de proteger e que lhe foi requerido que lê-se suas páginas, vindo assim, a compreender o que seu pai Safã, havia lido, anos antes ao rei Josias, referente a destruição de Jerusalém, quando este rasgou suas vestes ante as profecias descritas pelo grande Moisés,…” (Palavras de Morôni 32).

8 O Livro Selado de Moisés foi um dos livros previamente encontrados sob o altar por Hilquias, o sumo sacerdote, e dado ao pai de Leí, Safã, para ler ao Rei Josias (Livro Selado de Moisés 2:2-4).  O livro foi então selado novamente por Safã e escondido numa caverna para a posteridade de Israel.  O Senhor instruiu Leí a recuperar esse livro da caverna depois de deixar Jerusalém, depois de já tê-lo testemunhado na visão.  (Palavras de Morôni 31)

9 Por volta da época da visão do "livro" de Leí, ele foi comissionado pelo rei Zedequias para ir à Babilônia, e levar uma carta do profeta Jeremias aos israelitas que haviam sido levados cativos por Nabucodonosor.  “Se deu então, nos primeiros dias do reinado de Zedequias, porquanto Leí voltava de Babilônia, juntamente com Gemarias, filho de Hilquias, quando juntos foram comissionados pelo rei de Judá a ir até Nabucodonozor, rei de Babilônia, e nisto levaram consigo uma carta de Jeremias, o profeta, destinada aos anciãos, aos sacerdotes e aos profetas, e a todo povo exilado na terra de Sinear…” (Palavras de Morôni 9)

10 Isto corresponde a Jeremias 29:1-3  “E estas são as palavras da carta que Jeremias, o profeta, enviou de Jerusalém, ao restante dos anciãos no cativeiro, como também aos sacerdotes, e aos profetas, e a todo o povo que Nabucodonosor havia transportado de Jerusalém a Babilônia;...Pela mão de Elasa, filho de Safã, e de Gemarias, filho de Hilquias, os quais enviou Zedequias, rei de Judá, a Babilônia, a Nabucodonosor, rei de Babilônia, dizendo…

11 Os críticos do Livro Selado apontam para o capítulo anterior (Jeremias 28) que contém um discurso entre Jeremias e o falso profeta Hananias, no qual o versículo 1 dá uma indicação da data: “no princípio do reinado de Zedequias, rei de Judá, no ano quarto, no mês quinto”.  A afirmação é que se os capítulos estão em ordem cronológica, então Elasah não poderia ter sido Leí.  Isto porque o Livro de Mórmon indica que Leí deixou Jerusalém no primeiro ano do reinado do rei Zedequias.  “…Leí, que saiu de Jerusalém no primeiro ano do reinado de Zedequias, rei de Judá..” (3 Néfi 1:Intro)

12 Essa crítica lembra a crítica ao Livro de Mórmon que Muleque, mencionada no livro de Helamã, não poderia ser filho de Zedequias (RLDS Helamã 2:129, 3:56/ LDS Helamã 6:10, 8:21), pois a Bíblia diz que os filhos de Zedequias foram mortos.  “E mataram os filhos de Zedequias diante dos seus olhos” (2 Reis 25:7).  Sabemos que o que parece ser uma contradição na verdade tem uma explicação muito simples, que talvez Muleque ainda não tivesse nascido, e sua mãe escapou com ele em seu ventre.  Quando examinamos a história de Leí (Elasah), vemos também que não há contradição.

13 Olhando para Jeremias 29, o capítulo descreve uma série de cartas enviadas por Jeremias e o falso profeta Semaías.  Os versículos 1-23 contêm a carta original de Jeremias aos cativos, enviada pela mão de Elasá (Leí) e Gemarias.  Os versículos 24-29 descrevem a resposta do falso profeta Semaías à carta de Jeremias.  Semaías escreveu cartas a "todo o povo" em resposta à carta de Jeremias, acusando Jeremias de ser o falso profeta e exortando o povo a prendê-lo.  Semaías cita parte da primeira carta de Jeremias: “Porque por isso nos mandou a Babilônia, dizendo: Ainda o cativeiro muito há de durar; edificai casas, e habitai nelas; e plantai jardins, e comei o seu fruto.”  Os versículos 30-32 descrevem Jeremias enviando outra carta com a resposta do Senhor ao falso profeta Semaías: “Manda dizer a todos os do cativeiro...”.

14 Teria demorado algum tempo até que esta série de cartas tivesse sido enviada para trás e para frente entre Jerusalém e os cativos na Babilônia.  É a parte final do capítulo (a resposta do Senhor a Semaías) que provavelmente ocorreu por volta do 4º ano do reinado de Zedequias, com a primeira carta sendo enviada algum tempo antes.

15 Quando olhamos para o conteúdo da primeira carta de Jeremias aos cativos, ele os instrui a "Edificai casas e habitai nelas; e plantai jardins, e comei o seu fruto.  Tomai mulheres e gerai filhos e filhas..." (Jeremias 29:5-6).  Não faria muito sentido esperar quatro anos depois que o povo fosse levado cativo para dizer-lhes que fizessem estas coisas.  Depois de tanto tempo, muitos deles já teriam plantado jardins e construído casas de qualquer maneira.  O conteúdo da carta faz mais sentido ser enviado ao povo imediatamente após terem sido levados cativos, não quatro anos depois.

16 Há uma série de comentaristas bíblicos, que muitas vezes fornecem informações adicionais.  Um desses comentaristas, Barnes, acrescenta esta análise de Elasah em Jeremias 29:3: "Elasah - Provavelmente irmão de Aicão (Jeremias 26:24), e portanto uma pessoa aceitável na corte caldaica. Desde Zedequias teve que ir pessoalmente à Babilônia em seu quarto ano (Jeremias 51:59), esta embaixada foi provavelmente enviada dois ou três anos antes.  Sua data, no entanto, foi posterior à visão em Jeremias 24:1-10. Portanto, é anexada a Jeremias 28, não como mais tarde no tempo, mas por causa da semelhança de assunto."

(https://biblehub.com/commentaries/barnes/jeremiah/29.htm)

17 Assim como com a questão de Muleque ser filho de Zedequias, não temos um registro completo do que aconteceu, mas podemos ver que há várias razões convincentes para acreditar que o Livro Selado contém um relato exato dos eventos.  O Livro Selado também fornece informações valiosas sobre o que Leí viu em sua visão do livro e por que tomou as ações que fez.  Não há contradição entre o Livro Selado (...), o Livro de Mórmon ou a Bíblia.

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Volume 3, Artigo 3 - Agosto de 2019 - (Escrito por João Vitor Ventura Dos Santos)


Sião - A pura do Coração

Abaixo segue um discurso de um Jovem de 12 anos que foi convidado a palestrar em uma reunião de sábado. Este Jovem de apenas 12 anos, nunca frequentou nenhuma igreja antes, até seu pai ser batizado em 06 de abril de 2019 a convite de Maurício Berger e agora, participa ativamente das reuniões e obra missionária, juntamente com seu pai e mãe desde então. Seu discurso mostra o quanto ele já aprendeu como aluno do Núcleo de Estudo da Parcela Selada do Livro de Mórmon na cidade de Palhoça. Brasil.

 

Sião

 

Qual é o significado de Sião?

 

Em muitas referências significa o lugar que os puros de coração vivem um Exemplo está descrito em D&C 97:21 LDS que diz: Portanto, em verdade, assim diz o Senhor: Que Sião se regozije, pois isto é aSião — os puros de coração; portanto, que Sião se regozije enquanto se lamentam todos os iníquos.

 

Mais um Exemplo está em Enoque, que seu povo foi levado aos céus pela retidão das pessoas pelos sentimentos bons de serem puros sem maldades em seus corações.

 

E em Moisés 7:19 LDS, fala: “E Enoque continuou pregando em retidão ao povo de Deus. E aconteceu em seus dias que ele edificou uma cidade que foi chamada Cidade da Santidade, sim, Sião”

 

Como nós vamos saber o modelo e a casa de Sião?

 

Em D&C 97:10 LDS diz que: “Em verdade vos digo que é meu desejo que a mim se construa uma casa na terra de Sião, conforme o modelo que vos dei.”

 

Quando nós buscamos nas referências de casa, nós vamos a D&C 57:3 LDS que diz: “E assim diz o Senhor vosso Deus: Se desejais receber sabedoria, eis aqui sabedoria. Eis que o lugar que é agora chamado Independence é o lugar central; e um local para o templo se acha a oeste, num terreno não longe do tribunal.”

Quando eu ouço tribunal eu só imagino o tribunal de Cristo onde ele vai nos julgar quando ele vir ao seu templo e quando nós vamos nas referências, somos conduzidos para D&C 115:14–15 LDS onde diz: “14 Mas que se construa uma casa a meu nome, conforme o modelo que lhes mostrarei.

15 E se meu povo não a construir de acordo com o modelo que eu mostrar a sua presidência, não a aceitarei de suas mãos.”

 

Quando ele fala não aceitarei de suas mãos me intriga já que nos no núcleo já sabemos que Deus não quer templos feitos por mãos humanas agora, porque cada vez que uma pessoa que se converte a seu evangelho e aprende seus mandamentos e sua vida esteja cheio bons sentimentos ela está deixando de ser pedra bruta para ser lapidada pela mão de Deus a ser colocada perfeitamente em um templo espiritual.

 

Algumas profecias de Sião?

 

Tem muitas referências a respeito de Sião que profetizam sobre ela e até comentam de uma cidade que terá nos últimos dias em 3 Néfi 20:22 LDS que diz: “E eis que estabelecerei este povo nesta terra, em cumprimento ao convênio que fiz com Jacó, vosso pai, e será uma Nova Jerusalém. E os poderes dos céus estarão no meio deste povo, sim, até eu estarei no meio de vós.”

 

Então concluindo: Sião é a cidade prometida por Deus aos seus filhos puros de coração e de sentimentos nobres. Será o lugar que Deus destinou a todos que aceitarem o terceiro convite lá será a terra tão esperada pelo Santos dos últimos dias.

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