Arauto do Segundo Convite Volume 7 – outubro de 2021

Artigo 1: O Padrão Estabelecido Por Deus - (escrito por Maurício A. Berger)

Artigo 2: A MESMA FÉ DO IRMÃO DE JAREDE - (escrito por Coriolano Pacheco)

Artigo 3: Testemunho de Kelvin Henson - (escrito por Kelvin Henson)

Artigo 4: Maná da Manhã: Trazer a verdade à luz - a bênção de Deus para os videntes- (escrito por Peter Gould)

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Volume 7, Artigo 1 -outubro de 2021: escrito por Maurício A. Berger

O Padrão Estabelecido Por Deus

1 - Somos, de muitas maneiras, um grupo privilegiado entre os santos dos últimos dias, porque nos foi dado a capacidade de ver no escuro e entender o que nossos irmãos da Igreja não percebem, não se permitem acreditar, nem aceitar, mesmo que essa história seja uma ínfima possibilidade de ser verdade, porque fere suas crenças habituais.

2 - Sem dúvida, ainda que eles se permitam, mesmo que por curiosidade em pesquisar o surgimento desse grupo devido à porção selada das Placas Mórmons, muitos continuarão apegados aos preceitos humanos sobre esta questão de natureza profética nos últimos dias, em que se pode ler em 2 Néfi 27:21-26 que aquele a quem o Senhor chamar para ler as palavras deste livro selado, se dirigiria a um povo de coração duro, cujos líderes dirão que tudo está indo bem em Sião, que Sião prospera (2 Néfi 28:21, 24-31), e que eles iriam negar essas coisas quando começassem a ocorrer entre eles.

3 - De maneira clara e inequívoca, a profecia descrita nesse contexto indica que ele não seria um líder da Igreja, exatamente como nos é ensinado nos meandros da sociedade dos santos dos últimos dias.

4 - Joseph nos ensinou que "é inerente ao ser humano estabelecer limites e restrições para as obras e para o modo de agir do Todo-Poderoso". — History of the Church, volume 5, pp. 529–530

5 - Argumentar que somente o Presidente das Igrejas da Restauração podem traduzir a parte selada profetizada em 2 Néfi 27 no Livro de Mórmon é o mesmo que impor limites ao Todo-Poderoso e determinar qual deve ser a sua maneira de agir, ignorando o que nos mostra o versículo 23 que diz: "Porque eis que eu sou Deus; e sou um Deus de milagres; e mostrarei ao mundo que sou o mesmo ontem, hoje e para sempre; e não trabalho com os filhos dos homens a não ser de acordo com sua fé", e no verso subsequente ele revela que "Outra vez", assim como ele fez no passado, chamaria a alguém que seria de igual forma aos seus profetas nas dispensações anteriores, desacreditado por seu próprio povo nos últimos dias.

6 - Joseph, ao traduzir a Bíblia, especificamente o texto de II Tessalonicenses 2:2–9, ensinou sobre Deus permitir o engano ao dizer que: "antes da vinda de Cristo, viria uma apostasia na restauração e se manifestaria o homem do pecado", a quem ele chama de filho da perdição (porque conduziria Sua igreja a perdição nos últimos dias), sendo que no versículo 7, ele menciona que o mistério da injustiça opera (no meio da igreja) e que ele opera somente porque "Cristo permite-lhe operar", até que se cumpra o tempo em que do caminho ele seja tirado (mostrando ser este homem da perdição alguém que estaria na liderança da igreja, porque deste meio ele será tirado), quando então o versículo 8 diz que será revelado aquele iníquo que (vers. 4) se assenta, "como Deus, no templo de Deus" e, como somente o presidente da igreja se assenta hoje na posição mais elevada, e quase que venerado como um Deus pelos membros da Igreja, sem jamais inibir tal ação, assim como deveria ser, pressuponho que este homem, a quem (vers. 8) "o Senhor desfará pelo assopro de sua boca e aniquilará pelo esplendor de sua vinda" é sem dúvida alguma, aquele que ocupa o posição de presidente da igreja, que não mais corresponde ao autêntico Evangelho que por Joseph Smith Junior fora restaurado no século XIX.

7 - Sim, o Senhor, Jesus Cristo, (vers. 9) cuja vinda "não ocorrerá até que haja uma apostasia" na igreja restaurada na parte final da plenitude dos tempos, pela obra de Satanás (que já está havendo desde a morte de Joseph e Hyrum Smith nos meandros da restauração), com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, a fim de conduzir todos, se possível, a perdição.

8 - Essa tendência, contudo, não é algo novo, e de certa forma, "permitir esse engano, sempre foi o método usado por DEUS para testar seus eleitos". Somente assim, Ele pode saber quem são seus Sadraques, Mesaques e Abdnegos dentre seu povo.

9 - Não obstante, para se acender esse fogo novamente, e de forma mais intensa que as anteriores, requer primeiramente que avaliemos o surgimento do Livro Selado por nós mesmos, em conformidade com a promessa de Moroni "de que podemos saber por si próprios a verdade de todas as coisas mediante uma sincera oração".

10 - Não podemos nos permitir, com tantas informações que advém das obras padrão de nossa fé disponível atualmente em todos os lares do Mormonismo, em sermos enganados pelos preceitos dos homens que nos lideram, uma vez que temos o Evangelho Eterno, "qual barra de ferro em nossas mãos" a nos assegurar se aquilo que nos ensinam nos púlpitos da Igreja, está ainda, em pleno acordo com a vontade de Cristo ou não.

11 -Sem dúvida alguma, o surgimento do Livro Selado em nossos dias, provindo de uma fonte desconhecida dos membros, os atinge como algo chocante tanto quanto devia ser para os judeus quando Amós, por exemplo, se apresentou ao povo do convênio com a revelação de que o Senhor não fará nada ao seu povo, sem antes informar-lhes das calamidades propostas para o seu arrependimento por meio de seus servos os profetas. Uma vez que já tinham em seu meio o seu profeta, que por sua vez, alegava que Amós era falso, e por essa razão o povo do convênio em seus dias o rejeitaram.

12 - Mas o que dizer quanto ao surgimento deste livro, se o mesmo cumpre em seus pormenores a lei das testemunhas, qual padrão estabelecido por Deus tanto no Velho bem como no Novo Testamento e também no Livro de Mórmon e em Doutrina e Convênios, parâmetro este estabelecido pelos céus para que o povo do Convênio pudesse confirmar a veracidade sobre todas as coisas?

13 - Julgai por vós mesmos, se em razão da recusa dos santos em averiguar por si próprios a procedência desse livro mediante a lei das testemunhas estipulada pelo próprio Deus nas sagradas escrituras, não estariam ofendendo de alguma forma a Suprema Inteligência do Universo, quando admitem a veracidade das obras padrão que norteiam suas crenças e fé na restauração, mas contudo se eximem, por preceitos meramentes humanos, a não obedecerem tal lei?

14 - Não estariam, neste caso, assim como atestou Tiago em sua Epístola na Bíblia, capítulo 2:10, quebrando toda a lei por tropeçarem neste único ponto? — Contudo, não se trata apenas deste único ponto, como bem relatado abaixo.

15 - Já que neste caso a lei das testemunhas foi cumprida, em seus pormenores, por este tradutor, assim como requerido no texto de Isaias 43:9 — tal recusa, não coloca estes abaixo de suas próprias capacidades intelectuais com a qual o céu os investiu, se persistem em agir de forma oposta ao que o Senhor requer deles como povo do Convênio?

16 - Veja abaixo, trecho da Revelação recebida entre os dias 19 à 27 de março de 2020, a qual o Senhor de forma clara e inequívoca, nos dá a compreensão que devemos ter em relação a esse assunto — a lei das testemunhas.

"21. Desta vez, porém, diferente do que fora requerido de meu servo Joseph nos primórdios da restauração, eu, o Senhor, requeri de meu servo escolhido que hoje vós o conheceis por Maurício Artur Berger, que convocasse suas testemunhas antes mesmo da tradução ocorrer, para que estes testificassem a respeito da veracidade das placas, porquanto eu, o Senhor, em minha onisciente sabedoria, previa que em razão de seus divergentes preceitos e interesses pessoais, cada qual tomaria rumos diferentes após a tradução.

22. Contudo, nada pode anular da história deste segundo convite, aquele momento sublime em que conjuntamente, as oito testemunhas originais atestaram ao mundo, mediante a confirmação do Espírito Santo que se derramou sobre elas nessa sublime ocasião, que as placas são autênticas enquanto elevavam suas vozes em um só coração a mim, Jesus Cristo, assim como deveria ser meu povo na plenitude dos tempos; unos de coração ao cantarem “sing alleluia to the lord”.

23. Onde estão agora as suas testemunhas? Não importa! O que importa, é que meu servo escolhido seguiu o padrão exigido por mim, o Senhor, tal como consta em vossas sagradas escrituras. Mas, e vós, que dizeis ser meu povo nestes últimos dias, porque não fazeis o mesmo?

24. Por que não tendes por padrão averiguar os fatos assim como vos é requerido em vossas escrituras? Até quando terei de chamar-vos ao arrependimento por causa de vossa dura cerviz?

25. Contudo, meu povo em nada se detém, ao escutar a voz forjada daqueles que conspiram sem causa alguma contra meu ungido, em dar ouvidos a voz de traidores iníquos que se infiltraram em seu meio, e que dentre meus escolhidos se levantaram para vos enganar, enquanto os fatos, juntamente com as testemunhas dos artefatos apresentados por meu servo, Maurício, não poderia jamais, de acordo com a lei dos homens, ser rejeitado por nenhum tribunal da Terra, visto que há tantas testemunhas fidedignas neste ocorrido, mais do que a própria lei dos homens exige, para atestar como verdadeiro qualquer fato que se apresente nos tribunais humanos.

26. Então, quanto mais não seria verdadeiro este evento apresentado por este homem que conheceis por Maurício Berger? O qual, mediante a palavra divina de vossas escrituras, seguiu o padrão estipulado por mim, o Senhor, que Sou seu advogado junto ao Pai, o Juiz de toda a Terra, no que concerne ao surgimento desses registros entre os filhos dos homens, que o mesmo seria mostrado pelo poder e dom de Deus a três testemunhas e, além destes, a quanto mais eram necessários para trazer à luz esta obra.

27. Apesar disso, da recusa de meu povo em ver a luz procedente desse registro em meio as trevas que se encontra as igrejas da restauração, minhas entranhas estão cheias de compaixão para que neles se cumpra o que por mim fora dito quando estes dias chegassem, que eu não os expulsaria totalmente no dia de minha ira, mas lembrar-me-ia da misericórdia.

28. Eis que vos digo, portanto, assim como disse ao meu povo em tempos passados, que em razão dos muitos espíritos falsos que saíram pela Terra enganando o mundo, após a tradução deste antigo registro pela mão de meu servo, Maurício, eis que aqueles que professam ser minha igreja nesses últimos dias, que se desviaram de meus propósitos e, embora se aproximam de mim com a boca e com seus lábios me honram dentro das paredes de suas igrejas, mas novamente afastaram de mim os seus corações em apego aos preceitos dos homens, porquanto há de se cumprir em vós e na vossa geração aquilo que por mim fora dito a Jeremias, que vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão de acordo com a minha vontade e eles os alimentarão com o verdadeiro conhecimento de minha palavra, porquanto ajuntarei, dentre todas as nações, um povo santo para mim, o Senhor, e vos tomarei dentre os santos dos últimos dias para os conduzir ao entendimento correto de minha vontade, no que concerne a lei da consagração, para que este povo, que será um povo remanescente da restauração de meu evangelho, nunca mais ande segundo a obstinação e os preceitos dos homens."

Acesse a revelação neste link: - http://olivroseladooficial.org/revelacao-recebida-entre-os-dias-19-a-27-de-marco-de-2020/

17 - Como toda história tem dois lados e, somente o lado que éramos capazes de assimilar até então mediante o que nos foi contado, porquanto se teceu os registros da Igreja Mórmon nos últimos dois séculos. É chegado a hora, e agora é o momento predeterminado por Deus, com o surgimento desse Segundo Convite, de reescrevermos de forma correta a história de nossa religião; não mais de acordo com os preceitos meramente desta ou das demais Igrejas que se dividiram com a morte de Joseph e Hyrum Smith, mas pelo que verdadeiramente é o Evangelho Eterno de Jesus Cristo, mediante ao que agora somos capazes de compreender por nós mesmos. Não à base do que os homens nos possam relatar, mas mediante as revelações deixadas, qual guia seguro a nos conduzir por entre as névoas de escuridão, as quais estão sendo dissipadas por intermédio deste projeto divino denominado de tão nobre causa, tal como prescreve a profecia referente aquele que nos últimos dias, seria chamado para ler as palavras da parcela selada das placas de Mórmon, porquanto seria levado frente ao povo do convênio na plenitude dos tempos, os quais, "outra vez" se aproximariam do Senhor de maneira proforma, e com seus lábios o honrariam, mas seus corações estariam afastados Dele, por seguirem antes aos preceitos dos homens mais do que aos autênticos ensinamentos de Cristo, delineados  barra de ferro a lhes conduzir até a árvore da vida. — 2 Néfi 27: 21-25

18 - Contudo, uma vez que a tradução do Livro de Mórmon, bem como as revelações de Doutrina e Convênios são na atualidade as mesmas que foram reveladas ao povo da Igreja na abertura da plenitude dos tempos, cujas leis e ordenanças transcritas em suas páginas devam, tal como ensinou Joseph Smith Jr; por "mandamento imutável", atender em sua plenitude ao povo do convênio hoje, com o mesmo caráter e transcendência com que atendeu ao povo Mórmon nos primórdios da restauração. Então torna-se fácil discernir, à base dessas escrituras, se de fato as puras doutrinas do Evangelho, tal como restauradas no século XIX, foram ou não alteradas nos meandros da igreja SUD até este momento da história, na qual principiamos a propagar entre os santos dos últimos dias O Livro Selado, e com ele, o surgimento do Segundo Convite, tal como transcrito em 2 Néfi 29:1, aonde o Senhor menciona que irá fazer uma obra maravilhosa no meio deles, a fim de recordar os convênios que fez com os filhos dos homens; e para que Ele estenda a sua mão pela "segunda vez" a fim de recuperar o Seu povo, que é um remanescente da casa de Israel.

19 - Dito isso, desafio a qualquer membro da Igreja que julgue que este grupo esteja enganado, averiguar, frente a uma diligente pesquisa e cuidadosa reflexão sobre o assunto que discorre abaixo, em consonância com as escrituras, se o povo de vossa igreja permanece apegado a barra de ferro ou se já foram de alguma forma, sútil e imperceptívelmente desencaminhados pelo braço da carne para o vale de densas névoas, as quais tendem a turvar a visão espiritual de todos que largam as escrituras para seguir cegamente os preceitos puramente de homens.

A densa névoa do sonho de Leí, tende a diminuir a visão espiritual daqueles ( igreja/ D&C 10:67) que iniciaram o caminho da restauração, mas que em determinado momento largaram a barra de ferro para seguir os preceitos dos homens, vindo a se extraviarem e, sem rumo, perderam-se de seu real propósito à Vista de Deus. — 1 Néfi 8:23

20 - Usarei aqui, uma linha de raciocínio somente sobre os registros da restauração e escrituras correlacionados a "ordenança sacramental", para mostrar o quanto dessa ordenança primordial a nossa salvação foi alterada nos meandros da igreja SUD, embora exista uma lista significativa de outras ordenanças que, de igual forma, foram modificadas nesta referida instituição, as quais não citarei neste artigo por falta de espaço.

21 - A começar, primeiro pela oração sacramental; está escrito nos manuais da igreja que são duas as orações sacramentais, e contudo, são "fixas e inalteráveis", e foram predeterminadas ainda no conselho dos céus, a serem lidas ou memorizadas, "com a finalidade de serem repetidas textualmente", ou seja, de acordo com o registro de nossas escrituras. (Manual do aluno de D&C, curso 324-325, pag. 43. 29).

22 - Ainda nos manuais da igreja, podemos ler que uma “oração fixa”, tal como é a oração sacramental, "é aquela que é revelada pelo Senhor para um propósito especial" e deve ser repetida "palavra por palavra" para que as ordenanças sagradas "sejam realizadas de maneira exata", tal como Deus as determinou nas escrituras para nosso proveito e exaltação. (Manual do aluno do Seminário, estudo de D&C e História da Igreja, precisamente na página 41’, no último parágrafo).

23 - Por fim, uma vez que se compreende perfeitamente, com base nos ensinamentos deixados a nós, por intermédio de Joseph Smith, que é impensável mudar uma só palavra da oração sacramental, eu vos faço três perguntas, tendo por base os registros de Moroni 5: 2, no Livro de Mórmon, bem como a revelação de Doutrina e Convênios, 20: 79, onde ambos encontramos palavras adversas ao que se profere hoje na mesa sacramental.

— Ao se ler esses dois registros citados acima, alguém saberia me dizer em que parte da oração sacramental, onde se abençoa o cálice em lembrança do sangue de Cristo, encontramos a palavra "água"?

— Com isso ainda em mente, alguém saberia me dizer o que de fato levou as autoridades gerais, com o passar do tempo, a consentirem em trocar uma palavra "fixa e inalterável", de uma oração que nos interliga plenamente ao Espírito de nosso Deus, por outra que não corresponda em nada a palavra original, a qual, representa o símbolo que prefigura o sangue que este verteu em nosso benefício?

— Como pode o povo do convênio, na atualidade, permitir em conjunto, tamanho engano a si mesmos, quando unidos em uma só voz dizem amém em concordância a uma oração ditada de uma tabuleta transcrita abaixo da mesa sacramental, cuja mensagem não transmite a essência da verdade, tal como consta em nossas escrituras, em cujos textos está transcrito: “abençoes e santifiques este ‘vinho’ para as almas de todos que beberem dele”; mas que no interim, fora alterada a palavra chave, com a finalidade de justificar a mudança que se fez da substância vinho, para o elemento água na mesa sacramental, em mera concordância com essa nova pronuncia, “abençoes e santifiques esta ‘água’ para as almas de todos que beberem dela”?

24 - Citando os motivos, que levaram às autoridades gerais a mudarem a pronúncia original dessa oração fixa e imutável de nossas escrituras, de vinho para água; nos deparamos com outra questão de supra importância da cerimônia sacramental, a qual fora mudada mediante a interpretação hodierna da Igreja quanto ao contesto de D&C 27, no que diz respeito ao evento ocorrido em agosto de 1830, ou seja, cinco meses após a Igreja ter sido fundada, no qual, Joseph Smith é interrompido por um anjo, enquanto ele está indo comprar vinho para comemorar o Sacramento, e este lhe impede dizendo que não devia comprar vinho de seus inimigos, e que não importa o que se come ou bebe ao se comemorar o Sacramento, desde que lembre o corpo e o sangue de Cristo.

25 - Mediante essa revelação, somos ensinados na Igreja que foi em razão dessa admoestação dada a Joseph Smith, pela voz do próprio Salvador, que as autoridades gerais consentiram com o uso da água nas reuniões sacramentais, e não mais se fez uso do vinho desde então. Contudo, se refletirmos  com cuidado e diligente atenção sobre essa questão, veremos que não pode haver entre os homens na Terra, desde que a Seção 27 de Doutrina e Convênios fora revelada, nenhuma outra autoridade com maior entendimento e credibilidade nesse assunto do que o próprio homem que a recebeu — neste caso, o próprio Joseph.

26 - Ele, poderia ter voltado para casa naquela ocasião e simplesmente ter comemorado o Sacramento com água, caso lhe fosse claro ao seu próprio entendimento, que pudesse de fato, ser qualquer coisa. Mas, a despeito do que as autoridades da igreja SUD ensinam na atualidade, Joseph percebendo, mediante ao que registrara no versículo 2, que de fato “não importa o que se bebe ao participar do sacramento desde que lembre o sangue de Cristo" e, agindo em conformidade com o que ouvira do Senhor naquele momento, tal como se lê no versículo 4, ele percebeu que, embora nenhum vinho comprado de seus inimigos devia ser usado no sacramento, ainda permanecia o mandamento de que tal ordenança deveria ser comemorada com "vinho novo", feito pelos próprios membros da Igreja.

27 - E foi exatamente isso que Joseph Smith fez, tal como registrado nos manuais da igreja, onde lemos: “... Em obediência a esta revelação, preparou ‘um pouco de vinho de sua própria criação’ e realizou assim, o sacramento dentro de seu próprio lar, consistindo a reunião de apenas cinco pessoas, Newel Knight e sua esposa, Joseph e sua esposa, e John Whitmer”. (Manual do Aluno do Seminário, estudo de D&C e História da Igreja, precisamente na página 49).

28 - Em concordância com essa questão, Joseph Fielding Smith explicou que: “Joseph não devia usar vinho no Sacramento, a menos que ele fosse produzido pelos próprios santos e de recente fabricação, e que o vinho era utilizado principalmente por causa de sua 'semelhança com o sangue’." (Manual do Aluno de D&C, curso 325-325; pag.55 sob o tópico “Não importa o que se come ou que se bebe quando se partilha o sacramento”).

29 - Além disso, podemos ler na Palavra de Sabedoria, dada como revelação ao povo da Igreja, três anos após a tão citada Seção 27, que a vontade do Senhor permanecia a mesma desde que restaurou o evangelho em 1830. De se usar vinho no sacramento; tal como se pode ler na Seção 89 de Doutrina e Convênios, versículos 5-6: “que não é bom nem aceitável aos olhos de vosso Pai que alguém entre vós tome vinho ou bebida forte, ‘exceto’ quando vos reunis para oferecer vossos sacramentos perante ele. E eis que ‘deve ser vinho’ diz o contexto, sim, ‘vinho puro', de uva da videira, ‘de vossa própria fabricação’."

30 - Em concordância com isso, lemos que esse também era o entendimento de Brigham Young logo após a morte de Joseph, quando na ata da reunião feita em 1845 diz: Às 4, nos reunimos na casa do Dr. Richards com o Presidente Young, Heber C. Kimball, Willard Richards, John Taylor, Amasa Lyman, George A. Smith, Orson Pratt, N[ewel K. Whitney, George Miller, L. Richards e J. Young. Oferecemos nossa orações sobre uma variedade de assuntos. (…) Foi decidido empregar o irmão Isaac Morley para fazer100 barris de vinho para sacramento. (William Clayton, An intimate chronicle: the journals of William Clayton, p. 171-172; 03 de julho de 1845)

— Com isso, eu pergunto: Com que autoridade foi mudado a principal simbologia do sacramento, aquela que nos reporta a lembrar do sangue do Salvador derramado por nós, uma vez que Joseph alegou mais de uma vez que as ordenanças são imutáveis e que jamais devem sofrer alteração alguma, pois na observação correta de suas cerimônias e simbologias se encontram o poder do sacerdócio?

31 - Talvez, por essa razão, vemos na atualidade a igreja “entregando cadeiras de rodas a deficientes físicos” (cadeirantes), porquanto não se vê mais em seu meio, milagres tais como visto nos primórdios da restauração como relatado do irmão David W. Patten nos dias de Joseph, quando em sua missão ao leste, ‘muitos doentes foram curados e muitos coxos andaram’. (Ensinamentos do profeta J.S compilado por Joseph Fielding Smith; pag. 29; parágrafo 2).

32 - Não é por acaso que D&C 84:20 diz que: "em suas ordenanças manifesta-se o poder da divindade".

— Diante dessas verdades, é que me questiono sobre os motivos que levam os santos na atualidade, a não fabricarem seu próprio produto da vide.

33 - Mas o que vejo, contudo, é um conjunto de doutrinas que sutilmente foram invertidas, de tal forma em seu contexto original, que aquilo que é verdade absoluta nas escrituras, soa como heresia nos meandros da sociedade SUD, ao passo que a mentira prevalece no meio dos santos como se fosse a verdade suprema e imutável, pois assim como está escrito, eles "trocaram verdade pela mentira". — Romanos 1:25

34 - Isto é tão veraz, que se refletíssemos com humildade, na posição quase que inflexível da Igreja na atualidade quanto ao uso da água no sacramento, veríamos que não importa à eles, quão elevados possam parecer os argumentos que se mostram com base em vossas escrituras, pois qualquer alegação contrária a sua posição arbitrária, sempre será incoerente ao entendimento coletivo da igreja em geral. Se um de seus bispos, por exemplo, ao compreender as escrituras, opte a servir suco de uva como emblema do sangue de Cristo na mesa sacramental — Até porque pode ser qualquer coisa, não é mesmo? — Mas, sendo sincero consigo mesmo, o que você acha que iria acontecer com esse bispo, uma vez que sua atitude fosse continua?

35 - Ora, não há dúvida alguma de que este bispo seria chamado em conselho disciplinar e, caso não viesse a se retratar, logo seria excomungado da Igreja, por ato de apostasia.

36 - Pois, segundo o manual “Pregar Meu Evangelho Pag. 44", APOSTASIA significa o "afastamento da verdade", e no caso em questão, a verdade que prevalece é esta pregada pela igreja e não mais aquele prescrita nas escrituras.

37 - Com isso irmãos, tendo por base as escrituras, percebo quão grande é o engano engendrado nos meandros da Igreja SUD, de forma que não há meios de se praticar dentro dela, aquilo que verdadeiramente nos ordenam as suas obras padrão, tal como revelado com a abertura desta dispensação.

— Não seria isso, por si só, um forte motivo para Deus chamar na atualidade quem bem lhe aprouvesse, assim como Amós, para advertir seu povo, do quanto se afastaram dos verdadeiros mandamentos restaurados em sua Igreja no século XIX?

38 - Ao adentrarmos em uma outra questão, ainda no que diz respeito ao sacramento, lemos tanto no livro de Moroni 4: 1-3, bem como em Doutrina e convênios 20: 76-77, que outro mandamento invariável na restauração do Evangelho, é o fato de que "toda a Igreja", referindo-se a todos os membros, sem exceção, devem se ajoelhar em conjunto com os élderes, no momento da oração sacramental. De fato, não existe nas obras padrão da Igreja, nenhuma passagem que permita somente os élderes e sacerdotes que abençoam o Sacramento, tal como é feito na atualidade, nos representar neste ato da mais sublime reverência e humildade no que concerne a essa ordenaça.

39 - No artigo de Justin R. Bray, intitulado “Formalidades excessivas no sacramento Mórmon”, mostra que foi após os membros chegarem a Utah, que se inibiu essa prática. Pelo que consta, as autoridades gerais, estavam preocupadas com o excesso nas formalidades. (Bray, Justin R. – Excessive Formalities in the Mormon Sacrament, 1928-1940. Intermountain West Journal of Religious Studies 4, no 1 (2012).

40 - Por fim, ao adentrarmos na última questão que suscito aqui referente ao sacramento, recorro a leitura do Livro de Mórmon, precisamente em 3 NÉFI 18: versículos 5, 11, 29 e 30, bem como, ao contexto de D&C 20: 68, aonde se pode ler, que somente os "membros batizados" da Igreja, podem definitivamente participar do sacramento. Isto é tão verídico, que os manuais da Igreja atestam, mediante um registro deixado por John Whitmer, que nos primórdios da restauração, "os discípulos (ou seja, os membros batizados), costumavam excluir os descrentes (ou seja, os que não eram batizados) das reuniões sacramentais". (Manual do Aluno de D&C, curso 325-325; pag.99 parg. 01).

41 - Noutro Manual, diz que os antigos Santos da Igreja, "recusavam-se a permitir que não membros assistissem às reuniões sacramentais". Por esse motivo, foi que o Senhor revelou a Seção 46, autorizando a participar das reuniões todo aquele que estivesse sinceramente procurando o Reino. Frente a isso, lemos de forma clara e inequívoca no contexto dessa Seção, mediante a qual, as autoridades gerais da igreja SUD, obtiveram em tempos modernos um novo entendimento, em que se permite na atualidade que todos os visitantes possam ser convidados a participar dos serviços sacramentais.

42 - Contudo, tal instrução da Igreja na atualidade não corresponde ao propósito original dessa revelação, na qual o Senhor informa sua vontade, de que somente quem estivesse "sinceramente procurando o reino", e não apenas um pesquisador que estivesse visitando a Igreja pela primeira, segunda, ou terceira vez, seria digno de participar das reuniões sacramentais. (Manual do Aluno de D&C/ História da Igreja; pag.75 sob o tópico “quem pode assistir as reuniões da Igreja?”).

43 - Ainda assim, tal como se pode notar na leitura de D&C 20: 68, “que o dever dos membros" , depois de terem sido recebidos na comunhão de Cristo pelo batismo, era o de aprender dos élderes e sacerdotes, todas as coisas concernentes a igreja, para "somente depois", tomarem do "sacramento e daí serem confirmados pela imposição das mãos como membros da Igreja, a fim, de que todas as coisas fossem feitas em ordem".

44 - Ou seja, essa era a ordem original das coisas. E ainda que uma pessoa fosse convidada a participar das reuniões sacramentais por demonstrar aos membros que estava sinceramente buscando o reino, ela contudo, não poderia partilhar com os irmãos dos emblemas até que fosse batizada. Com isso, os membros batizados da Igreja, não somente teriam a obrigação de cuidar para que alguém não batizado participasse dos emblemas, bem com "teriam o dever", mediante a ordem do Salvador contida em 3Néfi 18: 28-30 de não permitir.

45  Além disso tudo, fica muito claro na leitura de 3 Néfi 18: 6 e 13,14 que: "6 devemos sempre procurar fazer o sacramento tal como Jesus fez, da mesma forma... e 13 qualquer dentre vós, que fizer mais ou menos do que isto, não estão edificados sobre a sua rocha, mas edificados sobre um alicerce de areia; e quando as chuvas descerem e as inundações chegarem e os ventos soprarem e baterem contra eles, cairão...

14 Portanto, bem-aventurados sois se guardardes meus mandamentos, que o Pai me ordenou que vos desse."

46 - Entretanto, mesmo que alguém hesite em averiguar por si mesmo essas coisas, por se apegarem ao fato de que falsos profetas surgiriam na parte final dos tempos, isso não anula as verdades que vos relatei aqui, as quais mostram claramente que alterações de cunho sagrado, não só ocorreram pela quebra de alguns convênios, bem como proveio de forma vagarosa e progressiva nos meandros das igreja SUD, e que a maior parcela de culpa, recai nos ombros destes que ignoram essas incontestáveis verdades, simplesmente pela recusa em não querer ver o que dizem suas escrituras.

47 - E, acreditem irmãos, o sacramento foi apenas um exemplo que citei dentre as muitas mudanças que ocorreram com o passar do tempo, após a morte de Joseph e seus primeiros apóstolos, no que concerne a elementos essenciais e imutáveis do evangelho restaurado por Cristo no século XIX. — Mateus 13: 14-15. 48

— Ou seriam os mandamentos do Livro de Mórmon, bem com as leis e ordenanças reveladas em Doutrina e Convênios, menos verdadeiros nos dias atuais do que foram nos primórdios da restauração?

É claro que não!

48 - Contudo, se a compreensão disto já não basta para os santos da igreja SUD tomarem uma posição realmente espiritual ao lado do único agente de sua fé, o Senhor Jesus Cristo, então, terão que se conformar em serem comparados pelos santos deste Segundo Convite ao povo do convênio descrito por Jesus, "quais cegos guiados por outros cegos"; coando os mosquitos, contudo engolindo os camelos, no sentido de querer parecer puro e limpo nas mínimas coisas diante dos homens, mas que sem perceberem transigem nos quesitos mais importante das sagradas leis e ordenanças diante de Deus.

49 - E, se não acordarem para o que verdadeiramente vos dizem as escrituras, permanecerão assim, espiritualmente cegos, pelo fato de taparem os olhos para não ver e os ouvidos para não ouvir. Isso, pelo menos até chegarem ao outro lado do véu, em um grau de glória menor do que almejaram em vida, aqui nesta Terra, para de fato perceberem, porém, tarde demais de que haviam largado a barra de ferro a caminho da árvore da vida, e se desviado em meio as densas névoas de escuridão em apego às tradições de homens, e não de acordo com os mandamentos de Deus.—2 Néfi 27: 25

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Volume 7, Artigo 2 -outubro de 2021: escrito por Coriolano Pacheco

A MESMA FÉ DO IRMÃO DE JAREDE

Tem-se argumentado que a parte selada das placas de Mórmon deverá ser revelada quando o povo de Deus tiver a fé do irmão de Jarede, de conformidade com Éter 4:27. Daí a alegada contradição do cumprimento desta profecia nos dias de hoje, quando esta condição não é atendida. Proponho-me a esclarecer este assunto. Antes, porém, convém compreender o conteúdo das placas de ouro sob a custódia de Moroni.

A primeira parte, que corresponde à menor porção das placas, não selada, foi traduzida por Joseph Smith Jr. Após a tradução, Moroni levou as placas, retornando em 2007, ocasião em que as entregou para Maurício A. Berger, no Monte Agudo, na cidade de Agudo (RS), para tradução da parte que estava selada.

Mauricio A. Berger nos ensina que o pequeno livro que João comeu, em Apocalipse 10:8-10, o qual era doce na boca e se tornou amargo no ventre, é a parte do Livro de Mórmon traduzida por Joseph Smith. Doce, porque é a verdadeira palavra de Deus. Torna-se amargo, significando as consequências danosas de não se dar ouvidos às palavras nele contidas ou negligenciar seus preceitos, o que levou o Senhor a proferir a condenação sobre os filhos e filhas de Sião, em 1832 (D&C 84:53-61), a qual só será retirada quando for dada a devida atenção ao Livro de Mórmon, às revelações dadas em Doutrina e Convênios até a última revelação dada à Joseph Smith III. (1)

Morôni dos dá a seguinte explicação sobre esta primeira parte das placas de ouro, traduzidas por Joseph Smith, em PALAVRAS DE MORONI:

“11 Não obstante, me foi ordenado pelo Senhor a separar em três conjuntos o registro inteiro contido nas placas de Mórmon, a fim de serem revelados em três períodos de tempos.

12 O primeiro conjunto é um apêndice preparatório do segundo e o segundo do terceiro. O primeiro serve para constituir uma aliança entre Deus e os gentios através do arrependimento e constitui-se em um registro aberto a ser dado em preparação dos povos para se compreender coisas maiores quando forem reveladas.

13 E se eles não endurecerem seus corações quando a segunda parte vier, eles não só conhecerão os mistérios de Deus através da primeira parte, mas também receberão mais, um pouco aqui, outro pouco ali, linha sobre linha, preceito sobre preceito, até se conhecer os mistérios de Deus através da revelação da segunda parte, para a compreensão de todas as coisas relativas à sua igreja nos últimos dias (1). (1) Alma 12:9-10

14 Eis, porém, que o inverso ocorrerá para aqueles que possuírem a primeira parte dos registros compilados por meu pai, Mórmon, nos últimos dias, sim nos dias dos gentios, mas que não estarão dispostos a meditarem sobre isso em seus corações, tão pouco se farão valer da dádiva sobreposta em uma promessa transcrita por mim, Morôni, e que corresponde as duas primeiras partes dos escritos de meu pai, uma vez que deixei registrado “estas minhas palavras a título de exortação” antes mesmo de selar “estes registros”, correspondente a mais de um registro selado, pois em nenhum momento eu disse “este registro” quando mencionei que estaria selando “estes registros” (1). (1) Moroni 10:2

Quando Mauricio retirou os selos, na presença de três testemunhas brasileiras e oito americanas, deparou-se com uma segunda porção selada contendo sete selos!

Das quarenta e duas placas que Mauricio retirou os selos, dezenove foram traduzidas e publicadas com o nome de O Livro Selado de Mórmon, contendo as seguintes seções: um resumo de parte do Livro Selado de Moisés, Os Apóstolos de Moisés e Atos dos Três Nefitas.

As vinte e três placas restantes, que serão traduzidas e publicadas posteriormente, contém um terço das revelações dadas a João na Ilha de Patmos e profecias feitas pelo irmão de Jared.

Com relação à parte selada restante, que contém sete selos, Mauricio A. Berger esclarece que Apocalipse 10:3 que, menciona sete trovões que soaram suas vozes, são sete profetas, cujas palavras estão seladas, para o tempo do fim, quando Jesus Cristo virá ao Seu Templo e abrir a última parte selada do Livro de Mórmon, que contém sete selos correspondentes às palavras dos sete trovões ou sete profetas. Um desses registros é o Livro Selado de Moisés, do qual Mórmon fez um resumo parcial, deixando de lado as profecias para um sábio propósito futuro. (1)

Assim compreendida a estrutura das placas de ouro, resta-nos esclarecer o verdadeiro sentido de Éter 4:7. O esclarecimento é feito por Moroni, como segue:

“Por sua vez, este conjunto que corresponde a segunda parte, sobre a qual eu, Morôni, predisse em uma dupla profecia revelada a mim da parte de Jesus Cristo, cujo contexto expõe tanto o surgimento deste Livro Selado de Mórmon, que deve ser revelado antes da vinda de nosso Senhor a vista de seus discípulos nos últimos dias, bem como o registro dos sete selos que meu pai, Mórmon, previu neste registro, de que somente nosso Senhor é digno de abrir o restante dos selos que contém no conjunto selado destas placas de Mórmon, através dos eventos que foram profetizados sobre as nações da Terra (1), após a sua vinda a Sião, na Nova Jerusalém, e os sete eventos que irão se desdobrar com os filhos dos homens, todos preditos nestes registros, que por Ele, Jesus Cristo, será revelado para aqueles que terão a fé do irmão de Jarede (2), antes que venha de cima a Sião Celestial, e a tenda de Deus seja estabelecida entre os filhos dos homens, e o Reino de nosso Senhor sujeite todas as nações sob seus termos. (1) D&C 101:23; D&C 77:6; Apocalipse 5:5 | (2) Éter 4:7” (Palavras deMoroni 17).

Enfatizando as palavras de Moroni e complementando com as revelações que Mauricio A. Berger tem recebido: A parte selada do Livro de Mórmon referida em Éter 4:17 é a última porção das placas de ouro que será revelada pelo próprio Salvador, quando vier ao Seu Templo, que será construído no Condado de Jackson, no local demarcado por Joseph Smith. Nesta ocasião, os santos que habitarão em Sião (Nova Jerusalém), construída no Missouri, terão a fé do irmão de Jarede!

Viva Sião! Viva Israel! Hosanas ao Senhor!

Coriolano Pacheco

 


(1) Artigo OS SEGREDOS DE DEUS, de autoria de Mauricio A. Berger, publicado no periódico ARAUTO DO SEGUNDO CONVITE, junho/2019. Acesso no Site: olivroseladooficial.org

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Volume 7, Artigo 3 -outubro de 2021: escrito por Kelvin Henson

Testemunho de Kelvin Henson


Testemunho de Kelvin Henson

(de como ele chegou a ser uma das testemunhas das placas mórmons)


Fui convidado por Bob Moore e Joseph Smith para ir ao Brasil com eles, juntamente com Brad Gault, Gary Metzger, Tyler Crowell, David Gilmore e Sam Gould. Chegamos ao Brasil em 3 de março de 2018 e fomos recebidos por cinco dos santos, incluindo Joni Batista e Wagner Zeppenfeld, duas das três testemunhas brasileiras. Eles nos levaram para almoçar e enquanto conversávamos, eu os achei acolhedores e animados por estarmos lá. Depois nos levaram para a casa de Mauricio Berger, onde todos nós ficamos durante o fim de semana. Ele não estava em casa quando chegamos, mas conhecemos sua esposa, que também era muito acolhedora e feliz por nos receber, assim como duas de suas filhas, que eram um pouco mais tímidas. Também conhecemos Valdeci Machado, a outra testemunha brasileira, assim como Nelson Victoria, que ajudou a interpretar com Gary Metzger.

Eu estava conversando com David na varanda do apartamento, quando vi que Maurício tinha chegado. Ele estava entusiasmado em nos ver e se aproximou de cada um de nós, saudando-nos pelo nome e dando-nos um abraço. Ele nos convidou imediatamente para se sentar e compartilhou seu testemunho. Quando ele terminou, ele se abriu para perguntas. Fizemos-lhe muitas perguntas e conversamos durante a noite. Ele respondeu a todas as nossas perguntas sem hesitar, e muitas vezes utilizou as escrituras em sua resposta. Quando lhe perguntamos sobre os intérpretes, ele os tirou de uma pasta e os passou de um lado para o outro para que nós os víssemos.

Eu vi a pedra que havia sido quebrada antes, que foi fundida de novo por Moroni. Eu também vi a outra pedra que era nova. Ambos tinham caracteres gravados e eram semelhantes em tamanho e forma, mas não eram cópias exatas. A nova era clara e tinha pequenas veias de cobre incrustadas nela. Ambas tinham um cume para prendê-las a uma armação. Pelo que entendi, a pedra mais antiga funciona na mente de Maurício, enquanto a nova reflete e refracta literalmente a luz da palavra. Ele nos mostrou com uma luz, em uma sala escurecida. A pedra refracta a luz em seis pontos diferentes, três de cada lado. Os caracteres das placas são traduzidos em inglês e português para Maurício. Ele lê o português enquanto Joni o escreve, e depois copia o que vê em inglês.

Enquanto conversávamos naquela noite, Maurício mencionou que conhecia Tyler e eu, que estávamos chegando como testemunhas, porque ele nos viu em sonhos separados. Ele não nos contou os sonhos na época, porque nos foi dito que iríamos nos encontrar com o resto da congregação para apresentações e jantar. Fomos levados a um prédio separado e nos encontramos em uma sala de aula aonde têm a igreja. Sentamos em um grande círculo e cada pessoa se apresentou. Gary e Nelson trocaram de lugar como intérpretes. Quando me levantei para falar, partilhei com eles que sou um pecador e me senti inadequado para ser convidado para esta viagem. Eu poderia pensar em vários outros homens que eu considerava mais justos do que eu e, que seriam mais qualificados para este trabalho. No entanto, fiquei feliz por estar presente e agradecido pela calorosa acolhida que tínhamos recebido. Quando voltamos à casa de Maurício, soube que meus sentimentos de inadequação já haviam sido revelados a Maurício em seu sonho a meu respeito.

Enquanto os outros homens se preparavam para dormir, eu levei Gary e nos juntamos a Maurício na sala de estar, onde ele me contou sobre seu sonho. Ele mencionou que teve este sonho após a primeira visita de Joseph e Bob, mas antes que soubesse algo sobre mim. O seguinte é o sonho de Maurício sobre mim:

Maurício está percorrendo um longo caminho. Ele não sabe para onde está indo. Enquanto ele dirige, ele me vê pedindo carona na beira da estrada. Maurício pára e me pergunta para onde estou indo. Eu lhe digo que não sei. De qualquer forma, ele me convida para entrar no carro e me pergunta qual é meu nome. Eu lhe digo que meu nome é Kelvin Henson. Ele está ouvindo música cristã e eu lhe peço que a mude para o rock and roll. Continuamos pelo caminho, sem saber para onde estamos indo. Eventualmente, percebo que para onde quer que vamos, é para pessoas justas. Eu falo e lhe digo que não posso ir lá, porque não sou justo e tenho muitas coisas me segurando. Eu lhe digo para parar e que eu vou sair. Maurício para e me convida a vir ver. Decidi ficar no carro e dirigimos pela estrada.

Quando Maurício acordou, ele digitou meu nome no Facebook, depois de lembrar o sonho. Ele viu que eu era uma pessoa real e sabia que tinha que vir como testemunha. Ele começou a orar por mim, e disse à congregação para orar pelo meu nome, para que viesse como uma das testemunhas. Mais tarde, perguntei a Wagner e Joni, separadamente, se eles tinham orado por mim. Ambos confirmaram que haviam orado por mim, por causa do sonho de Maurício. Maurício também mencionou que eu parecia diferente em seu sonho; eu tinha cabelos mais compridos e sem barba. Achei isto interessante, porque quando eu era mais jovem, eu tinha cabelos longos e não possuía barba. Foi também o período da minha vida em que eu realmente gostava de música rock. Não vou escrever o sonho com Tyler, pois não consigo me lembrar de todos os detalhes, mas lembro que ele também parecia diferente no sonho de Maurício, possivelmente quando ele era mais jovem. Sam Gould, teve a ideia de que o Senhor tem nos preparado, nós dois, durante anos para este chamado específico.

O domingo começou com um café-da-manhã cordial e uma conversa sobre os eventos do dia anterior. Fomos levados até a igreja em carros separados, mas chegamos juntos ao prédio. Ao sairmos dos veículos, fomos recebidos com "O Espírito de Deus como um Fogo Ardente" sendo tocado em um piano lá dentro. Valdeci estava no comando, e nos disse que o Espírito Santo estava na casa de Maurício quando ele nos pegou e, encorajou que esta reunião estava aberta à liderança do Espírito Santo.

Wagner e Joni foram convidados a compartilhar connosco seus testemunhos. Em seguida, Maurício veio e deu uma mensagem curta, mas muito boa. Joseph Fredrick Smith levantou-se, e falou sob a influência do espírito, afirmando que Wagner seria ordenado como um elder naquele dia para ajudar no trabalho com Maurício. Sam Gould então se levantou e confirmou que a mensagem era do Espírito Santo. A congregação votou e a mensagem do Senhor dada através de Joseph se tornou uma realidade. Cassiane, que é nova no grupo, também teve uma experiência de sentir o Espírito Santo; "O Espírito de Deus como um fogo queimando". Bob Moore testemunhou que viu o Espírito Santo se mover sobre ela.

Após o serviço, voltamos ao apartamento de Maurício, as oito testemunhas, Wagner e Valdeci. Enquanto o resto da congregação descia para almoçar. Quando nos reunimos na sala, foi-nos dito que Joni traria as placas e que levaria cerca de meia hora. Pedi que tivéssemos um tempo de adoração em preparação, então cada um de nós fez uma oração e começamos a cantar vários cantos de acampamentos da Igreja . Uma das canções que cantamos foi: "Cantem Aleluia ao Senhor". Maurício ficou emocionado com aquela canção e nos pediu para cantá-la mais três vezes naquele dia, para que os outros pudessem ouvi-la.

Joni chegou com uma pequena mala, e cantamos "Cantem Aleluia ao Senhor" para que ele ouvisse. Enquanto cantávamos, Joni levantou as mãos e começou a orar. Maurício também começou a orar. Depois de cantar, Joseph fez uma oração final. Joni caminhou até o centro do círculo, tirou as placas da mala e as colocou em uma pequena mesa.

Houve um momento de quietude antes de Gary dar um passo à frente para pegá-las. Ele as colocou no chão e lentamente seis das oito testemunhas se apresentaram para examiná-las. Joseph e eu ficamos sentados. Eu havia decidido anteriormente, que a única maneira de saber se estas eram as verdadeiras placas do Livro de Mórmon era se o Espírito Santo estivesse presente. Assim, fiquei parado, por vários minutos, para que pudesse ficar quieto e ouvir o Espírito de Deus. Não demorou muito para que eu sentisse uma queimação no peito, a mesma sensação que me veio depois do sermão de Joseph Fredrick Smith em 29 de outubro. Eu vi, pelo canto do olho, que Joseph estava me observando, então eu me virei para olhar para ele. Ele estava sorrindo, estendeu sua mão e eu a apertei.

Finalmente, foi minha vez de segurar as placas depois de todos os outros. As placas eram finas e tinham a aparência de ouro. Peguei as placas e fiquei surpreso com o peso que tinham. Examinei os três anéis que eram prateados na cor e também magnéticos. Virei as placas e senti as gravuras que estavam marcadas na frente e no verso de cada placa.

Maurício anunciou que iria abrir a parte selada pela primeira vez. Com um alicate, ele tirou a cabeça dos pinos que seguravam a parte selada e virou a primeira página. Observei que uma expressão de excitação e espanto apareceu em seu rosto.

As placas da parte selada eram um pouco diferentes das outras placas. As placas da primeira secção eram planas e tinham gravuras rasas. As placas da parte selada tinham as mesmas gravuras, mas tinham reentrâncias mais profundas onde estavam as gravuras. Estas placas também pareciam mais brilhantes. Maurício começou a percorrer as placas da porção selada para ver quantas ele iria traduzir, antes da seção reservada à Cristo. Ele passou por cerca de 40 páginas, quando vi Joni, que estava ajudando-o, ficar animado. Olhei para o lado, e vi um canto de uma placa que parecia diferente do resto. Pude ver que tinha algum tipo de desenho gravado em vez de linhas de caracteres.

Maurício virou a placa seguinte, revelando esta especial. O Espírito Santo imediatamente encheu a sala e ouvi vários gritos de alegria das outras testemunhas. Ficamos maravilhados com a bela obra do quadro que tínhamos diante de nós. Logo vimos que ela retratava a cidade santa de Sião descendo à terra. A imagem era horizontal, então as placas tiveram que ser giradas para vê-la corretamente. Pudemos ver que tinha sido gravada do outro lado porque foi levantada na nossa frente. No topo, estava uma figura no centro com suas asas estendidas. Dentro das asas estava uma cidade, no fundo estava um homem com pequenos raios de luz ao seu redor, em pé sobre uma cúpula. Havia linhas mais longas começando na figura central superior e se expandindo para baixo. Na metade do caminho, à direita, estava outro homem com pontos atrás e abaixo dele. No lado esquerdo oposto, estavam três figuras em uma linha horizontal. Ao lado da cúpula, na parte inferior direita, havia três homenzinhos, um poço de incêndio e uma espécie de morada, como uma tenda, todos juntos. Acima da residência estavam três linhas descendo em um ângulo da direita. Na borda da placa estava um pequeno círculo. Ao lado da cúpula, na parte inferior esquerda, encontra-se uma pequena cidade. Acima dele, na borda esquerda, há um círculo maior com pequenos raios em torno dele.

A magnificência desta imagem foi assombrosa. Continuamos a nos maravilhar com a imagem desta placa, que era a placa superior da segunda parte da porção selada. Havia pequenos bloqueadores neste ponto que impediam que as placas continuassem a girar. Maurício nos disse que Moroni havia dito que havia duas partes na parte selada, mas todos nós estávamos lá para ver pela primeira vez que isso era verdade.

Nos reunimos ao redor das placas e nos ajoelhamos em oração. Maurício ofereceu uma oração, abrindo em nome de Jesus e fechando com o nome de Jesus. Outros oraram em seguida, e eu comecei a formar uma oração de ação de graças em minha mente. Quando comecei a orar, a necessidade de entregar minha vida ao Senhor e à Sua obra chegou ao meu coração. Eu o fiz, e o Espírito Santo veio sobre mim novamente. Após nosso tempo de oração, começamos a discutir a experiência enquanto Maurício colocava as placas na sala dos fundos. Havia uma unidade entre nós, pois todos nós sabíamos que isto era real. Conheci Maurício quando ele voltou, e falou comigo em português. Como tenho um conhecimento intermediário do espanhol, que é semelhante, pude entender o que ele disse. Ele me disse que havia compreendido todas as palavras de minha oração, que haviam sido proferidas em inglês. Fiquei feliz que o Senhor permitiu que ele entendesse minha oração de dedicação. Após cerca de duas horas com as placas, deixamos o apartamento e nos juntamos ao resto da congregação para o almoço. Enquanto eu estava na fila, virei e vi Maurício, ele sorriu e me disse: "Agora você dirige o carro".

Depois do almoço, discutimos a imagem das placas de ouro e começamos a especular sobre o que tudo isso significava. Maurício levantou-se calmamente e tirou os intérpretes de sua mala. Ele foi para a sala dos fundos onde estavam as placas e fechou a porta. Percebemos que ele ia traduzir a placa, então nos reunimos e David ofereceu uma oração. Enquanto ele orava, ouvimos o ranger das placas sendo viradas na outra sala. Depois de um tempo, Maurício nos convidou para entrar na sala onde as placas de ouro estavam abertas na figura. Ele explicou o que cada parte representava. Bob imediatamente escreveu tudo o que nos foi dito, que é o seguinte:

"A imagem em cima com os edifícios na parte inferior, que é curvada para baixo em um arco, representa a Sião Celestial. Os raios descendo, representam os sete espíritos das sete igrejas (mencionados no Apocalipse de João). A imagem sob o raio central (4º) é um pastor segurando um bastão, ela representa Jesus Cristo. Há oito raios de luz que emanam dele. Oito é o número de Cristo. Abaixo dos pés de Jesus, há uma linha que se estende ao longo da parte inferior da página. Perto do final da linha, à esquerda, está uma pequena imagem de uma cidade. Está sob os raios do sol, que está acima e à esquerda da pequena cidade. A cidade da esquerda representa Jerusalém no último dia. Acima dele estão os símbolos de três tempos e dois profetas. Maurício também disse que existem duas religiões, embora ele não saiba o que elas são.

A pequena imagem perto do final e acima da linha à direita é uma imagem para outra cidade. Ela representa a terra ao redor de Sião. À direita e acima está uma imagem da lua. Há três figuras à esquerda da cidade, representando 3 profetas para aquele dia. As linhas à esquerda da cidade representam a destruição que está vindo sobre esta parte do mundo. Acima da cidade à esquerda dela, mas à direita do centro é uma figura maior. Ela representa Moroni, que está olhando para o centro onde o relâmpago está descendo. Uma imagem das placas aparece à sua esquerda, mas perto dele, no nível de sua boca. Há três pontos à direita de Moroni e a uma distância igual para alcançar sua altura. Abaixo de seus pés, há sete pontos. Elas representam as sete dispensações.

Entre as duas cidades, há um semicírculo centrado nos pés de Jesus e com a linha como base. Ela simboliza uma cúpula protetora sobre Sião, mostrando que a destruição retratada como trazendo guerra para a cidade à direita, não penetra na cúpula protetora sobre Sião.

A gravura inteira, mostra a Sião Celestial descendo em direção a Jesus, que está em Sião abaixo dos espíritos das sete igrejas. Jesus está conduzindo o cumprimento do Apocalipse de João, quando Jesus vier ao seu templo e ler esta parte que permanece selada sob está placa.

Há alguns pontos que me lembro de Maurício compartilhar que não estão incluídos na revisão de Bob. A linha em todo o fundo da placa representa o corpo de água que separa as duas cidades. Ele também mencionou que todos aqueles dentro da cúpula serão protegidos contra a destruição, enquanto todos aqueles fora que são justos serão protegidos pelos três profetas. Finalmente, os três pontos por trás de Moroni representam três períodos de tempo do Livro de Mórmon.

Houve mais bênçãos do Senhor em nossa viagem ao Brasil, incluindo outros sonhos e interpretações de línguas, mas estes são os que me envolvem diretamente. Testifico a todos os povos da Terra que as placas de ouro, que vi na casa de Maurício Artur Berger em 4 de março de 2018, são as mesmas placas do Livro de Mórmon dado a Joseph Smith Jr. Sei que isto é verdade, pois foi confirmado para mim pelo Espírito do Senhor. Testifico também que a porção selada foi aberta pela primeira vez por Maurício Artur Berger, assistido por Joni Batista, na presença de todas as testemunhas. Aguardo o dia em que poderemos ler o que está escrito naquelas placas, pois isso nos ajudará em nossos esforços para viver de forma justa. Imploro a todos que leram este relato que consultem ao Senhor, para que saibam que ele é verdadeiro. Que as bênçãos de Deus estejam sobre Maurício enquanto ele traduz estas preciosas placas. Que as bênçãos de Deus estejam sobre seu próprio povo, para que possam ser erguidas em seu santo reino. Amém.


Testemunho de Kelvin Henson

(de seu trabalho como escriba para a tradução)


Às 15h00, horário brasileiro [em 25 de maio de 2018], Maurício A. Berger levou Joni Batista e eu para a sala dos fundos de seu apartamento, onde ele faz o trabalho de traduzir a porção selada do Livro de Mórmon. Em um canto da sala, há uma pequena mesa com uma escrivaninha no final mais próximo ao canto. A área está preparada para ele traduzir e para eu escrever as palavras que ele diz. Maurício sentou-se à mesa, de costas para o canto da sala. Joni e eu nos sentamos à mesa em frente a ele. Maurício tinha pregos martelados no alto das paredes, um à sua esquerda e outro à sua direita. Ele pegou um lençol com duas cordas amarradas a ele e o amarrou ao redor destes pregos. O resultado foi um pequeno espaço triangular, entre as duas paredes e o lençol, onde Maurício se sentou à mesa. Joni e eu estávamos na parte de fora do lençol, na outra ponta da mesa. Pouco antes de começarmos, olhei para seu pequeno triângulo e não havia nada além das placas, dos intérpretes, que ele fixou em uma moldura, e de uma cadeira. Sentei-me em um computador e Joni sentou-se ao meu lado. Para esta pequena parte, Maurício acabou de me fazer digitar, mas mais tarde ele me disse que eu teria que escrevê-la, porque tem que haver uma cópia física da tradução. Esta primeira vez para mim foi apenas uma breve passagem, e só o fizemos em inglês, já que a parte em português já havia sido concluída. Nós três ajoelhamos no chão e Maurício ofereceu uma oração. Em seguida, tomamos nossos lugares e a tradução começou. Maurício pronunciou as palavras o melhor que pôde. Algumas delas eu entendi, enquanto outras tiveram que ser explicitadas. Joni sentou-se ao meu lado e assistiu, fazendo perguntas a Maurício para esclarecer algo quando eu não conseguia entender algo, ou achava que uma palavra não soava bem. Houve algumas vezes em que Maurício se enganou e relia a palavra até que pudéssemos descobri-la. Os erros que foram cometidos foram menores, como substituir acidentalmente uma letra "a" por um "o". Muitas vezes, nesses momentos de dúvida, ele me pedia para apagar a luz, já que estava sentado ao lado do interruptor na parede. Ele me disse mais tarde, que às vezes a luz artificial que reflete das placas interferia com o que ele via através das pedras. A tradução que eu escrevi foi quinze linhas de texto e cento e noventa e sete palavras. Perguntei a Maurício a quanto estava nas placas, e ele colocou seus dedos no ponto em que começou e onde terminou. Era um pouco mais da metade de uma linha de caracteres. Mais tarde, ele contou onze caracteres que haviam sido traduzidos naquela sessão. Ele também explicou mais tarde como funcionam os intérpretes. Ele vê uma lista de artigos e outras palavras de preenchimento para a tradução em inglês, que ele escolhe colocar no local pretendido. Eu não entendo totalmente e não sei se alguma vez entenderei, mas Maurício disse que quando ele leu o inglês comigo hoje, havia menos opções para escolher. Ele acha que por eu tê-lo ajudado desta vez, ele não precisou de tanta ajuda dos intérpretes quanto quando está sozinho. Foi uma experiência maravilhosa ajudar com a tradução. O Espírito Santo estava presente e me deu clareza mental para entender as tentativas de Maurício de pronunciar as palavras em inglês, algumas das quais estavam longe de serem corretas, e para sugerir as pequenas mudanças necessárias. Testifico que a tradução foi feita somente pelo poder divino de Deus, que trouxe à tona esta obra em seu próprio tempo e à sua maneira. Entendo que devo ser o escriba inglês em toda a extensão da parte selada, mas não sei se esse é o plano do Senhor, nem sei quando será completado.

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Volume 7, Artigo 4 -outubro de 2021: escrito por Peter Gould

Maná da Manhã: Trazer a verdade à luz - a bênção de Deus para os videntes

PG.Herald.Vol7.A4

“(Mórmon 8:13-14) 13 Eis que termino de falar a respeito deste povo. Sou filho de Mórmon e meu pai era descendente de Néfi. 14 E eu sou o mesmo que esconde este registro para o Senhor; as placas em que está gravado não têm valor algum, em virtude do mandamento do Senhor. Porque ele verdadeiramente disse que ninguém as obteria para usufruir lucro; mas o registro que nelas está é de grande valor; e aquele que o trouxer à luz, o Senhor o abençoará.”.

É um truísmo na vida capturado pela frase: "a história se repete" - o que é apenas uma reafirmação do princípio de que a natureza básica (caída) do homem não mudou em 6000 anos.

A natureza básica do homem é dizer: "Deveria ter sido feito de outra forma" ou "Eu não deveria ter feito isso" ou "Eu teria feito melhor..." e coisas do gênero. Em vez de agradecer a bênção que recebemos, muitas vezes há hostilidade para com aqueles que trouxeram estas coisas à luz - como está escrito: "2 Néfi 29:4 Mas assim diz o Senhor Deus: Ó tolos! Eles terão uma Bíblia e virá dos judeus, meu antigo povo do convênio. E que agradecimento dão aos judeus pela Bíblia que recebem deles? Sim, que pretendem dizer com isto os gentios? Lembram-se eles dos sofrimentos e dos labores e das aflições dos judeus e de sua diligência para comigo em levar a salvação aos gentios?".

Podemos igualmente perguntar: lembramos do trabalho e dos sofrimentos que os videntes suportaram para nos trazer estas antigas palavras, registradas pela mão de Mórmon?

Amados irmãos, o braço de Deus não está encurtado para que Ele não possa cumprir Suas palavras. Ele tem e abençoará aqueles videntes - mas mais do que isso - muito mais do que isso - Ele abençoará todos os que ouvem e obedecem a essas preciosas palavras! E Ele castigará os transgressores porque assim está escrito: "2 Néfi 29:11  Pois eu julgarei o mundo de acordo com os livros que serão escritos, cada homem de acordo com suas obras, de acordo com o que está escrito.”.

Santo Pai no céu, pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor, que nos conceda a graça de ouvir e obedecer a Sua voz em todas as coisas. Dê-nos empatia para que possamos sentir as lutas e os sofrimentos daqueles que tanto sacrificaram, para que possamos ter em nossas mãos as riquezas da eternidade, incluindo sua palavra eterna. Obriga-nos por teu Espírito, a recordar sempre os sofrimentos de teu Filho e o grande e eterno preço que foi pago por nossa redenção, e nos ajuda, Senhor e Deus precioso, a nos purificarmos como teus verdadeiros filhos. Assim, como Sua imagem na Terra, traremos salvação às almas dos homens, Glória ao Seu nome eterno, Paz entre todos os que ouvem e obedecem. Alegria entre os remidos do Senhor, e assim demonstrar pelo exemplo a verdade e a fidelidade em "Toda palavra que procede da boca de Deus".  Amém..

Autor Apóstolo Peter Gould

pt Português
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