Arauto do Segundo Convite Volume 5 – agosto de 2021

Artigo 1: - Dízimo e a Lei da Consagração - (Escrito por John P. Pratt)

Artigo 2 - Revelação Sobre Dízimo e Consagração (foi traduzido e digitado por John P. Pratt)

Artigo 3: - Proclamação (Escrito por Maurício A. Berger)

Artigo 4: - O Sacramento da Santa Ceia do Senhor (Escrito por João Vendimiatti)

PortugueseHeraldWithFlame

Volume 5, Artigo 1 - agosto de 2021 - pela Primeira Presidência

(Escrito por John P. Pratt)


Dízimo e a Lei da Consagração

Uma nova revelação foi recebida começando em 30 de junho de 2021 que esclarece alguns pontos importantes sobre a lei do dízimo e a lei da consagração conforme implementada na Ordem Unida. Também enfatiza a necessidade de começar imediatamente a viver a consagração em um nível mais alto, porque a lei foi projetada para salvar os santos das catástrofes que estão para ocorrer no mundo. A necessidade de construir cidades de refúgio antes que as calamidades nos sobrevenham agora é tão importante quanto foi para Noé construir a arca antes que as águas do Grande Dilúvio viessem.

Nos dias de Enoque, seu povo aprendeu a viver junto no amor. Eles tinham tudo em comum e não havia pobres entre eles. Eles viveram a lei celestial do céu e, portanto, foram preparados para ir para o céu e por fim foram transladados algum tempo antes do Grande Dilúvio.

Noé foi chamado para construir uma arca para salvar aqueles que ouvissem as advertências do Senhor. Foi um grande projeto construir aquele navio gigantesco. Exigiu grandes somas de materiais e mão de obra e levou vários anos para ser construída. O Senhor não construiu a arca para Noé, mas em vez disso, grandes sacrifícios foram necessários para construir aquele navio que preservaria a humanidade e os animais.

Vivemos em tempos semelhantes aos de Noé, antes da vinda da segunda grande destruição dos orgulhosos e iníquos para limpar a terra em preparação para o glorioso reinado milenar de Jesus Cristo. Grandes destruições são previstas nas escrituras, mas o Senhor prometeu que seus santos serão preservados em lugares santos, cidades de refúgio, construídas por aqueles que acreditam em Suas advertências e que também desejam viver a lei celestial de ter todas as coisas em comum, sem pobres entre eles. O Senhor não construirá essas cidades, mas, como a arca, elas serão construídas pelo sacrifício e trabalho árduo dos santos.

O Senhor chamou Mauricio Artur Berger para ser o vidente nestes últimos dias para iniciar a construção de cidades de refúgio e preparar a fundação da cidade de Sião, a Nova Jerusalém, a ser construída no Condado de Jackson, Missouri. Muito dinheiro e muitos recursos são necessários para esses projetos de construção. Os da cidade de Enoque retornarão para se juntar a eles. Todos eles se alegrarão juntos porque ambas as cidades estarão vivendo as mesmas leis e terão experiências semelhantes para compartilhar.

Este artigo explica alguns dos esclarecimentos dados na revelação recente sobre a lei do dízimo e a lei da consagração que precisam ser implementadas a fim de construir as cidades de refúgio necessárias a tempo de salvar os santos dos desastres devastadores, flagelos, e secas que virão.

Nos dias do Profeta Joseph Smith, foi feita uma tentativa de viver a Ordem Unida. Ela falhou por várias razões, incluindo que as pessoas não tinham amor suficiente umas pelas outras, mas em vez disso estavam brigando e poluindo o solo sagrado. Por causa disso, eles foram expulsos do Missouri e receberam a lei do dízimo, que era mais fácil de viver, e um passo preparatório para viver a lei da consagração.

Dizimo

Em 1838, o Senhor revelou a Joseph Smith a lei do dízimo para a Igreja contida em D&C 119 (SUD). É um convênio eterno e o mandamento mínimo exigido a todos os membros dignos da Igreja. Essa lei tem duas partes distintas.

A primeira parte é que, no início de seus dízimos, todos os novos membros deveriam dar todo o seu excedente à igreja para ser usado para três propósitos: (1) para a construção do templo, (2) para a colocação de os alicerces de Sião e do sacerdócio e (3) para as dívidas da Primeira Presidência (D&C 119: 2). A nova revelação explica que esses três propósitos correspondem em detalhes ao dízimo pago nos dias de Moisés e são, de fato, parte de uma lei eterna.

Aparentemente, esta parte inicial da lei nunca foi totalmente implementada em qualquer um dos ramos da restauração depois dos dias de Joseph Smith, mas na nova revelação o Senhor afirma explicitamente que, de fato, ainda deve ser exigida de todos aqueles que se juntam a este igreja que nunca foi membro de nenhum dos ramos da restauração dos últimos dias.

A segunda parte da lei do dízimo é continuamente “pagar um décimo de todos os seus juros anualmente” (D&C 119: 4). A revelação prossegue, dizendo que esta é “uma lei vigente para eles para sempre” e que aqueles em Sião que não cumprirem esta lei “não serão considerados dignos de habitar entre vós” e que se o povo de Sião como um todo ignorar esta lei, que “não será uma terra de Sião para vós” (D&C 119: 4-6).

A nova revelação enfatiza a importância de todos os membros pagarem o dízimo. Não é opcional, mas é um mandamento. Depois de citar o mandamento em Malaquias de trazer os dízimos para a tesouraria (Malaquias 3:10), o Senhor explica:

“É pois, imperativo compreender a essência de minha vontade para que possais receber a plenitude do entendimento de todas as coisas — Um dos deveres que todos os santos devem, impreterivelmente observar, é a lei na qual baseia essa promessa, pois na glória celestial, existem três céus, ou graus e para se alcançar o mais elevado, vos é necessário viver em prol de algo maior, havendo uma entrega correspondente ao que se busca para se alcançar tal finalidade.” – v. 12  (enfase adicionada).

Em 1838, imediatamente depois que essa revelação foi dada, foi interpretado pelo Bispo Edward Partridge como significando que o dízimo deveria ser 10% dos juros que poderiam ser ganhos sobre o “patrimônio líquido” de alguém, o que significava ativos líquidos. Isso não significava muito dízimo para a maioria dos membros. Ele deu o exemplo de um homem com um patrimônio líquido de $ 1.000 que poderia investir esse dinheiro a uma taxa anual de 6% para ganhar $ 60 de juros. Com isso, ele pagaria apenas $ 6 de dízimo pelo ano inteiro!

Essa pequena quantia de dízimo não seria opressiva para os pobres, que, em muitos casos, não deviam nenhum dízimo. Além disso, essa quantia mínima do dízimo não seria suficiente para construir as cidades de refúgio necessárias. Esse nível mínimo de dízimo é uma lei eterna entre a Igreja. Foi dado à Igreja somente depois que eles falharam em viver a lei superior da consagração. O nome "dízimo do excedente" é dado a esta lei na nova revelação para distingui-la do "dízimo de Moisés" que era uma lei superior, descrita na lei de Moisés na Bíblia, e que se torna o ponto de entrada para viver a lei da consagração. Isso nos leva à lei superior da consagração conforme implementada na Ordem Unida.

A Ordem Unida

O Livro Selado contém instruções explícitas sobre como implementar a Ordem Unida de acordo com o método usado com sucesso pelos nefitas depois de terem sido ensinados pelo Salvador após a Ressurreição. Em particular, afirma que o nível de entrada para a Ordem Unida era o "dízimo de Moisés":

 “era permitido haver uma consagração parcial de cada família, a principiar pelo dízimo exigido na lei de Moisés e assim, progressivamente, até o montante que cada um consentia dar em seu coração, sem que houvesse ressentimento, … começaram consagrando apenas o dízimode tudo que possuíam e continuamente a entregar o dízimo de tudo que produziam”                    – Atos 3 Nefitas 9:2-3.

Assim, é necessário entender o que é o “dízimo de Moisés” conforme descrito na lei de Moisés na Bíblia. Isso é explicado na nova revelação:

“... lei da consagração, a qual, é maior que a lei do dízimo e, principia com o lei de Moisés e não com o lei do excedente. Por sua vez, requer um dízimo progressivo de tudo e não da sobra excedente” – v. 7  (enfase adicionada).

Depois de revisar as escrituras sobre as várias partes do dízimo de Moisés, o versículo 19 da nova revelação cita esse mesmo versículo do Livro Selado. Também explica que o princípio é a base sobre a qual o “um décimo” é calculado. Em vez de ser um décimo apenas de um interesse, excedente ou excesso, é um décimo de todas as posses:

“Contudo, a todo membro que deseja participar da lei do consagração, deve principiar com o dizimo de Moisés, vindo a contribuir com o dízimo de tudo que possuem, como bem ensinou meu servo Maurício. E isto, envolve o dizimo de tudo, casas, carros e bens em geral, ou 20, 30, 40, 50 e até 100% de tudo que possuem estes que adentrarão na Ordem Unida, conforme cada um estiver determinado em seu Coração.” – v. 27.

Nesta escritura, a palavra “dízimo” é sinônimo de “um décimo”. Uma vez que os membros se juntaram à Ordem Unida, espera-se que, à medida que sentirem maior amor pelos outros e maior desejo de construir o reino, aliviar o sofrimento dos pobres e preparar cidades de refúgio para os santos sobreviverem à tribulação que se aproxima, que vão aumentar o percentual de sua participação até que finalmente cheguem à meta de 100%.

Para aqueles que desejam ingressar na Ordem Unida, entre em contato com o Bispo Presidente (bishopinzion@gmail.com) se você ainda não ingressou anteriormente. A Ordem Unida está aberta a todos aqueles que foram batizados em um dos ramos das restauração, aceitem O Livro Selado, Mauricio como o vidente do Senhor, os líderes da Igreja, e que demonstrem isso participando do sacramento nas reuniões desta Igreja. Ou seja, não é necessário ter sido batizado e confirmado membro, principalmente no caso em que um está distante de todos os presbíteros, ou por qualquer outro motivo não teve a oportunidade de filiar-se oficialmente a esta igreja.

A Ordem de Enoque

Na revelação, o Senhor se refere àqueles que participam da Ordem Unida no nível de 100% como tendo entrado na “Ordem Unida de Enoque”, ou simplesmente, a “Ordem de Enoque”. Ele afirma que é sabido na restauração desde o início que a cidade de Sião só pode ser fundada sobre os princípios do reino celestial:

Mas eis que não aprenderam a ser obedientes às coisas que exigi de suas mãos, mas estão cheios de toda sorte de maldades e não repartem seu sustento com os pobres e aflitos dentre eles, como convém a santos; E não estão unidos segundo a união exigida pela lei do reino celestial; E Sião  não pode ser edificada a não ser pelos princípios da lei do reino celestial; de outra forma, não posso recebê-la para mim mesmo.  – D&C 105:3-5 (enfase adicionada).

No que diz respeito às finanças, isso significa que o povo deve ter tudo em comum, sem nenhum pobre entre eles. Ele enfatiza que Suas leis são imutáveis ​​e que isso é exigido de todo o seu povo desde o início, e é necessário para se qualificar para o nível mais alto do reino celestial. O Senhor explica que:

somente na condição de se dezapegar totalmente de suas posses, a fim de promover a causa de Sião, é que o homem exerce em seu coração o mais elevado de todos os dons, o de promover o meu reino em benefício de seus semelhantes. O que, por sua vez, os qualifica a suportar minha presença, assim como se deu entre os Enoquianos e também entre os Nefitas.”  – v. 17.

Considere um exemplo do que significaria estar no nível de 100% quando o sistema está totalmente em vigor: um grupo de caça de búfalos dos índios americanos. O búfalo pode ser capturado por apenas um membro do grupo, ou vários podem ter atirado flechas ou lanças. Além disso, outros membros podem ter ajudado a liderar o búfalo em uma determinada direção para permitir que outros atirassem nele. Quando o búfalo é morto, não é considerado para um homem, nem talvez nem mesmo para o grupo de caçadores, mas pode ser para toda a aldeia compartilhar. Se morto por um homem, ele não pensa que é o dono, tendo a primeira escolha de carne, mas em vez disso, o búfalo inteiro é entregue a quem vai prepará-lo para ser dividido de acordo com as necessidades de cada um. Assim, tudo o que se produz é para Sião, dado por causa do amor que tem um pelo outro. Todos prosperam juntos.

Claro, espera-se que todos contribuam para produzir ou ajudar de acordo com suas habilidades. O Senhor disse: “Não serás ocioso; porque o ocioso não comerá o pão nem usará as vestes do trabalhador” (D&C 42:42). Novamente, se todos se amam, todos desejarão contribuir com o que puderem.

Então, o que significa estar no nível de 100% agora? Os Atos dos Três Nefitas explicam que, na prática, eles nem sempre deram tudo o que produziram, apenas para receber uma parte de volta para eles. Era mais prático guardar para si o que era necessário para sustentar a vida, como comida, roupas e abrigo:

Entendemos que a lei de Cristo, não requer que sacrifiquemos tudo, apenas requer que vivamos os princípios básicos da consagração, na qual, nos é exigido, que as nossas riquezas estejam disponíveis ao Senhor e que, embora retemos alguma parte de tudo o que produzimos em nossos próprios armazéns, ainda assim, o Senhor espera que estejamos dispostos, se preciso for, sacrificar nossas casas, terras e propriedades, para que haja uma distribuição justa das riquezas. – Atos 3 Nefitas 9:8.

A questão é que eles “consagraram” tudo o que tinham ao grupo. Além disso, eles se consideravam não como donos de seus bens, mas apenas como “administradores”. Lembre-se de que “a terra pertence ao Senhor e a sua plenitude” (Salmos 24:1, 1 Coríntios 10:26). Ou seja, na realidade, somos apenas mordomos do que normalmente é considerado “propriedade”. A Ordem de Enoque é meramente um reconhecimento formal de que, na verdade, somos apenas mordomos.

Quanto aos detalhes sobre qual é exatamente a base sobre a qual são calculados 10% -100% do que se produz, a revelação afirma que cabe a cada indivíduo determinar de acordo com os ditames de seu próprio coração (v. 27). O ponto é enfatizado, entretanto, que o fundamento principal é o amor que alguém tem pelos outros e o desejo de aliviar seu sofrimento, tanto agora como quando as grandes calamidades vierem. É citado o exemplo de Ananias e Safira, que declararam publicamente que estavam dando todo o produto da venda de algumas terras, quando na verdade estavam retendo parte porque não confiavam totalmente nas promessas do Senhor de cuidar deles. Ambos morreram no local onde mentiram ao Senhor!

Quanto aos pobres que precisam receber ajuda financeira da Ordem, esse será um assunto tratado individualmente em cada caso, seguindo o padrão dado nos Atos dos Três Nefitas.

Espera-se que todos os membros da Igreja compreendam a necessidade de ingressar na Ordem Unida no nível mais alto em que se sintam capazes. Também é importante lembrar que o mínimo para todos os membros é pagar o dízimo do excedente.

Este artigo foi apenas uma introdução e uma visão geral da revelação, que foi publicada separadamente. Estude-lo cuidadosamente porque contém várias páginas de informações detalhadas sobre essas leis, mas também sobre a necessidade de participar para se proteger das calamidades que se avizinham e também das bênçãos que virão por ter ajudado a construir as cidades de refúgio.

O Senhor está fazendo tudo o que pode para nos preparar para as catástrofes que se avizinham, mas precisamos fazer nossa parte aceitando Suas revelações e agindo de acordo. Que todos nós nos tornemos um só coração e mente e nos preparemos e nossos filhos para estar realmente na presença do Senhor.


PortugueseHeraldBanner

Volume 5, Artigo 2 - agosto de 2021 (foi traduzido e digitado por John P. Pratt)


Revelação Sobre Dízimo e Consagração

Revelação obtida através das pedras intérpretes entre 30 de junho à 02 de julho de 2021, após reunião ocorrida sobre o dízimo entre as Autoridades Gerais da Igreja no dia 29 de junho, que debatiam sobre o real entendimento do dízimo excedente transcrito em D&C 119 [LDS] em correlação a lei da consagração que principia com o dízimo. Ao que segue, a vontade do Senhor revelada ao seu servo, Maurício, mediante oração e consentimento mútuo das autoridades gerais que estavam presentes na reunião.

1 Quando eu, o Senhor, entreguei ao meu servo Joseph as revelações sobre o dízimo que tendes por seção 119 e 120 no livro de Doutrina e Convênios (LDS), em resposta a sua oração, assim como vos entrego agora estas minhas palavras sobre o excedente de seus bens, deixei claro os pontos pelos quais os santos deveriam obedecer a essa lei. Este mesmo padrão tem sido observado desde o princípio dos tempos, quando eu, o Senhor, determinei que todos os filhos de Israel deviam cumprir o "ma´asser" em observância estrita à todas as suas partes, fazendo acréscimos generosos em suas contribuições conforme a expansão de suas propriedades, em paridades separadas do "esser" requerido por Deus ao seu povo desde o princípio, a começar pelo "Teroumat hama´asser" que, igualmente aos primórdios da restauração, devia ser usado pela classe dos bispos entre meu povo, mesmo antes da lei dada por mim, o Senhor, à Moises, porquanto está escrito na epístola de Paulo aos Hebreus 7:9 que, até mesmo Levi, que ainda não havia nascido, pagou dízimo por meio de Abraão, de maneira que, se a lei do dízimo tivesse sido criada para o sacerdócio Levítico, que necessidade então, havia de Abraão receber dízimo para Levi, se de fato não houvesse o mesmo Evangelho em seus dias?

2 Com isso, eu o Senhor, restabeleci de igual forma o "Teroumat hama´asser", nos dias de Moisés e que, corresponde ao dízimo do dízimo, assim como está escrito até os dias de hoje no Livro de Números 18:28, a fim de recolher uma décima parte de todo dízimo para os sustentos de Moisés e Aarão. Da mesma forma como foi restituído por mim o Senhor, essa mesma lei para com Joseph e Hyrum nos meandros da restauração, assim como está escrito na seção 119:2, na qual eu o Senhor, estipulo as razões do dízimo, a saber novamente: para a construção de minha Casa, para a colocação do alicerce de Sião e para o sacerdócio, porquanto todo Israel podia ter sua herança na lei da consagração e cada filho da nação eleita teria sua mordomia em porções de terras, gados e plantações, ou nas fileiras combatentes do exército do Senhor, mas no caso de Moisés e Aarão, e os bispos da descendência linear de Levi, estes jamais poderiam empreender em qualquer outro ofício além de exercerem seus encargos sacerdotais em benefício dos santos e, mesmo obtendo permissão, mediante orientação de Minha parte, para que meu servo Joseph empreendesse para o benefício da cidade de Nauvoo os negócios que detinha na casa de tijolos vermelhos e no exercício político que desempenhava em favor de seu povo, seus rendimentos provinham apenas de suas funções ministeriais, porquanto o restante de seus estipêndios paralelos à sua função de profeta, presidente da igreja, eram destinados ao armazém do bispo, como dízimo consagrado de sua parte.

3 Por sua vez, por se tratar de um decreto perpétuo, assim como descrito no livro de Números 18:23, foi que eu o Senhor, requeri que meu servo Robert Cackler, como bispo presidente, se inteire da revelação que entreguei ao meu servo Maurício em 05 de outubro de 2020 que concerne a este assunto, na qual, assim como delineei na revelação de abril de 2021, trata-se da mordomia que eu, o Senhor, estipulei para o meu servo escolhido, de onde provém o seu sustento e o de sua família, e também, para que sobeje, a fim de efetuar o seu ministério entre os filhos dos homens, pois eis que sua mordomia e chamado requer que ele tenha tranquilidade em relação às suas finanças, a fim de que possa viajar entre as nações ao proclamar entre os santos do mundo todo a Minha palavra até os confins da Terra. Porquanto é mister do bispo providenciar que nunca lhe falte nada, e o mesmo se dará em relação àquele que, em um futuro próximo, eu o Senhor, vos revelarei para ocupar o lugar de Hyrum na presidência de minha igreja, junto ao meu servo Maurício, quando então, meu servo Joseph Fredrick Smith, deixar esta vida para a eternidade.

4 Segundo dízimo a ser observado por meu povo, é o "Maasser rishon", que consiste de um dízimo anual destinado a uma futura construção ou reparos do Templo, assim como era no antigo Israel e que, também está estipulado por mim, o Senhor, na seção 119:2 de Doutrina e Convênios (LDS).

5 Terceiro, o dízimo "Ma´asser sheni", que consiste em um décimo entregue pelo povo, de todas as suas posses adquiridas nos últimos cinco anos, com o finalidade de se estabelecer o alicerce de Sião e suas estacas e, além disso, para cobrir as dívidas contraídas na edificação de meu Reino entre os filhos dos homens, como vós também podem ler sua restituição na seção 119:2 de Doutrina e Convênios (LDS).

6 Observai pois, e vereis que esta revelação da seção 119 de Doutrina e Convênios, delineava desde os primórdios da restauração o mesmo padrão, e servia para a construção de minha casa, a colocação do alicerce de Sião e para o sacerdócio, que correspondia ao sustento de meus servos, Joseph e Hyrum Smith como presidentes de minha igreja e, além disso, para cobrir as dívidas contraídas em Kirtland para a construção do templo e agravadas pela depressão econômica que tão logo se abateu sobre todo o país dos Estados Unidos da América.

7 Estes são os dízimos, "ma´asser" requeridos por minha lei desde o princípio de todos os tempos, a que todos os líderes, autoridades e membros que adentram no Convênio Eterno e imutável da consagração devem estritamente observar, tal como estipulado por mim, na revelação entregue a Joseph Smith Jr, dos bens excedentes, a qual, jamais delineei como sendo uma lei menor e que seria uma lei permanente, dada como "início do dízimo de meu povo",  para servir de modelo aos membros do segundo convite que nunca adentrarão na lei da consagração, a qual é maior que a lei do dízimo e principia com a lei de Moisés e não com a lei do excedente. Por sua vez, requer um dízimo progressivo de tudo e não da sobra excedente, assim como foi antes de Moisés delinear os estatutos da lei da consagração entre o povo do Convênio.

8 Escutai, portanto, ó vós que embarcais no serviço de Deus, nesta que é a décima primeira hora dos trabalhadores de Minha vinha, a voz daquele que desde o princípio conta o final, pois eis que sou Jesus Cristo, vosso Redentor, e novamente vos digo a verdade em relação a vossa pergunta sobre a lei do excedente em correlação a lei da consagração, pois eis que a diferença se encontra no relato que vos deixei no meridiano dos tempos, daquela pobre viúva que eu, o Senhor, vi colocar na caixa de contribuições mais do que o fizeram todos os outros que ali estavam. Sendo que, em uma analogia moderna, eu poderia dizer o mesmo a respeito de meu servo Robert e minha serva Melva Cackler, assim como se deu nos primórdios da restauração com John e Sally Canfield, visto pois, que assim como ocorreu com aquela viúva, eles deram tudo o que tinham para sua segurança na velhice, em consagração a mim, o Senhor, enquanto  todos os demais deram o que estava sobrando, seus excedentes.

9 Eis a diferença entre aqueles que me entregam de seu parcial em comparação àqueles que me entregam o seu total. Qual destes vos parece digno de ser participante de uma lei Celestial?

10 Vejam, pois que não estou falando-vos de valores em correlação a lei da consagração, versos percentual correto da lei do dízimo excedente, pois, Consagrar na etimologia da palavra "com Sangrare" vos reporta literalmente a um sacrifício pessoal, assim como fez aquela viúva no meridiano dos tempos e a família Cackler, que bem sabem do que estou falando. Mas, no que diz respeito àqueles que de seus excedentes entregarem a mim, os seus dízimos, por cujo desejo em estabelecer meu reino entre os filhos dos homens não lhes imputa uma entrega total, então, como os posso aceitar na Ordem Unida de Enoque se não se dispõem a um sacrifício total em sua entrega de coração?

11 Eis que em verdade vos digo: esta mulher fez o que fez, confiando plenamente na promessa que, em tempos de outrora eu revelei aos filhos de Israel, por meio de Malaquias, o profeta: Trazei todos os dízimos à casa do tesouro e fazei prova de mim, o Senhor, e veja por si mesmo se eu não vou abrir as janelas do céu e derramar sobre vós uma bênção tal, que será tão farta, além do que poderá recolher.

12 É pois, imperativo compreender a essência de minha vontade para que possais receber a plenitude do entendimento de todas as coisas — Um dos deveres que todos os santos devem, impreterivelmente observar, é a lei na qual baseia essa promessa, pois na glória celestial, existem três céus, ou graus e para se alcançar o mais elevado, vos é necessário viver em prol de algo maior, havendo uma entrega correspondente ao que se busca para se alcançar tal finalidade.

13 Lembrai-vos da história de Ananias e Safira em meio ao empenho de meus apóstolos em estabelecer em seus dias a lei da consagração. Em nada aquele procedimento tinha a ver com a lei dos excedentes, contudo, eles perderam a vida por se comprometerem a dar tudo e ainda assim, retiveram por medo de ficarem sem nada, desconsiderando minhas promessas.

14 Certamente a lei do dízimo excedente parece ser uma provisão de amor, mas foi dada desde os primórdios devido a fraqueza de meu povo em se desapegar de seus bens, a fim de promover o meu reino nas dispensações passadas e que, novamente fora restituída na restauração, porquanto meu povo não foi capaz de vivenciar uma lei maior, cuja tendência que vós herdantes de todas as igrejas da restauração é tão forte em vossos preceitos que certamente padecereis se, quando vos sobrevier as grandes calamidades, não tiverdes o suficiente para vos resguardar nos lugares de refúgio, qual arca de Noé nos últimos dias, e que meu servo Maurício vos anuncia que deveis construir.

15 Eis que me é compreensível, o quão difícil é trazer uma pequena porção mais elevada aos vossos preceitos por causa das vossas tradições e estabelecer nesta geração que a recebe, tudo o que o Pai requer de vós neste momento. Contudo, tende entre vós, a percepção de que estais em uma conjuntura completamente diferente da que existiu antes de eu vir no meridiano dos tempos para qualquer povo sobre a face da Terra, além dos Enoquianos. Os quais, por terem consagrado tudo pela causa de Sião, foram capazes de suportar a minha presença entre eles e que nem mesmo Moisés, mediante minhas leis entregues a ele no deserto, foram capaz de suportar minha presença, pois "o povo ainda não tinha consagrado todas as coisas em uma Ordem Unida, assim como o povo de Enoque fez nos tempos antigos, bem como vos revela a tradução do Livro Selado de Moisés  17:4.

16 A esses, vos ensina claramente o Livro Selado de Moisés  5:26 que, Moisés, claramente os ensinou no deserto sobre esses mesmos princípios que elevaram os Enoquianos ao Céu e diligentemente procurou santificar a nação de Israel em sua totalidade, purificando seus corações de modo que seus sentimentos fossem os mais puros possíveis, a fim de tomar sobre si o nome de Deus e a Graça e o poder do sacerdócio entre seus descendentes; e, assim, poder obter e viver em sua plenitude a lei da consagração, com o propósito de tornar-se igual ao povo de Enoque, em uma PERFEITA Ordem Unida.

17 Compreendei pois, que a falta dos sentimentos corretos para com a lei da consagração, inibe em sua plenitude o poder do sacerdócio entre os filhos dos homens, pois somente na condição de se desapegar totalmente de suas posses, a fim de promover a causa de Sião, é que o homem exerce em seu coração o mais elevado de todos os dons, o de promover o meu reino em benefício de seus semelhantes. O que, por sua vez, os qualifica a suportarem minha presença, assim como se deu entre os Enoquianos e também entre os Nefitas.

18 Consequentemente, por não cumprirem esses mesmos princípios que dei a conhecer ao meu Servo Joseph Smith Junior, foi que decretei o que tendes hoje como sendo a seção 84:23-29; 52- 58 (LDS).

19 Contudo, visto que essas revelações anteriores não se adaptam à vossa condição atual, pois foram dadas a outros que existiram antes de vós e, em decorrência do povo do convênio ter tratado com leviandade a lei maior que novamente trago entre os trabalhadores de minha vinha, nesta que é a décima primeira hora antes da ceifa, se requer de vós que separeis aqueles que me pagam o dízimo excedente, como membros de minha igreja, daqueles que, assim como vos revela o texto de Atos dos Três Nefitas 9:3 "começaram consagrando apenas o dízimo de tudo que possuíam e continuamente a entregar o dízimo de tudo que produziam no decorrer de suas vidas; vindo ao longo do tempo, a aumentar sua consagração, até que muitos o fizeram em sua plenitude; mas, cada qual, em seu devido tempo e entendimento e dando apenas o montante que se comprometiam dar, fosse tudo que tinham e produziam, ou apenas a metade disso, ou mesmo um terço, não lhes era imposto nada; mas, todos que tinham o desejo de participar, eram aceitos na Ordem".

20 A verdade é esta, que meu povo, em todas as dispensações, assim como está escrito em Atos dos Três Nefitas 8:4, sempre compreendeu que chegaria o dia em que teriam de implementar essa lei maior que foi dada a Enoque, e depois revelada a seus antepassados, assim como quando Moisés no deserto ensinou claramente essa mesma lei ao povo do convênio, quando ele disse: "que cada homem se consagre e também seu filho e seu irmão, para que Deus lhe conceda uma bênção neste dia, mas eis que houve uma disputa entre o povo, por causa de suas posses e do ouro que já haviam destinado para o bezerro de Aarão; pois este bezerro com todo o seu ouro deveria ser jogado fora por ordem de Moisés, mas por apego a essa condição corrompida de ambição em seus corações, naquele mesmo dia, foi mostrado a Moisés que eles eram mais zelosos pelas riquezas do mundo do que pelos convênios sagrados, estabelecidos entre eles e seu Deus”

21 Se deixardes, portanto, de lado as orientações de Meu servo Maurício e as revelações que lhe são entregues por minha palavra, onde então, se apoiará a vossa fé? Vós nada tendes sem ele, e sem sua compreensão de tudo que lhe foi ensinado por anjos que o visitaram do céu, jamais podereis edificar Sião e um lugar de resgate a vos resguardar quando vos sobrevier a repentina desolação.

22 Se o desconsiderarem, assim como foi desconsiderado meu servo Joseph pelas autoridades de minha igreja nos primórdios da restauração, então havereis de cair, assim como todos que antes tentaram sem ter orientação dos Céus, através do profeta de Deus. Pois eis que, rapidamente se aproxima a hora em que o sol se obscurecerá e a lua se tingirá de sangue, as estrelas cairão e os céus e a terra balançarão de um lado para o outro e nenhum de vossos bens retidos por vós, para vossa segurança pessoal, terá valor algum para vossa salvação quando este dia chegar. Razão pela qual eu, o Senhor, vos revelei na conferência de novembro de 2020 que tão logo os alicerces da Terra serão abalados e não haverá lugar seguro para onde se possa fugir, exceto em Sião e em suas moradas. Razão pela qual vos tenho encorajado a erigir a Ordem Unida, qual arca de Noé a vos salvar nos últimos Dias.

23 Se isso não acontecer por causa de vossa recusa em atender o voz de meu profeta, em razão de vossos preceitos e tradições quanto ao mínimo que pretendeis dar como dízimo, para edificar a minha Sião, e não estiverdes santificados e reunidos nos lugares de refúgio revelados pelo Senhor, então havereis de sofrer conjuntamente com a humanidade todas as calamidades preditas por mim, Jesus Cristo, apesar do testemunho que, por ventura, tenham desta tão elevada obra do Segundo Convite, há de cumprir-se em vós as minhas palavras descritas na seção 101: 7-8 (LDS); pois não vos será possível aguentar; e não poderei salvar-vos, porque Deus, meu Pai e vosso Pai, vos anunciou de antemão por intermédio de seu profeta, que não será possível restabelecer minha obra em todas as nações, tribos, línguas e povos e erguer os lugares de refúgio requerido para a salvação dos santos nestes últimos dias, apenas com vosso dízimo excedente.

24 Portanto, deveis considerar que os justos estarão perdidos em meio as tribulações futuras se as autoridades de minhas igrejas, que sois vós, tiverem desconsiderando o entendimento de meu profeta e também, por reterdes convosco os recursos que sobejam em vossos cofres, os quais poderiam edificar as bases de Sião para vosso próprio proveito.

25 Se um homem demonstra que é honrado em seus negócios, e assim como Ananias e Safira retém os recursos sobejantes de sua renda, eis que, antes de lhes sobrevir as calamidades das nações, virá sobre ele os poderes do inimigo e, assim como a praga de gafanhotos predita por Malaquias o profeta, virá sobre vós, qual devorador lhes consumirá todos os seus recursos e se, por meio de fraude e de enganos, o toma prisioneiro de seu dinheiro, virá a doença desoladora sobre sua casa e o despojará de seus bens acumulados, porquanto não cooperou neste período que se faz primordial, edificar os alicerces de Sião e suas estacas.

26 Não permitais que vossa mão se negue a entregar o que deveis para edificar o meu Reino e cumprir a sua justiça entre os filhos dos homens, enquanto tendes condições de fazê-lo; mas quando vossos bens sobejarem, cessai de retê-lo para si mesmos. Pois, embora eu o Senhor, exijo de vós uma porção dentre dez, quem não daria todos os seus bens para alimentar os pobres dentre meu povo, e não lançaria seu ouro e prata aos quatro ventos, a fim de ir ao lugar onde se encontra a comunhão dos Santos para a edificação de Sião e seus lugares de refúgio?

27 Fica portanto, estabelecido por minha palavra revelada que a lei do excedente, corretamente ensinada por meu servo John Pratt, que a mesma por ser perpétua é o início do dízimo para meu povo, que todo membro novo deve cumprir. Contudo, a todo membro que deseja participar da lei da consagração, deve principiar com o dízimo de Moisés, vindo a contribuir com o dízimo de tudo que possuem, como bem ensinou meu servo Maurício. E isto, envolve o dízimo de tudo, casas, carros e bens em geral, ou 20, 30, 40, 50 e até 100% de tudo que possuem, estes que adentrarão na Ordem Unida, conforme cada um estiver determinado em seu coração.

28 Se puderdes viver de acordo com esses princípios, quão grande e glorioso será o vosso galardão no Reino Celestial, pois o mundo que conheceis, com sua luxúria e seu sistema monetário, está destinado a se dissolver rapidamente, razão pela qual, decretei em tempos de outrora que o que for ligado na terra por meu Profeta, Presidente de minha igreja entre os filhos dos homens, por sua palavra, eu o ligarei nos céus. Então, o que meu servo Maurício Artur Berger ligares na terra nestes últimos dias, em virtude das chaves que lhe foram conferidas no sacerdócio de Melquisedeque, será impreterivelmente ligado nos céus, e esse poder e autoridade são o selo do qual falei que poria sobre um mordomo fiel e prudente em minha casa nos últimos dias.

29 Portanto persevera em teu caminho e nas instruções que te foram passadas, e com isso o meu sacerdócio permanecerá contigo; pois os limites dele estão determinados e não podem ser ultrapassados pelos preceitos dos homens.

30 Amém.


PortugueseHeraldBanner

Volume 5, Artigo 3 - agosto de 2021 (Escrito por Maurício A. Berger)


Proclamação

1 A revelação do Senhor que me foi dada de 19 a 27 de março deste ano de 2020 mostra que estamos entrando em um período de grandes tribulações, como nunca antes visto na Terra. — http://olivroseladooficial.org/revelacao-recebida- entre-os-dias-19-a-27-de-marco-de-2020/

2 Um observador sábio dos eventos que nos cercam saberá por si mesmo que estamos adentrando em um dos períodos mais tenebrosos da história da humanidade, senão o mais tenebroso, visto que envolve todas as nações do mundo da humanidade. — D&C 101:11

3 Se eu pudesse dar conselhos aos santos dos últimos dias, eu diria que este é o momento em que todas as ramificações do mormonismo devem "deixar de lado suas diferenças" e se unirem para sua salvação conjunta, porque a profecia dos tempos dos gentios chegou e , com ela,  uma doença desoladora (D&C 45: 30-31), sendo este o princípio das dores da aflição que sucederão a toda a Terra habitada. — Veja na Revelação, o versículo 4.

4 Mas como minha voz não alcança todos os santos dos últimos dias por causa da barreira imposta por seus líderes em seus corações, eu me comunicarei sem barreiras com aqueles que acreditam na divindade do Livro Selado, traduzido das placas de Mórmon pelo poder e dom de Deus, pois eis que se aproximam os dias em que haverá paz e tranquilidade apenas entre os aqueles que são chamados a realizar a reunião dos eleitos do Senhor e que ouvem a sua voz e não endurecem seus corações, porquanto o Pai decretou que eles serão reunidos em um só lugar para preparar o coração do seu povo, para que estejam prontos em todas as coisas quando as tribulações e desolações forem enviadas aos iníquos sobre toda a face da Terra (D&C 29: 7- 8).  E eis que pouco é o tempo que os santos dispõem para organizarem-se para o que está por vir. Contudo, como revelado pelo Senhor em D&C 31:30: “Se estiverdes preparados, não temereis”.

5 Visto que a revelação menciona que assim que a doença recuar devemos usar de sabedoria, porque assim que ela voltar acompanhada de um revés financeiro, uma grande tribulação virá sobre nós. Portanto, precisamos tomar as medidas apropriadas para nos preparar, o mais rápido possível, para não sermos pegos de surpresa quando os efeitos dessa doença que agora varre todas as nações da Terra atingirem toda a humanidade. — Veja na Revelação, os versículos 4 e 17.

6 Por conseguinte, levando em conta as palavras de Jesus em Mateus 24:21-22, não se enganem pensando que será uma grande e poderosa organização religiosa que vos salvará nestes tempos de tribulação, mas reflitam em Suas palavras que “se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos eleitos serão abreviados aqueles dias”.

7 Ele diz “nenhuma carne se salvaria”, mostrando assim quão terríveis serão esses dias que advirão sobre nós no futuro. Contudo, Ele dá esperança aos que ouvirem e seguirem as instruções de Seus eleitos.

8 Portanto, irmãos, irmãs e amigos simpatizantes desta obra que Deus dignificou erguer nestes últimos dias para a salvação de todos aqueles que nela crerem, que usemos de sabedoria e nos unamos agora, neste momento que nos sobreveio essa doença como um sinal de advertência, a fim de cumprir o propósito original da restauração, antes que a Terra seja ferida e sobrevenha sobre o mundo da humanidade a consumação das pragas decretadas sobre ela na grande tribulação.

9 Coloquemo-nos em unidade de coração e propósito a trabalhar com todas as nossas forças e empenho para salvar nossa posteridade e reunir os santos de Deus como advindo de seu propósito original, construindo comunidades onde nós, santos do Segundo Convite, sendo “movidos por uma causa mais elevada, na qual irmão vela por irmão e a igreja de Deus vela por todos os seus membros, possamos nos mostrar verdadeiros discípulos de nosso Senhor Jesus Cristo e sejamos representantes dignos de seu nome entre um mundo corrompido e deturpado.” — Atos dos três Nefitas 10:1.

10 Esclarecido isso, desejo convocar aqueles que creem em mim a se comprometerem com o Senhor em darmos início a tão almejada “Ordem Unida”, para obtermos as devidas condições necessárias para suportar os tempos de grandes tribulações que advirão conforme nos foi revelado pelo Senhor, para que não sejamos contados entre aqueles que a Revelação de D&C 101:7-8 diz: “Foram vagarosos em atender à voz do Senhor seu Deus; portanto, o Senhor seu Deus é vagaroso em atender às suas orações, em responder-lhes no dia de suas tribulações. No dia de sua paz, trataram com leviandade meus conselhos; mas, no dia de suas tribulações, buscaram-me por necessidade”. — Comparar com a Revelação, versículo 18.

11 Aqui está, então, o que o Senhor exige de nós, neste momento, que cumpramos as palavras de Jesus no Livro Selado, uma vez que o anjo Morôni me mostrou, e também às três testemunhas, que faríamos o trabalho de Alma neste segundo convite. Tal trabalho está claramente delineado a nós em Atos dos Três nefitas 13:2-5 “para que as palavras de Mosias possam servir de referência ao meu povo na plenitude dos tempos’”.

12 Sendo assim, como transcrito no livro selado, “o livro de Mosias deixa claro que Alma (que prefigura Maurício na plenitude dos tempos) iniciou a Ordem de Enoque novamente entre o povo da Igreja de Cristo, em seus dias, quando ordenou que seus membros compartilhassem seus bens, cada um de acordo com suas posses. E, isso, ele lhes disse por ordem de Deus; porque ele (Maurício) recebeu revelação dele; e assim eles andaram bem diante de Deus, ouvindo seu profeta, ajudando um ao outro, tanto material como espiritualmente, de acordo com suas necessidades.

13 E aconteceu que, depois de algum tempo (de eles estarem mutuamente se ajudando), Alma e seu povo foram empurrados para o deserto, assim como meu povo na plenitude dos tempos também será levado ao deserto - onde Deus, o Pai, provará a qualidade de sua fé nestas palavras (que diz respeito ao Convênio da Ordem Unida), com o propósito de transformar, purificar e preparar Seu povo para a obtenção de sua herança na parte final dos tempos. —D&C 101:12-18

14 Mas, depois chegaram a uma terra muito bonita e agradável, uma terra de águas puras, que havia sido ‘preparada previamente para recebê-los’; e, assim que chegaram a esta terra e armaram suas tendas, eles ‘começaram imediatamente’ a cultivar o solo e a construir edifícios, em ser um povo industrioso e trabalhador”.

15 Bem, irmãos, irmãs e amigos que estão a ler esta conclamação, eis que um leitor sábio, ao lê-la com perspicácia e detida atenção, saberá por si mesmo, mediante eventos que nos cercam agora, quais prenúncios da coisa repugnante da qual falou Jesus no contexto de Mateus 24:15, que devo, como Alma, iniciar imediatamente os preparativos para estabelecer a “Ordem Unida” e erguer uma comunidade independente e autossuficiente dentre os santos do segundo convite, a fim de ‘previamente termos um local preparado para recebê-los’ quando então, formos empurrados para o deserto, assim como descrito no registro de Atos dos Três Nefitas 13:5.

16 Por outro lado,  vos digo que além de fazer uma leitura concisa dessas coisas que vos escrevo a fim de saberem por si mesmos, mediante os eventos que nos cercam, que essas minhas palavras são coerentes e verdadeiras, vos convido a meditardes sobre isso em vossos corações e vos exorto, assim como Moroni, a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de seu filho, Jesus Cristo, se estas coisas não são verdadeiras e, assim como nos é prometido no texto de Moroni 10:4, eu vos asseguro que não mais sabereis somente por vosso intelecto, mas sabereis também pelo poder do Espírito Santo que se derramará em seus corações confirmando-vos a veracidade dessas minhas palavras.

17 Segue abaixo o plano delineado para iniciarmos os preparativos deste gigantesco projeto — Ver Alma 37:6-8

18 Primeiro, se faz necessário, conforme o estatuto da Igreja de Cristo delineado a nós no texto de Atos dos Três Nefitas, capítulo 9, versículo 1, no que diz respeito à administração da lei da consagração entre seus membros – “Chamar cada família de acordo com seus desejos” e determinar sua mordomia. — O que estou fazendo agora convosco através deste e-mail.

19 E agora, irmãos, irmãs e amigos, permitam-me sugerir para vossa consideração que se atentem não somente ao convite que está sendo proposto aqui nessa conclamação aos santos, mas sim, no propósito que está sendo estabelecido cuidadosa e sabiamente pela direção dos céus, de que nossos irmãos e irmãs na fé e aqueles que simpatizam com a mensagem do Livro Selado, os quais se encontram espalhados por diversas nações neste momento, compreendam o espírito de coligação nesta mensagem que vos chega endereçada por mim, Maurício Berger, através deste e-mail, pois haverá um tempo que todos nós seremos empurrados para o deserto, o que, simbolicamente representa um lugar sem recursos para viver, contudo, se estivermos preparados, assim como o povo de Alma, haverá locais previamente organizados para servir-nos de refúgio e amparo, nos quais Deus nos proporcionará paz, segurança e tranquilidade, enquanto o mundo inteiro estará gemendo com suas dores.

20 Os que são do América do Norte e do Sul e de países distantes da Europa serão estabelecidos entre os Santos do Brasil, em pontos que chamaremos de estacas de Sião, em comunidades, assim como era nos primórdios da restauração, que organizaremos em lugares seguros, longe das cidades e, portanto, tranquilos para sobrepujarmos aos anos de tribulação que advirão sobres as cidades em geral. Contudo, com o uso da “tecnologia 5G” que está às portas dessa nova década, erigiremos não somente algumas comunidades onde alguns santos vão morar em paz e união, mas estaremos, assim como descrito inicialmente no “Arauto do Segundo Convite Volume 1, Artigo 2 – Junho de 2019, Versículo 37”, dando início a verdadeiros centros acadêmicos, cujo objetivo principal será estabelecer estruturas físicas apropriadas a capitação e difusão do mais amplo conhecimento que possa existir nas áreas que comportem o desenvolvimento do intelecto humano, nas quais serão ensinados pelos melhores livros, cujo corpo de ensino extraído destes livros, comportará todas as áreas de conhecimento que nos possibilitem evoluir como cidadãos de Sião, as quais nos permitirão preparar para as gerações futuras de Sião e suas estacas os melhores cidadãos que a nova era há de englobar, antes que Deus nos prepare um meio pelo qual possamos retornar à estaca central de Sião, no Condado de Jackson, Missouri, pois assim como está escrito, "Sião não será removida de seu lugar, ‘apesar de seus filhos estarem dispersos’ e os que permanecerem e forem puros de coração ‘retornarão para suas heranças, eles e seus filhos’, com cânticos de eterna alegria, ‘para edificar os lugares desolados de Sião’ (D&C 101:17-18). — Para acessar o Arauto do Segundo Convite basta clicar no link abaixo: http://olivroseladooficial.org/arauto-do-segundo- convite-volume-1-artigo-1-junho-de- 2019/#HeraldV1A2

21 Portanto, meus queridos irmãos, irmãs e amigos do Projeto Sião, para que possamos estar prontos e qualificados para sobrepujar esses dias de calamidade que se abaterão sem piedade sobre a humanidade, temos, antes de mais nada, que estarmos desejosos de participar nesse projeto como se fosse a construção da arca de Noé, a fim de servirmos de instrumento para nossa salvação e a de nossas famílias, quando então estes dias e suas calamidades forem abreviados por causa dos escolhidos de Deus. — Mateus 24:21-22

22 Que as circunstâncias em que nos encontramos agora, sirvam para despertar em nossos espíritos um sagrado senso de comprometimento para com os desígnios de nosso Pai Celestial em relação a sua obra na Terra e, acima de tudo, uma responsabilidade solene para com todos os nossos irmãos e irmãs, e que por isso, nada vos faça pensar de forma negativa, havendo "resmungos em vosso meio, assim como ocorreu nos dias de Moisés, porquanto não podemos conceber em nossa maneira de pensar, meio mais eficaz para designar a este povo suas porções, de acordo com suas famílias e de acordo com suas carências e necessidades”, quando nos sobrevierem estas calamidades, se não for por meio de uma Ordem previamente organizada de acordo com a direção dos céus. — Atos dos Três Nefitas 9:13.

23 Porém, quero lembrá-los que “Pela fé Noé, quando divinamente orientado acerca dos acontecimentos que ainda não podiam ser vistos, movido por santo temor, construiu uma arca a fim de salvar sua família...” — Hebreus 11:7.

24 E que, “de igual modo, Ele (Deus) não poupou o mundo antigo quando abateu o Dilúvio sobre aquele povo ímpio, entretanto preservou Noé, proclamador da justiça, e mais sete pessoas”. — 2 Pedro 2:5.

25 Com isso em mente, não pensemos em quantidade, pois se Deus consentiu em acabar como um mundo inteiro nos dias do dilúvio, preservando apenas oito pessoas, por que deveríamos pensar que Ele agora preservaria toda a raça humana, a qual, trata seus conselhos com leviandade?

26 A princípio, o que lhes proponho não deve ser encarado como um jugo de ferro que vos obriga a participar no programa da “Sagrada Ordem”. Em vez disso, deve ser visto como um forte vínculo de amor e unidade, a fim de promover agora, enquanto ainda há tempo, um esforço conjunto antes que o mundo esteja cheio de confusão e iniquidade, para que possamos estar seguros, por cujo plano, que anteriormente havia sido projetado pelos céus, nos proteja totalmente nestes dias de infortúnios e angústias que certamente sobrevirão sobre a humanidade. — Atos dos Três Nefitas 13:4

27 Como é do conhecimento de todos os santos do segundo convite, o dízimo é o princípio de fé na lei menor, dada ao povo de Israel como um evangelho preparatório de uma lei Celestial (D&C 84:26) a qual só poderá existir entre o povo do convênio mediante consagração (como era o propósito original do Senhor, Êx. 32:29; At. 2:44–45; 4 Né. 1:3), e “a não ser pelos princípios da lei do reino celestial”, assim como descrito em D&C 105: 5, “Sião não pode ser edificada”.

28 Conclamo, portanto ao povo deste segundo convite a iniciar imediatamente a consagração, ainda que parcial de cada família, assim como ensinado em Atos dos 3 Nefitas 9:2-3 que diz: “a principiar pelo dízimo exigido na lei de Moisés e assim, progressivamente, até o montante que cada um consentia dar em seu coração, sem que houvesse ressentimento, conforme lhe era compreensível à Ordem proveniente da lei Celestial. Não obstante, muitos que começaram consagrando apenas o dízimo de tudo que possuíam e continuamente a entregar o dízimo de tudo que produziam no decorrer de suas vidas, passaram ao longo do tempo, a aumentar sua consagração, até que muitos o fizeram em sua plenitude, mas cada qual, em seu devido tempo e entendimento e, dando apenas o montante que se comprometiam dar, fosse tudo que tinham e produziam, ou apenas a metade disso, ou mesmo um terço, não lhes era imposto nada; mas, todos que tinham o desejo de participar, eram aceitos na Ordem, de acordo com seus anseios e necessidades.”

29 Em vista disso, aqueles que nem o dízimo puderem ofertar, mas tiverem em seus corações o desejo de participar, iniciem com o quanto puderem, até que possam conseguir viver o mínimo exigido pela Lei Celestial. Mas uma vez que houverem se comprometido com essa sagrada ordenanaça, lhe aconselho a não recuar jamais de vossa decisão, visto que sua consagração não acontecerá com um único gesto ou alguns momentos em que você decidir fazer sacrifícios pessoais para obter uma bênção celestial. Nesse caso, se você não estiver disposto a entrar em uma aliança eterna com Deus, sugiro seguir o que o livro de Eclesiastes 4: 4-6 diz, porque a Consagração, diferente de tudo o que nos é apresentado pelo evangelho preparatório, é um convênio eterno, por cujo processo, devemos ter uma atitude contínua e constante em relação a tudo o que nos propusemos a oferecer a Deus para promover o Reino dos Céus na Terra.

30 Sei que muitos estão prontos, assim como me foi revelado pelo Pai, a se comprometerem de alguma forma com essa lei Celestial, a fim de promoverem sua   obra na Terra. Todavia, é importante ressaltar mais uma vez que o Convênio uma vez firmado não deve ser quebrado! Portanto, é aconselhável que as famílias se reúnam antes de se comprometerem com o valor que desejam alocar para essa "tão nobre causa" que será a Ordem Unida, sem que haja sentimento de coerção ou ressentimento em vossos corações em relação a esse convênio perpétuo, podendo assim fazer usufruto da proteção que haverá nas estacas de Sião, as quais as comunidades da Ordem Unida começarão a construir com esses recursos.

31 Solicito, portanto, aos que desejam participar, que me envie um email separado deste, para este novo endereço eletrônico criado para essa finalidade, elderberger@protonmail.com, constando local onde mora, nome dos membros da família, valor a ser destinado e a partir de qual mês passará o mesmo a ser fornecido mensalmente ao Projeto Sião, para que o Sumo Conselho possa manter um registro conjunto dos valores recolhidos dos demais membros espalhados pelo mundo todo, a fim de ter condições de iniciar o planejamento e programar a execução da tarefa de acordo com essas informações. — Após receber seu e-mail com as devidas informações, eu irei informar-lhe como deve proceder em relação ao deposíto do mesmo.

32 As igrejas que conhecemos da restauração nunca foram capazes de implementar com êxito a Ordem Unida, porque sempre davam a impressão a seus membros de que os mais ricos seriam nivelados em condições humildes com os menos abastados. No entanto, quero enfatizar que sempre que as escrituras se referem a pessoas que, como a sociedade, aprenderam a viver em sua plenitude uma lei de consagração, elas se tornaram um povo próspero e não empobrecido, um povo cuja natureza é rica em abundância para todos, visto que lemos em 4 Néfi 1: 3 “que não havia pobres entre eles”. Agora, se não havia pobres, é porque todos, de certa forma, eram ricos com o que tinham. — Então, no final, ninguém perde, mas todos igualmente vencem.

33 Nossa crença aumentará e multiplicará nossos recursos, pois expandirá e reunirá os remanescentes das igrejas restauracionistas ao nosso redor, uma expansão que já podemos ver em cada conferência que ocorre e, assim, resgatar os corações dos filhos e filhas de Sião através de uma Ordem Unida, como foi nos dias de Enoque, que induzirá todos os que sinceramente seguem seus princípios, previamente estabelecidos no Livro Selado, a cultivar primeiro justiça e equidade em seus corações e, em segundo plano, arar e cultivar a terra e produzir trigo, arroz, frutas e legumes; construir criadouros e obter carne, lã, ovos, leite e seus derivados e peixes obtidos dos rios e do mar para extrair nosso meio de subsistência da terra, já que este será nosso principal meio de subsistência comunitária, mesmo que alguns dos irmãos e irmãs permaneçam nas cidades, empregados em seus próprios empreendimentos, os quais também serão criados de acordo com suas aptidões pela "Ordem Unida", porém, utilizando esses elementos cultivados na natureza, de acordo com seus desejos e necessidades.

34 É nosso dever ser ativo e diligente na organização dos preparativos para erguer essa Ordem Sagrada e, em breve, ter ao nosso alcance tudo o que pudermos para nos sustentar, inclusive teremos de enviar elderes para trabalhar nas encostas dos rios que descem das montanhas a fim de coletar riquezas escondidas em suas margens, de acordo com o conhecimento que temos agora e a sabedoria que podemos obter do céu por meio de nossa fidelidade a Deus, o Pai Eterno.

35 Dessa forma, o Senhor, nosso Deus, nos abençoará grandemente quando a colheita chegar, se tevermos silos de armazenamento para preservar nossos grãos e preservar o trigo até que, como aconteceu nos tempos antigos, após os sete anos de escassez que se passaram, nos dias de José do Egito, haja recursos entre nós para acolher aqueles que não fazem parte de nossa religião, mas que virão a nós em busca de paz e segurança.

36 Temos que fazer isso, irmãos e irmãs, e agora estou abordando especificamente os santos deste segundo convite, temos que começar a expandir as fronteiras de Sião imediatamente e ter recursos suficientes para criar uma gráfica, o que, segundo Morôni, é o princípio da "Ordem Unida", com o objetivo de publicar folhetos e livros e enviar missionários para pregar o Evangelho a fim de cuidar e preparar pessoas para viver em comunidades. Pouco a pouco, teremos alguns lugares de refúgio para entrar, e lá receberemos as bênçãos do céu, e tudo isso só será possível através da obediência que agora empregarmos à lei da consagração.

37 Por fim, deixo aqui minhas palavras transcritas no “Arauto do Segundo Convite Volume 1, Artigo 2 – Junho de 2019, Versículo 46 e 47”, que diz: “Irmãos e irmã, amigos e amigas simpatizantes desta obra que se inicia entre nós, não se permitam afligir seus corações em razão de nossa humilde condição comparada a grandeza das igrejas da restauração que nos cercam. O Senhor profetizou que seriamos como uma choupana em meio a uma horta de pepinos cercados por grandes e suntuosos templos, mas que ao seu devido tempo, o pequeno tornar-se-á uma nação forte (Isaias 1:8; 60:22). Portanto, não vos aflija o coração por fazer parte agora de algo tão pequeno e, aparentemente insignificante neste momento na história da restauração, porquanto a organização celestial de Jeová nos assegura que mais são os que estão conosco, do que com eles.

Eles, os anjos de Deus, sempre quiseram que nós humanos soubéssemos disso – que eles estão entre nós e que aqueles que compreenderem a mensagem desse segundo convite prefiguram a separação do trigo e do Joio. Quem não vai querer participar de tão nobre causa? E você, de que lado pretende estar?” http://olivroseladooficial.org/arauto-do-segundo- convite-volume-1-artigo-1-junho-de- 2019/#HeraldV1A2

P.S. — Irmãos e irmãs, vamos nos esforçar para construir essa simbólica arca de Noé, primeiro para o benefício dos nossos entes queridos assim como de todas as famílias que abraçaram a nossa fé e, por último, a todos aqueles que poderemos ajudar conjuntamente. Lembrame-nos dos prioneiros da restauração e o quanto eles sacrificaram para ver aquilo que nós iremos efetuar, mediante conhecimento que nos foi revelado com o Livro Selado. Por essa razão, nossa união deve ser mais forte que a deles, para que nunca seja desfeito por nossa falta de comprometimento o legado que deixaremos para as futuras gerações. Transmito essa conclamação a todos os que crêem na plenitude do Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e autorizo de antemão, que esta epístola seja lida e transmida a todos os irmãos, irmãs e simpatizantes do segundo convite, a quem este e-mail não alcançou. Vosso irmão e indigno servo e co-ajudante de nosso Senhor Jesus Cristo,

MAURÍCIO ARTUR BERGER


PortugueseHeraldBanner

Volume 5, Artigo 4 - agosto de 2021 (Escrito por João Vendimiatti)


O Sacramento da Santa Ceia do Senhor

Os alunos da Escola de Profetas no nível inicial já aprenderam sobre os diferentes simbolismos que representam os emblemas sacramentais, sendo o pão, o corpo de Cristo, ou seja, a Igreja e a promessa que fizemos no batismo de nos amar, de consolar os que necessitam de consolo, chorar com os que choram e servirmos de testemunhas de Cristo em todos os lugares. O sangue representa o amor incondicional de Cristo e nosso caminho para a purificação dos nossos sentimentos por meio do amor incondicional e dos demais sentimentos derivados do nome de Deus. E essa é a primeira preparação, que eu chamo de Preparação Intelectual, ou seja, o conhecimento sobre o significado dos emblemas, rituais e simbolismo da ordenança.

Aos alunos que estão no nível 2 da Escola, terá nessa aula como uma continuação do curso curricular. Devido a importância do tema e, expressando o desejo de nosso amado profeta que gostaria que a reunião sacramental pudesse ser melhor compreendida pelos membros do Segundo Convite, resolvemos que seria muito oportuna a realização dessa aula especial para todos os membros para que pudessem compreender a magnitude da ordenança do sacramento.

Primeiro, devemos compreender a situação da humanidade terrena em relação ao Céu: LSM 4:46

“46 E aconteceu que o Deus do céu olhou para o restante do povo e chorou; e Enoque deu testemunho disso, dizendo: como podes chorar, sendo santo e eterno para todo o sempre? Se fosse possível ao homem contar as partículas da Terra, sim, de milhões de Terras como esta, não seria sequer o princípio do número de tuas criações; e o véu do esquecimento ainda está estirado e, contudo, és tu misericordioso e bondoso para conosco, os filhos do homem, vindo a tomar Sião para Teu próprio seio; e a misericórdia resplandece diante de tua face com lágrimas nos olhos mediante o que eu estou vendo; e não terá fim a tua compaixão, assim como não há fim no teu reinado. Como é que podes chorar?”

Como é que podes chorar? Por que Deus chorou? Vamos pensar por um momento sobre essa pergunta. Enoque ficou espantado que um Ser tão poderoso, eterno e amoroso como Deus pudesse estar chorando por miseras criaturas.

A resposta vem em sequência:

“47 O Senhor disse a Enoque: Olhe para estes teus irmãos; eles são obra de minhas próprias mãos; e Eu lhes dei seu conhecimento no dia em que os criei; e, no Jardim do Éden, dei ao homem seu arbítrio e Eu também dei o mandamento de que eles deveriam amar uns aos outros e que eles deveriam me escolher seu Pai; mas eis que eles não têm afeição por mim, seu Criador e eles odeiam sem qualquer razão a sua própria espécie. Como, pois, poderei Eu, o Senhor, mostrar a eles os reinos de outras moradas e a existência de outros mundos? Constantemente, o fogo de minha indignação está aceso contra eles e, em meu ardente descontentamento, enviarei um dilúvio sobre a Terra; para lavar as imundícies que o homem tem feito contra o seu irmão e apagar, para sempre, da face da Terra seus tratos com os filhos de Deus e seus descendentes; e as combinações secretas da Ordem Maã.

49 Mas eis que Satanás será seu pai; e os demais sentimentos derivados da angústia, que são os frutos do espírito procedente do maligno, será seu destino; o qual se derrama sobre os filhos dos homens por seu apego aos sentimentos opostos aos verdadeiros dons derivados do Espírito Santo de Deus, e todo o céu chorará sobre eles, sim, toda a obra de minhas mãos."

Percebem irmãos? Estamos impregnados com os maus sentimentos procedentes da Ordem Maã. Estamos na miséria espiritual e podemos ver isso para todos os lugares que olhamos, inclusive dentro de nós mesmos.

Embora o Pai seja Amor incondicional, o Pai também é justiça. Os maus sentimentos da humanidade devem subir aos céus e causar horror. Olhem para as manchetes, olhem o preconceito, a homofobia, o racismo, o sexismo, a descrença, a ingratidão, o orgulho, além da falta de empatia, de amor e compaixão que permeiam a humanidade. E se não fosse pelos poucos escolhidos toda a humanidade seria destruída.

A humanidade deveria ser varrida da Terra, como o próprio Pai diz. Você, eu, sua mãe, teu filho, todos que você ama e tem um carinho especial, todos deveriam ser destruídos por causa da maldade de nossos próprios corações.

Porém houve uma pessoa que implorou ao Pai, que se propôs a si mesmo vir até esse planeta e redimir todos aqueles que lhe dessem ouvidos:

54 E meu Unigênito implorou diante da minha face; portanto, Ele sofre pelos pecados do mundo, desde que se arrependam no dia em que meu Escolhido voltar para mim; e, até esse dia, eles estarão em processo probatório de constante oposição em todas as coisas. Por esse motivo, pois, Eu, Deus, choro continuamente pelos filhos do homem; e chorarão os céus, sim, e toda a obra de minhas mãos gemem por libertação, por causa do pecado de Adão; porque trouxe, juntamente consigo, maldição sobre a Terra e seus frutos.

Jesus pagou o preço mais alto do universo por nós, para que pudéssemos ser redimidos. Para que a justiça pudesse ser satisfeita e a misericórdia pudesse ser aplicada. E isso nos faz compreender um dos papéis de Cristo, o de ser nosso Advogado junto ao Pai:

Em D&C 45 Jesus menciona uma petição que ele fez pessoalmente ao Pai em nosso favor:

3 Ouvi aquele que é o advogado junto ao Pai, que está pleiteando vossa causa perante ele —

4 Dizendo: Pai, contempla os sofrimentos e a morte daquele que não cometeu pecado, em quem te rejubilaste; contempla o sangue de teu Filho, que foi derramado, o sangue daquele que deste para que fosses glorificado;

5 Portanto, Pai, poupa estes meus irmãos que creem em meu nome, para que venham a mim e tenham vida eterna.

Jesus está literalmente dizendo que a paciência do Pai com a humanidade já se exauriu ou está bem próximo disso e que por Ele, já teria destruído tudo. Mas Jesus, pelos méritos que ele conquistou na cruz, intercede por nós e pede que sejamos poupados.

Quero que todos fechem os olhos, vamos fazer um exercício mental, quero que imaginem a pessoa que vocês mais amam. Quero que todos nós, por um minuto, possamos compreender um pouco a mente de Deus.

Quero que você, nesse momento, pense na pessoa que você mais ama nesse mundo, seja seu filho, sua esposa, sua mãe, sua avó que lhe criou, seja seu irmão ou irmã, tia ou primo. Pense o quanto você é grato por essa pessoa, pense em todas as coisas boas que ela fez para você, em todos os momentos felizes que vocês tiveram e quanto amor e dedicação existe nessa relação.

Agora imagine você está com essa pessoa em um jantar, você está reunido com ela e com diversas outras pessoas que você ama. Pensem na felicidade desse momento, na harmonia que todos estão sentindo. Agora quero que vocês visualizem que, essa pessoa que você ama está tendo a última refeição da vida dela com você. Dentro de alguns minutos ela terá que escolher ser morta no lugar dos demais membros da sua família. Você não quer isso, você sofre com essa revelação, mas não há nada que você possa fazer para impedir, a roda do destino já girou, a morte dela já está decretada e essa é a última refeição da pessoa que você mais ama e o último ato dela foi a demonstração de amor incondicional por você e os demais membros da família. Ela vai morrer por culpa de vocês e em vosso lugar.

Como um ato de lembrança, você, de tempos em tempos, realiza um jantar em família, lembrando o que essa pessoa fez por toda família. O amor que ela demonstrou. O sofrimento dela, a morte dela, a ausência da presença do teu filho, da tua mãe, do teu pai, da pessoa que você pensou. Ao fazer o “brinde”, em memória dessa pessoa, um dos membros da família está rindo alto, está assistindo futebol na televisão, outro está discutindo com a namorada no quarto. Outro está digitando no celular. E quando você se dá conta, apenas você está compenetrado na lembrança do sacrifício e da perda do seu ente querido. Qual seria a sua reação?

Esse é o sentimento do Pai, que deu seu filho amado para sofrer por nós mas nós tratamos a lembrança dessa ocasião apenas como uma cerimônia mecânica.

Esse ato de lembrança não pode ser mecânico, a morte da pessoa que lhe faz falta deve ser algo a ser lembrado, a gratidão por você estar vivo, por todo o restante da família estar viva.

O respeito, a reverência pelo ato que a pessoa fez por amor a você e sua família, deve ser observado.

Esse é o primeiro ponto para entender o sacramento, a dor e o amor envolvido no ato de Cristo e a reverência e respeito que devemos nos portar nesse momento.

Jesus está atuando como advogado, pleiteando a nossa causa e como agradecemos? Nós comemoramos o sacramento para mostrar ao Pai nossa gratidão pelo Salvador, e mostrar ao Salvador, que o amamos pelo que fez a nós.

Esse é o momento mais sagrado que acontece em todo o mundo, ali, naquele momento, estamos à mesa com nosso irmão, amigo, advogado e salvador, Jesus Cristo. Lembrando com ele, a última refeição que Jesus fez com seus amigos, pouco antes de dar a sua vida por todos nós.

Essa é a preparação que devemos ter em nossos sentimentos antes da reunião e durante a cerimônia. Essa preparação deve começar mesmo antes da cerimônia, tal como teríamos em nosso coração mesmo antes do jantar para lembrar da pessoa amada, durante todo aquele dia, a memória do ato dela por nós.

Essa é o que eu chamo de Preparação Emocional ou Preparação dos Sentimentos”.

Outra preparação necessária é a Preparação Física. Devemos preparar todo o ambiente que será usado, limpar a casa, deixar a mesa ou suporte aonde os emblemas irão repousar durante a cerimônia limpos e arrumados, vestimentas limpas e todo o mais que haveria em nossa casa, vestuário e aparência caso estivéssemos celebrando a memória da pessoa amada que pensamos anteriormente.

Imaginemos agora, se esse jantar de memória pela pessoa amada que perdemos, fosse realizada na casa de um parente. E chegando lá, a casa estivesse suja, todo mundo cuidando dos seus afazeres e poucos se importando com a celebração daquela memória. Na hora marcada, todos sentam a mesa, comem e cada um vai pra sua casa, como um dia comum. Sim, haverá um sentimento de tristeza em nós, pois aquele ato já está sendo tratado como algo sem importância, mecânico. A preparação adequada começa em nosso coração, mas também deve ser estendida ao nosso redor, ao nosso ambiente para criar o clima propício que a solenidade merece. Não estou falando sobre roupas caras, sobre utensílios caros ou uma mesa cara, mas uma mesa limpa, uma casa limpa e arrumada e um ambiente agradável para recebermos a visita de nosso Salvador em nosso lar, em nossa ceia sacramental.

Agora que compreendemos um pouco mais da preparação emocional e física, precisamos compreender a Preparação Espiritual. A Preparação Espiritual é a junção de todas as preparações anteriores somado aos sentimentos elevados do nome de Deus em nossos corações. Como já ensinado, o sacramento é um momento sagrado, comemorado com família (o corpo de Cristo) e com pessoas que estão lá que amam a nós, ainda que não sejam familiares (aqueles que estão sinceramente buscando o reino). Não vamos chamar para uma ação solene como essa, desafetos, pessoas que não se importam, curiosos, pessoas que não vão respeitar a solenidade. Como também é necessário que os próprios membros da família busquem valorizar a memória daquela pessoa que partiu. O mesmo se dá com a reunião sacramental. Nela devemos lembrar que devemos cessar imediatamente criticar nosso irmão, ver as coisas ruins deles, mas procurar ter empatia, exaltar suas melhores características, devemos fazer o possível para ajudar nosso irmão e irmã. A pessoa que deu a vida pela família, não o fez pelos defeitos de cada um, mas um amor incondicional pelo que há de melhor em cada membro da família. Chega de fofoca, chega de pensar mal de um irmão porque ele conseguiu trocar de carro, porque ele conseguiu um emprego melhor, porque ele alcançou alguma benção. Chega de pensar mal um dos outros. Assim como uma família deve se manter unida e alegrar uns com os outros, apesar dos defeitos de cada um. Um casamento não subsiste se os cônjuges com frequência reclamam um do outro, se acham falta um no outro, se falam mal um do outro para terceiros. Devemos ser rápidos em nos perdoar, em nos ajudar. Enquanto estivermos falando mal um dos outros e nutrindo maus sentimentos uns pelos outros, estamos profanando a cerimônia e a memória daquele que deu a vida por nós.

Assim, poderemos participar da cerimônia em lembrança do ato de Cristo.

Agora precisamos entender as consequências de realizar a ordenança sacramental da Santa Ceia da forma correta. Sem ela, não teremos acesso ao poder de Deus. E observar isso é importante a todos os que queiram acessar os poderes do céu.

O Pai disse isso a Joseph Smith: D&C Seção 84:19-21

19 E esse sacerdócio maior administra o evangelho e contém a chave dos mistérios do reino, sim, a chave do conhecimento de Deus.

20 Portanto, em suas ordenanças manifesta-se o poder da divindade.

21 E sem suas ordenanças e a autoridade do sacerdócio, o poder da divindade não se manifesta aos homens na carne

E especificamente sobre o Dia do Senhor e o Sacramento, o Livro Selado diz em Atos 3 Nefitas 12:24:

24 Ó, povo de minha igreja, vós com quem Meu nome será levantado, sim, como um estandarte entre as nações na plenitude dos tempos, de uma vez por todas, deveis entender que a relação entre o sétimo dia e o povo de Deus é o cerne de toda a verdade do meu evangelho desde antes da fundação do mundo, até o seu fim e que está perpetuamente entrelaçada com o sacramento da santa ceia que instituí entre os meus apóstolos antes de sair de Jerusalém.

Esse é um aviso para nós. Para que compreendamos de uma vez por todas o cerne do Evangelho de Cristo. E assim possamos levantar o nome do Pai como um estandarte para as nações. Isso significa que devemos ser o exemplo do amor incondicional para todas as nações, abundando em nós os bons sentimentos que são as derivações do nome de Deus.

Conhecemos, por meio do Livro Selado, que o nome de Deus é invocado por meio do Amor Incondicional e os sentimentos elevados que derivam desse amor. Essa ordenança é a chave para invocar os poderes do Céu, realizar milagres, curas, transpassar as leis do mundo, pois tudo é sujeito ao poder de Deus.

Meu apelo, é que de hoje em diante, os membros do convênio possam, de uma vez por todas, observar todas essas preparações, compreender e viver esses princípios em nossos corações, para verdadeiramente sermos purificados e contados como verdadeiros adorares de Cristo e não mais como meros cerimonialistas.

Assim, como Patriarca designado pelo Pai, eu vou prometo que ao realizar o sacramento da forma correta, terão em abundância o poder de Deus para romper todas as barreiras do mundo físico e nada lhes será impossível pois os poderes do Céu, o Espírito Santo de Deus, será abundante em nós, o Corpo de Cristo e, poderemos então, galgar os passos para sermos um povo de um só coração e mente, e assim, poderemos andar com Deus novamente. E essa promessa vos faço em nome de Jesus Cristo, o filho unigênito do Pai, que fez esse sacrifício de amor incondicional e atua como nosso advogado junto ao Pai. Amém.

pt Português
X